Dúvida é o quarto
mal
Que assola a nação
Deixando todos na mão
Já dá até no
jornal
Qual a nova má ação
Que o Lula, ex-peão
Fará antes do
Natal?
Aflição é o
quinto mal
E também não é
bonito
O Brasil está
aflito
Com a bagunça geral
Só falta agora o
governo
Criar uma lei a esmo
Acabando o Carnaval.
Mas além da aflição
Tem também muita
doença
Que o governo não
pensa
Em estender sua mão
Pois a verba da saúde
Querem mandar amiúde
Pra alimentar ilusão.
Sétimo mal, injustiça
É teste de paciência
Pois aumenta a violência
E não melhora a polícia
Virou um país sem
lei
Pois nem no tempo do
Rei
Havia tanta carniça.
O oitavo é a
saudade
Que o povo agora tem
De um sonho que retém
E não virou
realidade
Um operário no
poder
Precisava se conter
E não inflar a
vaidade.
Por nono vem a
maldade
Que fazem a cada
hora
O governo não
decola
No campo nem na
cidade
Só se botassem num
dique
Pra esquecer
Fernando Henrique
Com sua capacidade.
Décimo é a
crueldade
Que o governo do PT
Faz pra todo mundo
ver
Cerceando a
liberdade
A seus próprios
militantes
Que não esqueceram
o antes
Nossa solidariedade.
Número onze, a
tristeza
Que chegou
inesperada
Com o governo de
fachada
Fazendo do povo
presa
A nação tá
infeliz
Isso todo mundo diz
Cadê a nossa
beleza?
Número doze é o
descaso
Que têm com o
Brasil
E seu povo varonil
Para quem deram até
prazo
Mas aumenta o
desemprego
E ninguém mais tem
sossego
Isso não é por
acaso.
Número treze, a
fome,
Eu tenho que abordar
Ele não vai acabar,
Se acabar mudo meu
nome,
Pois é tudo enganação
Um embuste, uma
invenção,
Pois Lula é quem
mais come.
Treze males
atormentam
Treze males
desesperam
Treze males
violentos
Fazem da vida uma
guerra
Neste Brasil
altaneiro
Que tem quase um ano
inteiro
De um governo que
emperra.
(21.10.2003)