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Aliás,
já começou,
E
agora vou lhe contar
Coisas
de admirar
Que
a gente comprovou:
Vou
mostrar o hospital
Que
humanizou geral
E
a situação mudou.
Bastou
ter um diretor
Interessado
em mudar,
Para
a coisa melhorar
E
realmente melhorou;
Um
melhor atendimento
Apareceu
de repente,
Com
ajuda do servidor.
E
quem ganhou foi o povo
Que
procura o hospital
Quando
sofre qualquer mal
Que
o posto diz - não resolvo;
Recebido
com atenção,
Todos
gostaram, então,
Daquele
estilo novo.
Logo
na recepção
É
notada a diferença,
Seja
qual for a doença
Merece
toda atenção;
Logo
a partir do porteiro,
Que
traz a maca, ligeiro,
E
atende ao cidadão.
Em
seguida ali tem gente
Para
saber o que é que tem,
E
com atenção também
Já
resolve de repente;
Toma
logo providência,
Com
toda eficiência
E
a pessoa vai em frente.
Não
perde tempo com nada,
O
que vale é atender;
Tratamento
pra valer,
Não
pode levar maçada;
Tem
que dar a solução,
Pra
nossa população
Não
ficar desamparada.
Parece
uma ficção
Aquele
belo hospital
Que
respeita o cidadão
E
trata bem do seu mal;
Desse
jeito, com certeza,
Essa
agradável surpresa
Vai
terminar no jornal.
O
pessoal tá falando
Na
tal de humanização
Que
usa até canção
E
o povo vai se curando;
É
uma grande lição
De
amor e emoção,
Que
o hospital ta dando.
Todos
ali tratam bem,
Do
Porteiro ao Diretor,
Maqueiro,
Carregador,
O
Enfermeiro também,
Médico
e Nutricionista,
Junto
ao Laboratorista,
Acabou-se
o desdém.
Tem
ainda a Secretária,
a
Assistente Social,
Psicólogo,
que legal,
uma
alegria diária,
pois
agora o hospital
é
um lugar fraternal,
com
toda indumentária.
Até
as cores mudaram,
Coloriram
corredores,
Eu
garanto aos senhores:
Meus
olhos não me enganaram;
Agora
até as crianças
Já
brincam e fazem danças,
Pois
novos ares chegaram.
Quando
menos se espera,
Aparecem
uns palhaços
Que
divertem um pedaço
Como
uma linda quimera;
Sorriem,
cantam e dançam,
Trazendo
a confiança,
Cada
um deles se esmera.
Os
médicos, atenciosos,
Eu
só digo porque vi,
Pois
meu nome eu ouvi,
Com
essas coisas não proso,
Até
pra mim ele olhou,
Tanta
coisa perguntou,
Eu
não sou dos mentirosos.
Chegando
ao laboratório,
Outra
surpresa se tem:
Tudo
ali é bom também,
Não
tem grande falatório;
Fizeram
os meus exames,
Sem
precisar de reclamos,
Ou
de algum adjutório.
Beleza,
como se diz,
Que
pude presenciar,
Eu
vi um coral cantar
E
fiquei muito feliz;
Era
de arrepiar,
Um
som tão lindo no ar,
Do
jeito que eu sempre quis.
É
um clima de alegria,
Por
onde a gente passa,
Não
se fala em desgraça,
Nem
de noite nem de dia;
Todos
têm o prazer
De
cumprir o seu dever,
É
algo que contagia.
Não
tem hora pra visita,
Visita
é toda hora;
Menino,
homem, senhora,
É
uma coisa bendita;
Os
doentes se animam,
E
os visitantes primam
Pela
ordem que se dita.
Ninguém
fica sem resposta,
Por
mais que vá perguntar;
Pode
até se admirar,
Pois
todo mundo ali gosta
De
ajudar quem necessita:
Que
atitude bonita,
Tenho
que aqui registrar.
