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Na madrugada do 1º de maio tivemos, certamente, o maior
sonho da vida, mesmo considerando a existência cheia de
angústia, sofrimento, decepções e fracassos que
acontecem no decorrer do tempo, sem haver um fio de luz
para iluminar esse caminho escuro.1
Isto é uma verdade, sem fantasias, apesar de ser apenas
um sonho que constitui a força, alimento e revigoramento
para continuarmos no mundo das utopias, sem podermos
acreditar muito no que pensamos, falamos e fazemos.
- Vamos, diretamente ao caso: que sonho foi esse?
Parece que não tem muita importância, mas, sem dúvida,
poderia ser a resposta
para uma indagação centenária do Brasil em que vivemos,
assim como de outros semelhantes, regiões e continentes
da terra ocupada pelos seres naturais.
No dia do trabalho - 2007 – acordamos às 3 horas da
manhã, após sonharmos que o presidente Lula estava
disposto em fazer com que 40 milhões de brasileiros
tenham os meios para sair da miséria em que vivem:
doença, desemprego, fome, ignorância e abandono.
- Ora, mas que bobagem, como fazer isso?
Sim, esta pergunta ficou na cabeça, durante todo aquele
dia, sem resposta imediata, pois era difícil encontrar
na teoria, o meio para sair do absurdo, segundo o qual –
41 por cento da população brasileira tem a renda de
apenas, l dólar ou 2,30 Reais por dia.
Tempo dos Mitos
No meio deste cenário predomina o caos social em que
vivemos e poderia ser considerado, também, como um dos
fatores de nossa diversidade cultural na forma da
contradição sócio-econômica constituída de 59 por cento
da população que dispõe dos recursos para a
sobrevivência.
Além disso, apresenta-se, no mesmo plano, o fator da
alienação3
arraigado
desde a formação da sociedade brasileira, sob o domínio
do feudalismo europeu que veio para ficar em nossa
estrutura, sem abrir mão dos seus interesses
particulares, tampouco da sua condição burguesa.
No processo histórico e político dos 500 anos de nossa
história, a solidariedade continua sendo – um mito4
reforçado pela democracia constituída, segundo a vontade
do elitismo de quem teve oportunidade para elaborar ou
entrar no esquema do poder – usando e abusando dos
direitos coletivos.
Esta realidade permanente vem sendo predominante com
alguns sinais de sua extinção, os quais são de curta
duração, como não poderia deixar de ser, em decorrência
dos hábitos e costumes do autoritarismo5 manifestado,
até mesmo, pelos intelectuais formados pela escola que
não se desenvolve, nem abre suas portas e janelas para
receber os ventos da sabedoria.
A comprovação deste juízo reside, concretamente nas
áreas urbana e rural, onde estão as favelas, periferias
das cidades velhas e novas, nos sítios, fazendas
improdutivos, nas granjas, assentamentos da reforma
agrária com os Sem Terra e outros setores deslocados.
- Quem sabe e desconhece esta situação?
Todo mundo sabe do que acontece, na “palma da mão”,
mas, prefere desconhecer esta realidade6 do “país do
futuro”, em nome do comodismo, da insegurança e do
descaso que se ampliam no tempo e espaço ocupados pelos
homens e mulheres que baixam a cabeça diante dos fatos.
Mortos ou Vivos
Na trilha da história ainda se projeta a imagem dos
indígenas massacrados e extintos, literalmente7 do Rio
Grande do Norte, com escala parcial nos demais Estados
do Nordeste, em conseqüência das lutas de resistência
aos dominadores.
A morte e o ostracismo – foi o que sobrou para os
índios Janduí, Paraupaba, Canindé e Pedro Poti que
tiveram a coragem de resistir ao domínio português do
litoral ao sertão no período colonial, sob os governos
de Lisboa e Madri, ambos em busca de terras, ouro, prata
e especiarias.
Os negros africanos, sob a liderança de Zumbi, também
deixaram suas marcas de sangue, dor e morte8 no regime
feudal do norte e sul do Brasil, com efeitos de pouca
relevância política para a formação da sociedade atual
de curta memória.
Nos anos dos governos militares, iniciados em 1964, os
militantes políticos de vanguarda9 – foram massacrados,
assassinados e desaparecidos, sem direito à defesa, pelo
simples fato de não aceitar as normas do regime de então
que si dizia democrático, sem respeitar a liberdade de
pensar e agir.
Assim, foi e continua sendo, atualmente, com os
nativos e seus descendentes, sobretudo nas zonas rurais
ocupadas pelos grandes proprietários apoiados pelos seus
correligionários políticos, inclusive a maioria dos que
têm assentos representativos10 em Brasília.
