Depois
veio logo outra
e
mais outas, outas tais,
ele
nem ligava mais,
dizia
que era marota
mas
todos naquele carro
em
estado tão bizarro
diziam
“tá com a gôta”.
De
repente aliviou
e
as raposas sumiram
nenhum
mais eles viram
quando
algo clareou
aí
veio a novidade
em
meio à claridade
que
ao grupo impressionou
Pela
estrada a deslizar,
seguia
o rumo traçado
quase
meio desligados,
para
o Céu foram olhar;
que
cena estranha viram
quando
a vista subiram:
a
nuvem de carcará.
Lembraram
de Hithcock,
naquele
seu filme lindo,
com
os pássaros seguindo
quem
desse o menor toque;
Mas,
com seus conhecimentos
o
grupo teve momentos
de
diferentes enfoques.
O
medo de virarem presas
criou
uma mente só;
os
carcarás não tinham dó,
no
rumo de Fortaleza,
seguiam
o carro pertinho
e
todo mundo juntinho
testavam
a natureza.
Uns
achavam engraçado,
outros
tinham apreensão,
era
tanta emoção,
tinha
até doutor calado;
mas
parecia eterno,
diziam
que era um inferno
aquele
trecho enfrentado.
Raposas
a carcarás
chamaram
tanta atenção,
que
o grupo com emoção
só
falava sobre paz:
respirando
muito fundo,
pensaram
por um segundo:
-
outra dessas, nunca mais.
Tanto
que nem mais lembravam
o
dia anterior,
onde
no interior
tiveram
uma agenda brava,
Mas
isso é outra história
que
vai ficar na memória
de
viagem cheia de favas.
Por
aqui vou encerrar,
quero
que tenham gostado
do
que foi aqui narrado
e
tenho que homenagear;
senão,
não tinha histórias,
pois
aqui quem tem as glórias
é
raposa e carcará.
(2002)