Alguém
marcou a dieta
Para
deixar de engordar
Mas
foi mesmo se esbaldar
Comer
é que foi a meta
Pança
cheia lá e cá
Agora
quer renovar
Promessa
tão indiscreta.
O
outro quis caminhar
E
disso eu não duvido
Mas
ficou tão envolvido
Que
não conseguiu andar
Passou
o ano esquecido
Do
que tinha prometido
E
agora quer melhorar.
Teve
até quem prometesse
Evitar
briga em família
Mas
se fizesse planilha
Talvez
se arrependesse
Pois
até por uma ervilha
Que
não vale uma novilha
Brigou
mesmo um dia desse.
Quem
prometeu ir à missa
E
não conseguiu cumprir
Está
de novo a sentir
Que
não pode ser noviça
Não
dá mesmo pra seguir
O
que tentou para si
Pois
teve muita preguiça.
A
visita aos amigos
Foi
outra grande promessa
Que
nunca mereceu pressa
Imagine
os abrigos
Sempre
se desinteressa
E
fica triste à beça
Não
ajuda nem mendigo.
E
os estudos, então,
Seria
bom nem falar
Mas
temos que encarar
Pois
não é bicho papão
Agora
para mudar
Tem
mesmo que renovar
A
promessa no ano bom.
Quem
não consegue ficar
Com
as coisas arrumadas
Enfrenta
uma parada
Mas
tem de continuar
Termina
o ano e nada
Parece
uma piada
Que
se evita contar.
Políticos
nem se fala
Tem
muitos sem concorrência
De
mentira e incompetência
Corrução,
muito canalha,
Acenam
para a decência
Mas
não têm consciência
E
a robalheira se espalha.
Mas
como eu tenho fé
Continuo
esperando
Ano
novo tá chegando
Você
sabe como é
Todo
mundo renovando
Os
votos, Deus sabe quando
Irão
deixar de Migué.
Parece
que esse momento
Traz
algo misterioso
Quem
é ruim fica bondoso
Sem
precisar de argumento;
Até
mesmo o mau esposo
Deixa
tudo curioso
Mudando
tal qual o vento.
É
algo contagiante
Para
propagar o bem
Pois
não escapa ninguém
Melhora
até meliante
Quem
segura até vintém
Entra
na lista também
Pois
se torna bom pagante.
Até
mesmo as criancinhas
Embarcam
nessa parada
Prometem
não fazer nada
Que
aborreça a mãezinha
Depois
da data passada
Volta
a dar botinada
Até
dentro da igrejinha.
Também
pelos hospitais
As
mudanças aparecem
Pois
os doentes merecem
Atenção
e tudo mais
Depois
alguns se esquecem
As
atitudes fenecem
Parecem
todos iguais.
No
abrigo dos velhinhos,
Se
chega até rapaz
Mostrando
que é capaz
De
um gesto de carinho
Dá
uma ajuda fugaz
E
não aprece mais
Pelo
ano inteirinho.
Por
isso estou refletindo
Sobre
tal situação
É
de cortar coração
Ver
tanta gente mentindo
Mas
vale toda emoção
Só
precisa de uma mão
Prá
continuar servindo.
E
de tanto prometer
Não
deixo de registrar
Quem
quer parar de fumar
Ou
quer parar de beber
Pois
é só se apresentar
Em
um grupo de A.A.
Ou
conseguir se conter.
Enfim
quero apelar
Para
que cada promessa
Seja
verdadeira peça
Prá
verdade exercitar;
Que
a tudo a gente meça
Vendo
o que interessa
Que
é o bem se plantar.
Que
no novo ano novo
Só
se fale a verdade
Com
justiça e caridade
Todo
bem eu sempre louvo;
Cheio
de dignidade
Que
se plante a bondade
Para
ajudar nosso povo.
Que
a gente fique em paz
Sem
fuxico e falatório
Não
vá a nenhum velório
E
que ninguém morra mais;
Tenha
sempre adjutório
Valha-me
Santo Ligório
Pois
eu não peço demais.
Nada
é fácil nessa vida
Mas
vamos perseverar
Pois
desejo conquistar
A
confiança perdida
Prá
esse mundo mudar
E
o ser humano encontrar
Felicidade
na lida.
Falei
demais, alguém diz,
Agora
vou encerrar
Mas
antes vou desejar
Algo
que eu sempre quis;
Quando
o dia raiar
Cada
um vai encontrar
Um
Ano Novo feliz.