- Esta conversa, não tem mais sentido!
Nas diversas batalhas das forças regulares com os
seguidores de Antonio Conselheiro – foram mortos
milhares deles, homens e mulheres, seguidos de outros
que saíram fugidos das suas moradias, em busca de
lugares que estivessem em paz, sem perseguições, no
interior das matas.
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Como não, se há menos de 200 anos atrás, houve a morte
de Antonio Conselheiro, depois dele haver reunido mais
de 20 mil retirantes11 das secas do Nordeste, sem o
consentimento do governo republicano de então. |
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Faz menos de 20 anos que tivemos, por motivos
políticos, a morte e desaparecimento de adultos e jovens
– mulheres e homens que sonhavam alcançar a liberdade,
justiça e dignidade para toda a coletividade brasileira,
especialmente os sem condições de sobrevivência –
aqueles 40 milhões de pessoas.
Se olharmos para o exterior – alcançamos ainda, as
revoltas de maio12 em Paris, feitas pelos estudantes e
trabalhadores em 1968, com aproximadamente 40 anos, sem
efeito constante, nos dias atuais, apesar de, no íntimo
do silêncio, ser motivo gerador do inconformismo, para
quem não perdeu o elo com a evolução.
Portanto, aqui nasce uma interrogação infinita: o que
estamos fazendo com os exemplos deixados pelos nossos
mortos, para que no futuro tenhamos os meios
indispensáveis à vida com união e solidariedade?
No dia em que fizermos a comunicação13 dos vivos com os
mortos, através da imaginação, idéias, pensamentos,
sentimentos e ações – aí sim, todos os problemas serão
resolvidos pelos nossos governados e governantes, na
linha do tempo em três dimensões.
Saída do Caos
Na longa caminhada de cinco séculos já sabemos O que
Fazer, depois dos trancos e barrancos, segundo a nossa
experiência, capacidade e disposição, com o fim de
atender às necessidades básicas e fundamentais de quem
não teve como sair da miséria.
Antes de qualquer indicativo – vemos o plano da vida
animal e vegetal, em que dois seres unidos fazem a sua
reprodução, desde a micro-partícula material para gerar
o terceiro ser vivo.
Se não houver essa integração, o caos ou o nada
ocupará o vazio do planeta que, por sua vez,
naturalmente entrará nas vias da transformação, em busca
do ser, da existência e dos seus objetivos infinitos
situados além da concepção humana.
- A falação entrou num segundo estágio!
Parece que isto é verdade, mas, no fundo reanima o
sonho da solidariedade que poderia ocorrer – se houvesse
conhecimento e boa vontade para mergulhar nas profundas
águas do oceano em que estão os marginalizados.
- Mas, então, como chegar ao fundo da questão?
O cooperativismo constituído e organizado por um grupo
de trabalhadores desempregado14, numa pequena cidade da
Inglaterra – tornou-se um sistema social e econômico,
apolítico que conquistou mais de 100 países, para
solução dos problemas humanos.
São inúmeros os associados de cooperativas que têm
encontrado as respostas ou soluções para as suas
dificuldades, sem a dependência de esmolas ou favores
humilhantes que menosprezam a dignidade dos humildes,
pobres e simples da sociedade.
Uma pequena prova desta situação, consiste numa família
de retirantes, saída de Pendências-RN, em 1942 para
Natal, formada de 12 pessoas – conseguiu, nos anos de
1950 fazer uma casa no Alecrim, com o empréstimo de uma
cooperativa.
Os casos semelhantes poderiam ocupar grande espaço dos
arquivos e, ao mesmo tempo ser conhecido por toda a
coletividade, como uma das partes mais honrosas da sua
atropelada história de lutas com fracassos e vitórias.
Até mesmo nos países ricos da Europa, as cooperativas
conseguem sob forte resistência, ocupar o seu lugar de
atuação em favor das classes menos favorecidas, mediante
a vontade, decisão e participação15 dos seus sócios,
usando os recursos próprios destes, que somados e
divididos, beneficiam também cada indivíduo.
Hoje em dia, o apoio e reforço em favor do sistema
cooperativo, vêm sendo adotados pela OIT16 – Organização
Internacional do Trabalho, assim como por todos os
sindicatos e federações dos trabalhadores, para que as
cooperativas tenham mais avanço em todos os quadrantes
do mundo.
Além disso, haveria o ato solidário do corpo maior do
cooperativismo: ACI – Aliança Cooperativa
Internacional,17 sediada na Bélgica, fundada em 1825,
constituída, atualmente, de 220 organizações
estabelecidas em 84 paises com 800 milhões de
associados.
