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ARTIGO NATAL RN |
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O
médico baixou o nível ---
Walter Medeiros* O presidente do Conselho Federal de Medicina, médico Edson Andrade, em entrevista ao FANTÁSTICO do domingo 22.04.2007 referiu-se a um colega de profissão de 82 anos chamando-o com ênfase de “picareta” e de “mau caráter”. Era uma reação raivosa à difusão da auto-hemoterapia, feita pelo Doutor Luís Moura, embora não exista nenhuma decisão dos órgãos de classe com o mínimo de solidez, condenando-o a nada. O presidente do órgão de classe dos médicos quis expor à execração pública um colega sob uma alegação mais tendenciosa ainda. Segundo ele, “muito provavelmente nós estamos no bojo de uma grande articulação de autobenefício e de esquema para auferir lucro em detrimento da saúde das pessoas”. Cabe uma pergunta: não seria o contrário? O Dr. Luís Moura divulga uma técnica que não requer hospital, clínica, equipamentos sofisticados, remédios caros, o que certamente vai de encontro a quem tem articulações de autobenefício e esquemas para auferir lucros em detrimento da saúda das pessoas. Comprovando seu caráter, Dr. Luís Moura afirma que em nenhum caso aconselha o abandono do tratamento que as pessoas estiverem fazendo com seus médicos. Aliás, este assunto foi tratado na mesma matéria pelo presidente da Sociedade de Hematologia, Carlos Chiattone que, demonstrando desconhecer o teor do vídeo sobre auto-hemoterapia, faz tais conclusões, mais vulgares que o fato da técnica não estar ainda documentada cientificamente. Mas a fila de detratores da auto-hemoterapia, formada apenas por pessoas que exercem cargos em entidades de classe ou instituições desavisadas e que, apesar disto, não se prepararam para debater o assunto, teve mais uma participação inusitada. A presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Dulce Bais, condena a auto-hemoterapia porque – prestemos bastante atenção à informação da representante dos enfermeiros: “há risco de abscessos e infecções generalizadas”. Esta frase dá para condenar a auto-hemoterapia? Se der, vamos suspender todos os tratamentos médicos e o trabalho de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, já que no ambiente onde eles trabalham existe sempre o risco de abscessos e infecções generalizadas. Aliás, o Presidente Tancredo Neves morreu depois de uma infecção generalizada e não consta que tenha feito uso de auto-hemoterapia. Enquanto existe uma tentativa de desqualificar a técnica que o povo vem usando e comprovando sua eficiência e eficácia, a síntese da auto-hemoterapia é a seguinte; “a aplicação do próprio sangue estimula o sistema imunológico e combate várias doenças.” Perguntamos, objetivamente ao Presidente do Conselho Federal de Medicina, à Presidente do Conselho Federal de Enfermagem e ao Presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia: estimula o sistema imunológico ou não? Combate várias doenças ou não? Essas entidades tão importantes para a saúde do povo brasileiro - pois aglutina os profissionais de medicina e enfermagem - precisam avaliar esta postura dos seus dirigentes. Como chamar de “picareta” e “mau caráter” um colega de profissão, como fez o senhor Edson Andrade diante das câmaras do FANTÁSTICO, e achar que está propugnando por dias melhores para a categoria médica? Onde fica o Código de Ética? Não é de se esperar que seja este o procedimento, de tão baixo nível, que os médicos queiram para a condução da sua entidade maior, o Conselho Federal de Medicina. Quanto à auto-hemoterapia, acho que está comprovada como técnica boa; falta apenas os cientistas colocarem no papel, para passar a ser permitida, utilizada e recomendada por muitos dos que hoje a proíbem. *Walter Medeiros é jornalista. --- ARTIGO ANTERIOR |
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