Outra
observação
Que
fiz pelo corredor,
Funcionário
falador
Nunca
tem vez ali não;
Pois
do simples servidor
Ao
mais formado doutor,
Ética
é obrigação.
Cada
usuário doente,
Que
vai ali se tratar,
Só
tem mesmo a ganhar
Naquele
belo ambiente;
Todos
vão lhe informar
Sobre
o que vai se passar,
Do
comum ao diferente.
Se
vai p´ruma cirurgia,
Chega
com tranqüilidade,
Sabendo
toda a verdade,
E
isso já lhe alivia;
Por
isso o resultado
É
sempre comemorado
Com
bastante alegria.
Até
reza que precisa
O
doente tem direito;
E
sua crença do peito
É
sempre obedecida;
Também
se não quer rezar,
Pode
se tranqüilizar;
Ninguém
lhe dará batido.
Apesar
de tudo isso,
Existe
mal entendido
Ou
por algum sucedido
Alguém
falta ao compromisso;
Mas
nunca fica assim,
Pode
recorrer, enfim,
Ao
ouvidor de serviço.
E
lá na Ouvidoria
Registra
reclamação,
Sem
qualquer contemplação
Proteção
ou primazia;
E
chega com a certeza
De
que não será moleza,
Nem
enfrenta correria.
Sentimos
no ar justiça,
Que
vem de uma decisão
De
fazer uma união,
Que
só dá boa notícia;
Enxergar
esta bondade
Sem
fuxico ou falsidade,
Para
mim é uma emoção.
Para
entender melhor
O
que estava se passando,
Cheguei
logo perguntando,
Sem
piedade nem dó;
E
todos me respondiam,
Pois
todos ali sabiam
Como
numa boca só.
Era
a humanização
Que
havia ali chegado;
Todo
mundo está ligado
Numa
imensa união;
Que
vem dando resultado,
Num
tirinete danado
De
muita reunião.
A
partir dos diretores,
Houve
o envolvimento
Com
um claríssimo intento
De
acabar os favores;
Melhorar
a qualidade,
Modernizar
de verdade,
Apesar
de algumas dores.
Muitas
iniciativas
Foram
ali encontradas;
Outras
já foram criadas,
Coisa
significativa;
Que
mudou para melhor,
Motivou
numa voz só,
Tudo
de bom incentiva.
Há
uma expectativa
Nessa
humanização:
Sem
qualquer contemplação,
Uma
coisa muito viva;
Criar
uma nova cultura,
Que
garanta à criatura
O
bem prá que sobreviva.
Eu
soube lá na esquina,
Conversando
com alguém,
Que
outros hospitais também
A
quem o amor fascina,
Já
estão interessados
Em
ter hábitos mudados,
Igual
a este, menina.
Se
a gente for olhar
Cada
coisa que mudou,
As
consultas que marcou,
E
o que deixou de esperar,
Com
o novo atendimento,
E
as visitas de momento,
Dá
vontade de chorar.
Agora
tem até filme
Pra
ver na televisão;
Tem
a sinalização,
E
crachá no peito, firme,
Tem
até recreação,
E
gostosa refeição,
Tudo
para acudir-me.
Tem
muita informação,
E
tem muita gentileza,
Atenção,
uma beleza,
Tem
também compreensão;
E
os encaminhamentos:
Sigilo,
é outro tento,
Que
é humanização.
A
gente vê higiene,
Vê
também manutenção,
Uma
grande integração,
Não
é coisa que se encene;
São
uns atos de verdade,
Que
desprezam a maldade:
O
que vale é a sirene.
Faltava
falar no SUS,
Este
gigante sistema,
Um
verdadeiro emblema,
que
paga a quem faz jus;
Para
atender os doentes,
De
forma inteligente
Foi
uma idéia de luz.
Tudo
isso é de direito,
Mas
estava desprezado,
Não
era humanizado,
Nem
na maca nem no leito;
Vai
em frente, hospital,
Teu
futuro é colossal
Faz
o povo satisfeito.
FIM
(2002)
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