- Fazer cooperativismo ou jogar pedra na lua?
Quem conhece o sistema cooperativista – confia nos seus
resultados sócio-econômicos e políticos, levando em
conta mais os frutos produzidos por ele, na vida dos
sócios das cooperativas ou a solução de problemas das
famílias atingidas pelas grandes dificuldades, não
somente quanto aos meios de sobrevivência, assim como
nas áreas da saúde, educação, trabalho, produção, além
de outras.
- E os fatos de corrupção, desvios, prepotência, uso
indevido das cooperativas, tão comuns e praticados por
dirigentes, associados, como ficam?
O desemprego existente no país assume proporções de
gravidades – em escala bastante superior aos erros e
defeitos do cooperativismo, sendo que esses dois fatores
são a conseqüência, em última análise, das condições
culturais estabelecidas no Brasil, desde o dia em que
Cabral desviou-se do caminho das Índias para
descobrir-?, isto é, ocupar o litoral brasileiro.
Portanto, o certo é que os fatos mencionados explicam,
mas não justificam os impasses degradantes, não apenas
do sistema cooperativo, como das demais instituições,
inclusive de grupos e famílias, além de pessoas físicas
que perderam o bom-senso, ética e moral ao lidar com os
bens de outros.
Teoria sem Fato
Desde o início do seu governo, o presidente Luis Inácio
da Silva - Lula vem manifestando a simpatia e seu
interesse pelo cooperativismo, motivo pelo qual, os
dirigentes do sistema mantêm a expectativa de apoio,
atenção e incentivos às organizações desse setor.
Nos congressos anuais das cooperativas no Rio Grande do
Norte, por exemplo, este assunto vem sendo tratado com
expectativa pelos dirigentes, adiantando, publicamente
que o presidente da República pretende criar os meios
para o fortalecimento dessa atividade.
Nas suas afirmações congressuais, o Eng. Roberto
Coelho, presidente da OCERN – Organização das
Cooperativas no RN, sempre aproveita a oportunidade para
reafirmar a sua confiança no governo atual, desde o
período do primeiro mandato.
Para que a teoria seja o fato real – seria
indispensável uma definição da Presidência da República:
criar e aplicar, através do sistema cooperativista
brasileiro, os instrumentos capazes de atender ao
universo dos desempregados.
Nas dezessete palavras expressas acima – reside o
clímax do sonho ou da imaginação em que fomos ouvidos
pelo presidente Lula, num determinado momento e lugar,
sem haver dele, qualquer resposta contrária, mas, o
silêncio de atenção e receptividade.
- Como e quando elaborar e aplicar esse plano?
O governo Federal poderia consultar todas as
cooperativas do país, quanto ao que fazer, através do
sistema, visando acabar com o desemprego no país,
segundo o que já foi realizado em numerosos países,
visando à solução dos impasses sócio-econômicos, de
maneira livre e independente.
A consulta seria realizada às instituições
representativas do cooperativismo brasileiro – partindo,
indispensavelmente, das federações e suas filiadas,
assim como da confederação – OCB, além das organizações
latino-americanas e internacionais.
Os sindicatos nos vários níveis, também poderiam ser
consultados e convocados para todo o trabalho, desde o
início, não apenas como fonte de pesquisa, mas, em
seminários a ser realizados com eles e as cooperativas,
de acordo com o que tem sido feito em outras nações e
continentes.
Com esse procedimento, o Presidente Lula daria o seu
recado, de modo objetivo, direto e coerente aos
princípios de sua origem – para reafirmar-se no presente
e futuro, sob a linha da história e política, em
contraposição ao que tem sido manifestado por... outros.
Guerras Civis
Entre os séculos 6 e 7, no leste do Peru, o povo
Moche19 foi extinto, pela falta de união, solidariedade
e organização causadas pelas secas, enchentes e
temporais ocorridas naquela área dos Andes, segundo a
pesquisa arqueológica de 1990.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão, depois de
longos estudos acerca deste assunto, efetuados em
equipe, com modernos aparelhos da tecnologia atual,
entre os quais as sondas de extração das diversas
camadas de gelo retiradas do sub-solo, naquele
território.
- Eis a fantasia sem fundamentos!
Sim, talvez seja, porém, tudo é possível na terra e no
céu – para a humanidade e a natureza constituída de
mistérios que desafiam a sabedoria humana em cada passo
de sua passagem pelo universo.
