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19.03.2008
Auto-hemoterapia
enfrenta obstáculos
--- Walter Medeiros
A AUTO-HEMOTERAPIA está enfrentando
um sem número de obstáculos pelo Brasil afora, por parte de
setores que deveriam trabalhar exatamente pelo esclarecimento
de sua eficácia. Ao contrário, o que se vê pela frente são
entraves a cada momento, que dificultam o trabalho de
esclarecimento e depõem contra a qualidade do serviço público.
Enquanto os Conselhos de Medicina agem de forma truculenta
contra a técnica, cujo efeito vem sendo comprovado há mais de
cem anos, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
apresenta contradições e atitudes estranhas ao tratar do
assunto.
Para se ter uma idéia, no final de
janeiro deste ano enviamos mensagem à ouvidoria da ANVISA a
respeito do Parecer do CFM - Conselho Federal de Medicina
contrário à prática da auto-hemoterapia, que consideramos
superficial e incompleto. Tendo em vista que o citado parecer
havia sido solicitado pela própria ANVISA, para decidir em
seguida sobre o assunto, achamos que era necessário mostrar
para aquele órgão que seria temerário tomar qualquer decisão
baseada apenas naquele documento. Na ocasião recebi mensagem
da agência afirmando que “Em virtude da complexidade do tema,
o qual necessita estudo e consulta a outras instituições,
encaminharemos resposta ao seu questionamento posteriormente”.
A impressão que tenho é de que a
minha mensagem não foi lida. Se foi lida, não foi lida
completamente. E se foi lida completamente, não foi entendida
ou não quiseram entender. Isto porque depois de todo esse
tempo – cinqüenta dias depois – recebo mensagem da ANVISA na
qual está sugerido o seguinte: “Quanto aos comentários sobre
parecer do CFM, sugerimos encaminhá-los diretamente a esta
instituição, responsável pelo referido parecer”. Ora, se o
assunto foi encaminhado àquele órgão exatamente para mostrar
que o Parecer do CFM não deveria servir de base para sua
decisão, onde está a lógica de sugerir que tratasse do assunto
junto àquele Conselho?
Além disso, veio da ANVISA a
informação de que ainda não existiria uma posição definitiva a
respeito. No momento, entretanto, parece que há uma posição
firmada, contrariando todas as regras de bom senso no trato de
questões como esta. Será mesmo este o papel da ANVISA, ignorar
as necessidades de saúde de milhões de pessoas que querem e
precisam utilizar uma terapia com mais de 100 anos de uso e
contra a qual não se apresentou nenhum argumento? Seria
correto adotar o Parecer do CFM, superficial, incompleto e
tendencioso, apesar do alerta que fizemos?
AVALIAÇÃO
A resposta da ANVISA sobre
auto-hemoterapia traz os seguintes dados: “informamos que já
temos feito uma pesquisa e análises amplas sobre o assunto.
Nossa avaliação inclui, além das nossas pesquisas, os
pareceres e bibliografias encaminhadas por diversas
instituições e as que recebemos diretamente dos cidadãos”.
Diante de tantas novidades, voltamos a indagar do órgão nos
seguintes termos: ” VV. SS. informam sobre uma pesquisa e
análises amplas sobre o assunto. Para ajudar na compreensão,
seria bom que informassem mais detalhadamente sobre esta
pesquisa, as análises amplas, pareceres, bibliografias e quais
instituições e cidadãos as encaminharam”.
Mais adiante, anunciam o seguinte:
“Esclarecemos que tanto a ANVISA quanto o Conselho Federal de
Medicina-CFM, Conselho Regional de Enfermagem-COREN e a
Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, não
reconhecem do ponto de vista científico o procedimento
"auto-hemoterapia, por não existir evidências científicas que
comprovem sua eficácia e garantam sua segurança, isto é, que
comprovem não haver risco sanitário associado a esta prática”.
A informação de que não reconhecem do ponto de vista
científico o procedimento “auto-hemoterapia” é do nosso
conhecimento. Entretanto, como órgão da importância que é a
ANVISA, há de convir que, acatando um parecer superficial e
incompleto, como o que emitiu o Conselho de Medicina, está
indo de encontro a uma realidade que é bem outra, a começar da
opinião de dezenas de médicos conceituados, qualificados e
responsáveis.
