Poemas de CORDEL

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Poemas de Cordel de Walter Medeiros e outros cordelistas nordestinos

 

23. Versos do Governo Lula e seus 13 males  

Sebastião Firmino

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Treze males atormentam

Treze males desesperam

Treze males violentos

Fazem da vida uma guerra

Neste Brasil altaneiro

Que tem quase um ano inteiro

De um governo que emperra.

 

O primeiro grande mal

É deslavada mentira

Lançada com tanta ira

No governo federal

Prometendo fazer tudo

Tivesse ficado mudo

Era no caso ideal.

 

O segundo é a distância

Que o governo tá do povo

Pois o presidente novo

Parece que tem a ânsia

De retirar os direitos

Deixando insatisfeitos

Matando a esperança.

 

O terceiro é a falsidade

Com que aquele sorriso

Ganhou os votos precisos

Pra depois fazer ruindade

Aliado a A.C.M.

O que todo mundo teme

É o fim da caridade.

   

 

1. A mulher que dançava até com um doido batendo na lata

2. Versos sofridos para um açude triste 

3. A despedida de Teodorico, o filho mais velho de Zaqueu

4. O tremelique do cabra que buliu com uma moça

5. Rimas para palavras e palavrões  

6. Para os encantados de Hiroshima, pela paz  

7. A violência pegou Tadeu além da imaginação  

8. Pombal - O Marquês que mandava e desmandava

9. A peleja do Cordel da Feira com a Internet 

10. Embolada no mundo de Shakespeare

11. Pequeno folheto para o Sertão da minha infância

12. O Canto da Aurora através dos tempos dos deuses e dos homens 

13. Noite de raposas e manhã de carcarás 

14. A história do espelho que mostrava as pessoas nuas

15. Memórias de um recruta do II / 7º RO 105mm

16. Noite de raposas e manhã de carcarás 

17. O cordel do alcoólatra que decidiu se tratar

18. A história do Hospital que resolveu fazer Humanização

19. A surpresa da escada do amor

20. A luta do povo brasileiro pela Assembléia Constituinte

21. George W. Bush e a maior mentira da história

22. Rixa de Bush com Saddan pode levar à 3ª Guerra 

23. A impressionante história do Marquês de Clement, em Paris

24. Verso do Governo Lula e os seus treze males

Dúvida é o quarto mal

Que assola a nação

Deixando todos na mão

Já dá até no jornal

Qual a nova má ação

Que o Lula, ex-peão

Fará antes do Natal?

 

Aflição é o quinto mal

E também não é bonito

O Brasil está aflito

Com a bagunça geral

Só falta agora o governo

Criar uma lei a esmo

Acabando o Carnaval.

 

Mas além da aflição

Tem também muita doença

Que o governo não pensa

Em estender sua mão

Pois a verba da saúde

Querem mandar amiúde

Pra alimentar ilusão.

 

Sétimo mal, injustiça

É teste de paciência

Pois aumenta a violência

E não melhora a polícia

Virou um país sem lei

Pois nem no tempo do Rei

Havia tanta carniça.

 

O oitavo é a saudade

Que o povo agora tem

De um sonho que retém

E não virou realidade

Um operário no poder

Precisava se conter

E não inflar a vaidade.

 

Por nono vem a maldade

Que fazem a cada hora

O governo não decola

No campo nem na cidade

Só se botassem num dique

Pra esquecer Fernando Henrique

Com sua capacidade.

 

Décimo é a crueldade

Que o governo do PT

Faz pra todo mundo ver

Cerceando a liberdade

A seus próprios militantes

Que não esqueceram o antes

Nossa solidariedade.

 

Número onze, a tristeza

Que chegou inesperada

Com o governo de fachada

Fazendo do povo presa

A nação tá infeliz

Isso todo mundo diz

Cadê a nossa beleza?

 

Número doze é o descaso

Que têm com o Brasil

E seu povo varonil

Para quem deram até prazo

Mas aumenta o desemprego

E ninguém mais tem sossego

Isso não é por acaso.

 

Número treze, a fome,

Eu tenho que abordar

Ele não vai acabar,

Se acabar mudo meu nome,

Pois é tudo enganação

Um embuste, uma invenção,

Pois Lula é quem mais come.

 

Treze males atormentam

Treze males desesperam

Treze males violentos

Fazem da vida uma guerra

Neste Brasil altaneiro

Que tem quase um ano inteiro

De um governo que emperra.

   

(21.10.2003)

 

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