No estágio em que vivemos – parece haver
impossibilidade para a compreensão do final mochiano
pelas guerras internas de 30 anos consecutivos, depois
das secas e enchentes que fizeram com que, essa mesma
população indígena – reconstruísse ou recuperasse20 os
seus meios de produção e sobrevivência.
Os especialistas em Arqueologia responsáveis por essa
conclusão – asseguram que os fatores climáticos – jamais
provocariam a extinção dos Moche, sem os conflitos
sangrentos ocorridos no meio daquela sociedade que
nasceu e morreu na autodestruição.
Nos períodos de grandes colheitas, os Moche construíram
suas grandes cidades, vilas e povoados, com bom gosto e
requinte de sua cultura, nas terras andinas, onde,
também, nos anos de grandes secas – fizeram o
aproveitamento das águas armazenadas, pelos canais de
até 150km., abertos em território queimado pelo sol.
Na superfície do solo, os Moche passaram mais de seis
séculos acreditando que as longas estiagens poderiam ser
resolvidas com o sangue21 dos seus heróis, derramado
sobre a terra em que as sementes plantadas – dariam os
frutos para alimentação humana e animal.
O primitivismo cultural dos Moche peruanos no aspecto
climático esclarece, sem dúvidas, que tanto a seca,
quanto à água – não decidem os meios para a
sobrevivência humana, a exemplo do que, infelizmente,
verifica-se nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Se os mochianos não tivessem perdido a cabeça –
equilíbrio cultural diante das intempéries climáticas,
certamente teriam saído dos efeitos delas, ou seja, o
controle sistemático da natureza poderia ter sido
adequado à produção de alimentos que evitaria a fome e
miséria – guerras civis.
Os egípcios de antes e depois de Cristo, tiveram as
suas difíceis experiências22 climáticas diante das
guerras, êxodos, secas, chuvas, pestes e doenças, além
dos governos faraônicos da incompetência e exploração
social que fizeram a longa estrada da miséria.
Em condições proporcionais, mais ou menos semelhantes
– estão o Nordeste e Norte23 do Brasil, com secas e
chuvas, 40 milhões de pessoas sem os meios de
sobrevivência, solidariedade, união e cooperação para o
trabalho produtivo e organizado.
Se o governo e a sociedade brasileiros não tiverem a
política especifica para atender as populações
abandonadas pelos caminhos da cultura cooperativa, então
as crises da nacionalidade24 poderão adquirir o crime e
castigo inesperados dos Moche e outros povos.
O futuro dirá sua verdade sobre essa mentira atual, a
exemplo do que fez com o passado na perspectiva dos
séculos.
Notas:
At.: N-A = Nota do Autor.
01-
O caminho escuro pode ser igual à situação atual
do país – falta de meios para que grande parte do
cidadão brasileiro
02-
encontre as oportunidades para viver com justiça
e paz, sem temer o seu futuro. N-A.
03-
O cooperativismo nasceu em Rochdale, Inglaterra –
com 28 tecelões desempregados, sofrendo as conseqüências
de guerras na Europa, mediante a fundação de uma
cooperativa de consumo em 1844, a qual serve de modelo
para as demais, no mundo inteiro, ainda hoje, depois de
163 anos da iniciativa pioneira.Ver Pinho, Diva
Benevides – 1967, pp. 28,29.
04-
Alienação aqui – tem o sentido da falta de
interesse sobre o conhecimento e participação no
cooperativismo, como resultado da situação criada pela
educação burguesa, competição e complexo de
superioridade entre as pessoas. N-A.
05-
O mito da solidariedade nos quinhentos anos de
Brasil constitui o principal fator para a miséria de
grande parte da sua população, sem haver a decisão
governamental para corrigir este problema. N-A.
06-
Autoritarismo também pode ser a forma de fazer
com que as questões sejam resolvidas, segundo a vontade
de grupos interessados nas melhorias de seus negócios,
sem levar em conta a coletividade. N-A.
07-
O país do futuro ou a esperança brasileira não se
combina com a realidade da miséria em que vivemos: fome,
doença, desemprego, ignorância e outros bichos
seculares. N-A.
08-
A extinção dos indígenas foi realizada a partir
do Nordeste, mais precisamente do Rio Grande do Norte,
durante quase três séculos – 1597-1825, de forma
sanguinária adotada pelos colonizadores. Lira, A.
Tavares de – 1982.
09-
Depois dos 165 anos da escravidão negra no
Brasil, Zumbi foi perseguido e morto pelos Bandeirantes
paulistas, sob o comando de André Furtado de Mendonça,
das tropas do coronel Domingos Jorge Velho cumprindo as
ordens do reino. Chevrand, César – 2007. In
www.odia.com.br.
