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Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e
cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no
músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço
é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do
RJ.
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PARTICIPE DO FORUM AUTO-HEMOTERAPIA
(AUTO-HEMO) ( http://inforum.insite.com.br/66763/)
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09.03.2011
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Remédio para vermes ajuda a tratar artrite
e outras doenças
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Artrite
reumatóide, Mal de Hansen, Brucelose e Herpes são doenças
que podem ser tratadas com auto-hemoterapia associada a
Ascaridil, segundo informa o Dr. Luiz Moura, no DVD em que
aborda essa técnica, que combate e cura doenças com a
retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo.
O médico carioca explica que o Ascaridil é um medicamento
usado para vermes, cuja matéria-prima genérica chama-se
Cloridrato de Levamisol. Conta que “A ação imuno-moduladora
do Ascaridil foi descoberta por acaso por médicos americanos
que, fazendo uma campanha contra a verminose na Califórnia,
verificaram que os pacientes com leucemia tinham melhorado.
Eles resolveram estudar o Cloridrato de Levamisol e
descobriram que ele tinha um enorme potencial de estímulo
imunológico, e funcionava em uma série de doenças”.
Dr. Moura acrescenta que os médicos
americanos descobriram que “Em herpes (o ascaridil)
funcionava muito bem - herpes simples, herpes zoster” e que
até em hanseníase ele foi usado com ótimos resultados. Foi
usado ainda para tratar artrite reumatóide e câncer,
estimulando o Sistema Imunológico. Adianta que usavam como
coadjuvante da quimioterapia e da radioterapia.
“Misteriosamente, o produto com esta finalidade, que se
chamava Stimamizol foi retirado do mercado” – estranha, para
revelar que “Como eu tenho a cópia da bula do Stimamizol,
juntei com a cópia da bula do Ascaridil e dou essas cópias
para meus pacientes, para que compreendam o motivo de
receitar remédio contra vermes para curar artrite
reumatóide, herpes, etc”.
“O Cloridrato de Levamisol é um
modulador imunológico, ele não é apenas um estímulo
imunológico”, afirma o Dr. Moura, defendendo que “Somando o
Cloridrato de Levamisol à auto-hemoterapia - um modulando, o
outro estimulando - funciona muito bem nas doenças
auto-imunes”. Garante o médico que “Tomando 2 (dois)
comprimidos por semana durante oito semanas - depois
dando um intervalo de um mês para descansar, liberar o
organismo do produto - e repetindo o que foi feito, vai
ajudar muito numa doença auto-imune que chama-se artrite
reumatóide”. Além disso, assegura que funciona no mal de
Hansen, na brucelose e dá excelentes resultados no herpes
simples e zoster - os dois tipos: genital e labial. Os dois
comprimidos de Ascaridil, na dose de 150mg devem ser tomados
em (2) dois dias seguidos, um por dia, durante as oito
semanas.
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Leia o conteúdo
completo da entrevista do Dr. Luiz Moura no link
http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-1.htm
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03.03.2011
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Efeito da auto-hemoterapia em Ictiose,
Aids e Hepatite
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O
tratamento de doenças com ictiose, Aids e hepatite através
da auto-hemoterapia também faz parte da abordagem do Dr.
Luiz Moura, no DVD que gravou contando suas experiências de
mais de sessenta anos com a técnica. A Auto-hemoterapia
combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e
aplicação imediata no músculo e vem salvando vidas há mais
de cem anos.
No relato a respeito do doente com
ictiose, o Dr. Moura informa que não foi uma cura rápida:
“Ele levou mais ou menos 1 ano para a pele dele mudar
completamente e deixar de apresentar aquelas, como se fosse
escamas de peixe, e a secura também da pele, que era muito
grande, dava uma aflição, ele sentia um prurido,uma coceira
terrível, ele não podia se controlar”. Revela que se tratava
de um auxiliar de enfermagem, e isso prejudicava os contatos
dele com os pacientes, que ficavam com medo dele.