MISSÃO
Diz ainda a mensagem da Ouvidoria da
ANVISA: “Ressaltamos que a ANVISA tem como missão proteger e
promover a saúde da população garantindo a segurança e
qualidade sanitária de produtos e serviços oferecidos à
população”. A ANVISA tem como missão – conforme ressaltaram -
proteger e promover a saúde da população. Não nos consta,
entretanto, nenhuma reclamação feita à ANVISA de alguém que se
viu prejudicado por causa da prática da auto-hemoterapia. O
que ocorreu até agora foi uma seqüência de contradições no
âmbito dos Conselhos de Medicina, pois o CREMERJ adotou uma
decisão em 2006 e em 2007 adotou decisão oposta, cassando o
registro do Dr. Luiz Moura. Em seguida, o CFM emitiu o aludido
parecer 12, completamente questionável.
O documento afirma também, entre
outras coisas, que “Para serem aceitos, os procedimentos
terapêuticos em geral, tiveram que passar por inúmeros estudos
com rigoroso controle científico em diversas fases, desde as
laboratoriais até os estudos clínicos em humanos para
avaliação de eficácia e segurança, ao longo de mais de 10 anos
ao todo. Para nós, a comprovação científica e a aceitação da
auto-hemoterapia pode vir através de atitudes imparciais dos
órgãos de saúde, levando em consideração a Declaração de
Helsinque e Resoluções do próprio CFM que permite a prática de
terapias provisoriamente e impede o uso da técnica aqui em
abordagem. Não seriam somente dez anos, para a
auto-hemoterapia, pois se houvesse indicação de uma
metodologia justa de apuração, já teríamos mais de 100 anos
para comprová-la.
MACRÓFAGOS
Esta forma de cura –
auto-hemoterapia - é “uma técnica simples, em que, mediante a
retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela
estimula um aumento dos macrófagos, elementos que fazem a
limpeza de tudo, eliminam as bactérias, os vírus, as células
cancerosas - que se chamam neoplásicas”, segundo o médico Luiz
Moura, acrescentando que com a auto-hemoterapia “essa ativação
máxima só termina no fim de cinco dias. A taxa normal (de
macrófagos) é de 5% no sangue e com a auto-hemoterapia nós
elevamos esta taxa para 22% durante 5 dias”.
A divulgação da técnica vem sendo
feita através de um DVD com o Dr. Moura, já assistido por mais
de vinte milhões de pessoas. Segundo um site especializado em
cinema, trata-se do documentário mais visto desde 2004,
superando “Tropa de Elite” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.
[Para se informar ou participar de discussões sobre o assunto,
existe o fórum Auto-hemoterapia – relate sua experiência
(http://inforum.insite.com.br/39550/ )].
Enquanto os conselhos de medicina
agem de forma atrapalhada, muitos médicos estão sugerindo e
exigindo a realização de estudos e pesquisas para comprovar a
sua eficácia. Além do Dr. Luiz Moura, já se pronunciaram,
entre outros, os Drs. Alex Botsaris(RJ); Francisco Rodrigues,
Tarcísio Gurgel e Eliel Sousa(RN); Júlio Bandeira (PB); Marcus
Mac-Ginity (BA); Ronaldo João (MG) e Gilberto Lopes da Silva
Júnior (SP).
Diante deste quadro, torna-se
urgente a ação de órgãos responsáveis pela Justiça para tornar
sem efeito a proibição da auto-hemoterapia pelos Conselhos de
Medicina, e outros órgãos, oferecendo um prazo para que os
defensores e usuários da técnica comprovem a sua eficácia
através de método cientificamente aceito.
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QUEM PROIBIU A AUTO-HEMOTERAPIA? |
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A população brasileira está vivendo uma situação incomum
que, em decorrência de um processo de incomunicação está
causando prejuízos aos usuários e defensores da
Auto-hemoterapia. O uso da técnica, que consiste na
retirada de sangue por punção venosa e a sua imediata
administração por via intramuscular na própria pessoa, não
está expressamente proibido, mas uma sucessão de fatos
deixou no ar essa impressão.
Por outro lado, é preciso que o Governo Federal, através
da ANVISA agilize o processo de decisão, observando que o
Parecer do CFM sobre o assunto foi feito de forma
superficial e sem conteúdo suficiente para recomendar a
proibição da prática da auto-hemoterapia. Ao contrário,
que seja feita consulta pública e estimulada a realização
de pesquisas que consolidem todas as práticas vitoriosas
da auto-hemoterapia ao longo dos seus 100 anos de
benefícios e curas.
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