A
coisa era mais braba
Pois
com tal descaramento
O
Cássio, que home nojento,
Passou
o lenço na barba
Pois
o mouro de Veneza
Como
Otelo era chamado
Findou
sendo corneado
Em
sua vida burguesa
Ele
era um mouro nobre
Que
a República servia
Trabalhava
noite e dia
Em
meio a ferro e cobre
Ao
seu redor, senador,
Fidalgo
e o alferes
Tinha
o bobo e as mulheres
Nem
amante ali faltou
Marinheiro,
oficiais,
Gentis
homens, mensageiros,
Arautos
e violeiros,
Quase
ele não tinha paz
Mas
não foi só sobre Otelo
Que
o Sheakspeare escreveu
Ele
também discorreu
Sobre
floresta e castelo
Ele
era persuasivo
Em
tudo que escrevia
Mesmo
sendo fantasia
Era
tudo muito vivo
Teve
a Lady Macbeth
Que
em sua persuasão
Convenceu
o seu barão
A
esquecer qualquer fé
Mandou
que matasse o rei
Parecia
até seu dono
Pois
ela queria o trono
Mesmo
por cima da lei.
Era
muito egoísmo,
Invejas
e ambições,
Dores,
ciúmes, paixões,
Tinha
até muito cinismo
Teve
o Próspero, coitado!
Que
numa estranha aliança
Buscou
a sua vingança
Em
espíritos aliado.
A
maldade se reveza
Nas
horas e nos minutos
Pois
Cassius convenceu Brutus
A
matar o Júlio César
E
o rei da Dinamarca
Em
fantasma transformado
Convenceu
seu filho amado
Hamlet
a lhe vingar.
E
Romeu e Julieta
Que
coisa triste e brutal
Era
um feliz casal
Montéquio
e Capuleto
Pois
tanto eles se amaram
Mesmo
contra os seus pais
Odientos
e brutais
Que
enfim se suicidaram.
Ainda
nessa viagem
Encontramos
a megera
Que
nunca se desespera
Mas
que levou desvantagem
O
Petrúquio quem domou
A
Catarina arredia
Dócil
feito uma cotia
Submissa
ela ficou
Aquele
autor memorável
Mostrou
a fraqueza humana
De
forma muito bacana
Por
isto é recomendável
Falou
de força, fraqueza,
Também
de felicidade,
Gozo,
angústia, vaidade,
Era
tudo uma beleza
Sheakspeare
era fantástico
Dizem
muitos entendidos
Em
seus romances sabidos
Era
leve e era drástico
Escrevendo
tudo à mão
Era
um autor medonho
Basta
ler sobre o sonho
De
uma noite de verão
Ali
foi muito completo
Para
Hermínia e Lisandro
Que
de um elfo foi ganhando
Aquele
seu novo afeto
Inefável,
uma beleza
Que
só pode emocionar
Quando
ler e apreciar
O
mercador de veneza
É
uma tragicomédia
Onde
Pórcia e Bassânio
Tiveram
idéia de crânio
Shilock
abala a platéia
Agora
vou acabar
Pois
senão acaba a graça
Vão
ler o texto da farsa
Que
eu quero agora lanchar
Por
isso aqui me despeço
Vou
saindo de fininho
Mas
tudo eu fiz com carinho
Neste
montinho de verso.