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23.12.2007
Médico quer equilíbrio na avaliação da
auto-hemoterapia
Walter Medeiros*
O Parecer do Conselho Federal de Medicina sobre
auto-hemoterapia, que desprezou muitas informações
importantes para concluir que sua prática deveria ser
proibida, sem apontar nenhuma solução para o problema das
pessoas que estavam se tratando com aquele recurso, começa
a se desmanchar. O médico Alex Botsaris, do Rio de
Janeiro, assina artigo veiculado no site VIA ESTELAR, com
o título de “Auto-hemoterapia é um tratamento ainda
experimental”, no qual diz que “É preciso fazer uma
avaliação equilibrada sobre a auto-hemoterapia.”
Ao contrário do que está colocado no parecer do CFM, o
médico - autor de livros como “Sem Anestesia”, que teve
grande repercussão na área de saúde – afirma que “não é
verdade que essa terapêutica não tenha nenhum fundamento,
nem que não haja nenhum trabalho publicado sobre ela na
literatura mundial ou nacional, como afirma a SBHH”
(Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia). Ele
define a Auto-hemoterapia como “um recurso terapêutico
simples que consiste em retirar sangue de uma veia e
aplicar no músculo”.
O Dr. Alex Botsaris informa que “Na base de dados pubmed,
do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano),
considerada a maior base de dados médicos do mundo,
existem cerca de 106 estudos científicos publicados sobre
auto-hemoterapia, a maioria sendo clínicos.” Segundo ele,
“É um numero modesto, mas mostra que alguma pesquisa já
foi realizada.” Cita que “Um estudo, inclusive, foi
realizado no Brasil. Nele vacas com um tipo de infecção na
pele chamada de ectima receberam auto-hemoterapia ou um
antisséptico a base de iodo (tratamento convencional) no
final de uma semana 26% das vacas que receberam
auto-hemoterapia tinham melhorado contra 8% das que
receberam tratamento convencional (uma diferença que é
significativa do ponto de vista estatístico). Nenhum
efeito colateral ou agravamento foi descrito nesse estudo.
Em outra parte do artigo o médico considera que “O CFM tem
razão em classificá-la como terapêutica ainda não aprovada
pela comunidade médica, e que necessita mais estudos para
ter sua aplicação validada.”, mas assevera que “Por outro
lado o que se espera da academia, da comunidade médica e
dos órgãos de regulamentação da medicina, é que todos se
esforcem no sentido de descobrir os potenciais desse
tratamento.” E diz mais: “Afinal, como afirma o médico
Luis Moura ele é simples, barato e tem potencial para
tratar muitas doenças cujo tratamento é caro e com drogas
que possuem efeitos adversos importantes.”
Alex Botsaris é formado pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro, especializado em doenças infecciosas pelo
Hospital Claude Bernard (Paris) e em acupuntura e medicina
chinesa pela Sociedade Internacional de Acupuntura
(França), e pela Universidade de Pequim (China). É
ex-presidente do Instituto Brasileiro de Plantas
Medicinais (IBPM). Autor dos livros: "O Complexo de
Atlas", "Sem Anestesia", "As Fórmulas Mágicas das
Plantas", "Segredos Orientais da Saúde e do
Rejuvenescimento" e "Medicina Complementar".
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