A
bomba de Hiroshima
Num
raio de onze mil metros
Matou
mulheres e fetos
Idoso
e jovem menina
Derrubou
todos os tetos
E
animais e insetos
Pelas
ruas e esquinas.
Mas
pra ter a dimensão
Do
que o povo passou
Quando
a bomba chegou
Jogada
pelo avião
Basta
dizer que passou
De
seis mil graus o fervor
Do
imenso caldeirão.
Quando
o calor atingia
Qualquer
coisa ou pessoa
Pode
crer que não é loa
Nem
conversa de vigia,
Como
um raio que voa
No
respingo da garoa
Tudo
no lugar sumia.
Não
tinha contemplação
A
bomba que arrasava
Tudo
por onde passava
Pior
que um furacão
Quando
a bomba tocava
A
coisa se tansformava
Pela
desintegração.
É
muito triste saber
Que
antes de atacar
Daria
pra evitar
O
que ia acontecer
Nada
ia ameaçar
A
guerra ia terminar
O
agressor ia vencer.
Mais
triste é ver agora
Que
ao falar daquele caso
Que
não se deu por acaso
Eles
marcaram a hora
Pois
com todo aquele arraso
Que
destruiu até vaso
Tem
gente que não deplora
O
povo americano,
Que
sofreu com o terror
Ainda
não se conformou
Com
o ataque insano
Que
Nova Iorque abalou
E
tanta gente matou
A
maioria paisano.
Mas
a bomba de Hiroshima
Arrasou
dez vezes mais
Levou
os filhos dos pais
Mulher,
idoso, menina,
Agora
pelos jornais
Dizem
que não foi demais
Aquela
carnificina
É
mesmo de lamentar
Que
o povo americano
Tenha
espírito tirano
E
uma ânsia de matar
Pois
ainda apóia o plano
No
sexagésimo ano
Só
falta querer louvar.
Durante
anos seguidos
Uma
certa simpatia
Pelo
americano havia
Pois
eles tinham vencido
O
mundo da tirania
Que
nos ameaçaria
Caso
não fosse contido.
Mas
depois o mundo viu
Que
o império americano
Era
um poço de engano
Que
muita terra invadiu.
E
vive a cada ano
Seguindo
de plano em plano
O
domínio com ardil.
Desde
o Vietnã
E
outras guerras criadas
Deixam
nações arrasadas
Como
uma coisa vã
Cidades
bombardeadas
Pessoas
assassinadas
Desfazendo
cada clã.
Veja
o Afeganistão,
Que
destruíram completo
Não
escapou nenhum teto
Mulçumano
ou cristão
Comportamento
incorreto
Isso
eles fazem direto
É
simplesmente agressão.
Bin Laden queria achar
Nas
montanhas do país
Isso
é o que Bush diz
Para
se justificar
Fica
um povo infeliz
Sofrido
e nada diz
Para
não se complicar.
No
Iraque foi pior,
Armaram
Saddan Hussein,
Diziam
que era do bem
Mas
depois deixaram só.
Pois
quando não mais convém
Não
respeitam mais ninguém
Querem
transformar em pó.
Inventaram
uma mentira
Para
fazer nova guerra
Até
na sagrada terra
O
povo de Bush atira
Não
se sabe quando encerra
E
muita gente se ferra
Porque
em tudo ele mira.
Sessenta
anos passados
Naquela
terra nipônica
Onde
uma bomba atômica
Deixou
tudo esfacelado
Foi
a mais triste dinâmica
De
uma guerra histriônica
Que
já se viu relatado.
É
preciso enfrentar
Este
poderio malvado
Que
não escolhe o lado
Mais
justo para lutar
Pois
o povo ameaçado
Reage
e mata soldado
Querendo
se libertar.
Cada
um de Hiroshima
Que
com a bomba tombou
Eu
acho que se encantou
Como
numa pantomima
Mas
aquilo que passou
O
mundo todo mudou
De
maneira cerebrina.
Hiroshima
nunca mais
Vietnã
também não
Nem
o Afeganistão
Vamos
ver o que se faz
Precisamos
de ação
Para
buscarmos então
Um
novo mundo de paz.