10-
Os governos militares – 1964-1985 mantiveram o
regime de exceção dizendo-se democráticos, sem respeitar
a liberdade brasileira, tampouco o direito de ir-e-vir
do cidadão, fazendo ainda, perseguições e mortes das
lideranças políticas de vanguarda. In Brasil: Nunca
Mais, organização Cardeal Arns, 1985.
11-
Os fatos apurados pelas CPIs-2006, do Congresso
Nacional revelam a situação de descrédito ou falta de
confiança na maioria dos representantes políticos
brasileiros, situação esta que vem tendo prosseguimento
este ano – 2007, segundo as investigações da PF –
Polícia Federal, nos jornais, Tv, rádio e Internet..
12-
Aos 67 anos de idade, o beato ou missionário
Antonio Conselheiro foi morto em Canudos-BA, a 22 de
setembro de 1897, depois de haver reunido naquele
município, mais de vinte mil sertanejos – retirantes das
secas, famintos, desempregados – homens e mulheres, dos
quais foram mortos em guerra feita pelas tropas oficiais
– quase todos.
13-
Foi a partir da revolta dos estudantes e
trabalhadores, em Paris, naquela data, que os demais
paises seguiram aquela experiência, visando acima de
tudo, às transformações políticas e culturais no mundo
inteiro, as quais continuam sendo reivindicadas.
14-
A comunicação dos vivos com os mortos é possível
e vem sendo feita, através da leitura em história,
trabalhos de pesquisa, discussão e análise dos fatos –
para que assim possamos ter a visão do mundo no sentido
tridimensional do tempo.
15-
O cooperativismo continua firme e forte no mundo,
apesar de alguns fracassos localizados, principalmente
no meio capitalista, enquanto nos paises com tendências
socialistas, os resultados são bastante expressivos:
França, Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica e outros,
inclusive da América do Sul.
16-
Idem, idem – 14.
17-
ACI – tem sua representação no Brasil pela OCB –
Organização das Cooperativas Brasileiras. Menezes,
Antônio – 2005.
18-
OIT- Organização Internacional do Trabalho
filiada da ONU, atua no setor trabalhista,
preferencialmente nos sindicatos, cooperativas e
associações, sem distinção, visando melhorar as
condições para essas atividades em todos paises a ela
filiados.
19-
O povo Moche, do Peru – passou por diversas secas
e enchentes até os anos de treze séculos passados,
quando foi extinto, deixando algumas centenas de
sucessores, depois de fazer o canibalismo com motivos
religiosos, dos seus dirigentes com os guerreiros.
Documentário – History Channel, maio-2007.
20-
Idem, idem – Nota 17.
21-
Apesar das calamidades naturais – os Moche
conseguiram fazer a sua recuperação física e econômica,
durante o século 7, mediante a construção de um canal de
irrigação com mais de 150km.em terras secas que se
tornaram agricultáveis nos Andes peruanos. Fonte: idem
Nota 17.
20-
O sangue dos Moche, no Peru foi derramado a cada
ano, pela degola radical e extração do coração, durante
festa anual, especialmente nos anos de boas chuvas e
colheita farta, conforme decisão dos caciques maiorais
ou pajés. Idem, idem Nota 17.
21-
As secas e inundações em diversas regiões do
mundo, inclusive Egito – lembram as condições climáticas
do Nordeste e Norte do Brasil, assim como as identidades
iguais de fome e miséria, apesar das terras com muita
água e sol que poderiam ser aproveitadas pela fartura,
em vez da sub-nutrição, doença e morte.
22-
Nas regiões semi-áridas do planeta, a ignorância
resultante do baixo nível em educação seria o fator
primordial para o não aproveitamento dos recursos
naturais, sem a cooperação e solidariedade. N-A.
23-
As secas e enchentes podem ser vistos como um dos
maiores problemas para desenvolver o Norte e Nordetse,
desde quando o país passou a ser colonizado – 1500 e até
mesmo ao ser habitado pelos indígenas que tiveram essas
dificuldades climáticas. Cascudo, Luis da Camara – 1957,
Lira, A. Tavares de – 1958.
24-
A nacionalidade brasileira vem sendo colocada em
dúvidas, desde o início da história, tendo em vista as
diferenças culturais, econômicas e políticas existentes
nas regiões, sobretudo do Leste e Sul com Norte e
Nordeste – onde, nas duas últimas a nação teve seu
início. N-A.
* - O autor é
Jornalista e Sociólogo pela UFRN, sócio do IHG-RN.
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