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O
fato da diversidade cultural na área do Nordeste
permanece vivo em toda história do Brasil, desde a
chegada de Cabral – quando entrou em processo de evolução
com profundas marcas para toda a coletividade.
No
plano da cultura - isto constitui uma involução ou
retrocesso de efeitos por demais sintomáticos e graves
para toda a população, pois o fato em si revela que o
país não tem feito as necessárias mudanças no
comportamento dos seus variados setores.
Os
valores criados pelos povos indígenas para o sistema da
brasilidade foram esquecidos e abandonados,
sistematicamente, no decorrer de quatro séculos, sem
que houvesse os motivos racionais para tanto, mas o propósito
dos colonizadores no sentido de que a influência decisória
dos primitivos, também fosse exterminada.
Os
europeus, mais especificamente os portugueses,
franceses, holandeses, alemães e ingleses, além dos
judeus marcaram as decisões para que os nativos
perdessem o seu espaço na formação brasileira, a
partir do século 15 até início do 19, quando tiveram
começo e fim as notícias de perseguição e morte dos
índios.
O
maior exemplo dessa escalada da extinção étnica –
foi localizado na serra Copaoba, atual Serra da Raiz, na
Paraíba, onde na véspera do natal de 1587, o Ouvidor
Geral do Brasil, sediado em Pernambuco, Martim Leitão
fez o genocídio de aproximadamente 20 mil índios.
Em
seguida – 1597-98, o Rio Grande – Natal de hoje, foi
palco da extinção de mais cerca de 2 mil nativos,
quando Mascarenhas Homem e Feliciano Coelho, capitães-mores
de Pernambuco e Paraíba, vieram em nome do reinado
português, expulsar os
franceses e fazer as bases da fortaleza.
Outra
prova maior das diversidades estabelecidas pelos
colonizadores europeus, ocorreu em 1530, quando o senhor
de engenho Diogo Dias, estabelecido em Itamaracá,
conquistou a jovem Iniguaçu, filha de um cacique da
Copaoba, para viver em sua companhia, contrariando a
vontade de seu pai e familiares.
Daí
surgiu mais um grande conflito: índios guerreiros de
Copaoba foram aquele engenho fazer o resgate de Iniguaçu,
mas esta preferiu continuar ao lado de Diogo Dias, mesmo
contrariando a vontade de sua tribo.
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E, agora qual a solução do problema?
O
engenho foi incendiado, transformado em cinzas, enquanto
Iniguaçu perdeu a vida sob a violência dos
semelhantes, conforme os hábitos indígenas.
Isto
e mais alguma coisa, ou seja, inúmeros fatos históricos
confirmam a indicação de que a diversidade cultural no
Brasil teve suas bases no Nordeste, onde foi plantada
com sementes de grande resistência e criou raízes
profundas que continuam crescendo no interior do solo e
da sociedade.
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