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A
Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH),
inconformada com a compreensão e adesão cada dia mais
numerosa de cidadãos brasileiros ao uso da auto-hemoterapia,
emitiu uma nota que tenta encobrir a verdade, que está nos
resultados conseguidos com a prevenção e cura de doenças. A
nota ganhou o pomposo título de “Auto-hemoterapia
não é reconhecida por especialistas”,
o que se torna uma frase vaga e sem sentido, pois não é
citado nenhum caso de especialista que não reconheceria e
deixa de dizer também que motivos teriam esses especialistas
para deixar de reconhecer a técnica.
Escrevendo
mais um capítulo lamentável de uma perseguição cruel a uma
prática que deveria, isso sim, ser estudada e pesquisada
para comprovar sua eficácia, a nota diz em seguida que
“ABHH alerta para os riscos da
prática e ausência de embasamento científico que comprove
sua eficácia”. Não cita, porém,
nenhum tipo de risco da prática e sobre a alegada
“ausência de embasamento científico”,
deixa de considerar centenas de trabalhos indexados há
muitas décadas.
A Associação
faz referência a “inúmeros
questionamentos recebidos, tanto por parte de profissionais
médicos como não médicos, relacionados à suposta prática
hemoterápica denominada ‘auto-hemoterapia’",
o que, por si só já deveria ser motivo para outro tratamento
ao assunto. Mas, simplesmente afirma que
“A Associação Brasileira de
Hematologia e Hemoterapia NÃO RECONHECE do ponto de vista
científico o procedimento "auto-hemoterapia",
acrescentando que “Não existe
na literatura médica, tanto nacional quanto internacional,
qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido
tema”. Faz muito tempo que se
sabe que estas afirmações não são verdadeiras. Muitos
médicos contestam o parecer do Conselho Federal de Medicina
que concluiu pela suposta inexistência de trabalhos
científicos a respeito da AHT.
Diz ainda a
nota da ABHH que “Por não
existirem informações científicas sobre o referido
procedimento, são desconhecidos os possíveis efeitos
colaterais e complicações desta prática, podendo colocar em
risco a saúde dos pacientes a ela submetidos”.
Ora, a auto-hemoterapia é usada há mais de 150 anos e já em
1924 era objeto de uma tese de doutoramento em Portugal, bem
como foi abordada em inúmeros outros trabalhos subseqüentes.
Durante todo esse tempo nunca se teve conhecimento de
efeitos colaterais nem complicações ou riscos à saúde dos
usuários. Trata-se, portanto, de mais uma tentativa
vazia de desfazer da auto-hemoterapia. Aliás, sua utilização
pelos médicos brasileiros foi permitida até dezembro de
2007.
Por outro
lado, diz ainda a nota que
“Agrega-se a este parecer, a Resolução do Conselho Federal
de Medicina- Resolução CFM no 1.499/98, que em seu artigo
1º, ‘Proíbe aos médicos a utilização de práticas
terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica’".
Trata-se de uma resolução injusta, pois tira do médico o
direito de curar seus pacientes e contraria a Declaração de
Helsinque, que diz: “No
tratamento de um paciente, quando métodos profiláticos,
diagnósticos e terapêuticos comprovados não existem ou foram
ineficazes, o médico, com o consentimento informado do
paciente, deve ser livre para utilizar medidas profiláticas,
diagnósticas e terapêuticas não comprovados ou inovadores,
se no seu julgamento, esta ofereça esperança de salvar vida,
restabelecimento da saúde e alívio do sofrimento. Quando
possível, estas medidas devem ser objeto de pesquisa,
desenhada para avaliar sua segurança ou eficácia”.
O diretor da
Associação, Dante Mário Langhi Jr., alega que
“a auto-hemoterapia é adotada por
leigos e é desaconselhada por, além de não ter nenhum
benefício comprovado no campo da ciência, poder apresentar
inúmeros riscos à saúde”. Seria
importante ele explicar por que deixa de levar em conta os
estudos e trabalhos científicos existentes e que comprovam
os benefícios da técnica, ao contrário do que ele diz.
Quanto aos riscos à saúde que fala, não cita nenhum. Da
mesma forma que a Associação alega que não existiria a
comprovação, está obrigada a comprovar o que alega.
Portanto, é preciso que cite que riscos são esses que
alegam. Como temos visto na prática, o fato de não
reconhecerem a auto-hemoterapia não significa que ela deixe
de ser eficaz, pois sua eficácia está sendo comprovada cada
vez mais, dia após dia.
*Jornalista
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