“Com esse tratamento, com a
auto-hemoterapia”, o médico diz que “ele foi gradualmente
melhorando, melhorando, é verdade que eu dei também vitamina
E, remédios que atuavam na pele, vitamina A, mas o que
realmente atuou foi a auto-hemoterapia, foi o mais
importante de todo tratamento”, afirma, explicando: “dei
minerais também para ele, porque a pele dele não tinha
vitalidade nenhuma, uma pele ressecada, como se fosse
estrias, toda ela estriada, e com aquelas relevos como se
fosse escamas de peixe”. Foi o único caso que ele teve de
Ictiose; não lembra de outros.
AIDS
Sobre o uso da auto-hemoterapia
por enfermos com AIDS, Dr. Luiz Moura informa que “Tem
muitos pacientes aidéticos que fazem a auto-hemoterapia e
estão se dando bem. Eles mantêm as taxas que chama-se CD4 em
níveis razoáveis, agora como eles fazem uso também de outros
medicamentos, eu não posso atribuir só à auto-hemoterapia”.
Adianta, entretanto, que “Há uma melhora, o paciente vive
bem, eu tenho paciente com muitos anos já vivendo com AIDS,
e vida normal, agora, mas eles também fazem uso destes
coquetéis junto com a auto-hemoterapia” - repete.
Como a auto-hemoterapia só atua na
parte imunológica e a doença é uma doença que atinge o
sistema imunológico, é uma imunodeficiência adquirida, ele
observa que “pode ser que a auto-hemoterapia esteja dando
uma contribuição nesta sobrevida de boa qualidade que há em
alguns pacientes que eu trato, não é minha área, eu não sou
infectologista, então, não é minha área, mas eu dou como um
complemento junto com outros tratamentos que eles fazem, e
tem dado bons resultados”.
CURA
Ele destaca, no entanto um caso de
cura de AIDS, de um dentista, que se contaminou com o vírus
do HIV no consultório; não era um paciente de risco, mas não
se protegia como dentista das feridas de clientes com Aids
que ele tratava no seu consultório. E fez um exame e deu o
HIV positivo. “Eu mandei que ele repetisse, porque eu sabia
que ele não era promíscuo, só vivia com a mesma mulher, era
meu cliente desde os 4 anos de idade, era um mestre em
soltar pipa, esse eu conheci desde pequenininho, tratei de
asma dele. Curei a asma dele quando ele era pequenininho,
com 5 anos”.
Conta que “Então eu resolvi fazer
a auto-hemoterapia para ele, para ver o que dava aquilo,
depois do 2º exame que deu positivo, foram 2 semestres.
Primeiro fez em vários laboratórios. E 6 meses depois fez, e
deu positivo de novo. Quando chegou no 3 º exame, 6 meses
depois, ele me telefonou, véspera de Natal, dizendo que
tinha uma grande notícia para me dar e a notícia era que
tinha dado negativo. Então eu falei com ele: olha não
festeja já, não. Repete esse exame em outro laboratório. Ele
repetiu e deu negativo. Isso já se passaram uns 6 anos,
nunca mais deu positivo. Está negativado até hoje”.
Questiona “se isso foi porque ele
tinha uma saúde muito boa e a auto-hemoterapia foi a força a
mais do sistema imunológico que derrotou o vírus HIV e
conseguiu acabar com ele, eu não sei dizer, viu”, pois
lembra que “foi um doente em que eu tratei em condições
muito boas ainda, desde o início, a maioria dos outros são
doentes que já eu trato quando já estão com o HIV há 3 anos,
5 anos, 8 anos, é diferente. Esse foi logo no primeiro,
vamos dizer, com 2 meses de HIV que eu comecei o
tratamento”.
Hepatite C
Outro caso importante foi um
paciente com hepatite C, sobre o qual comenta: “Ele se deu
muito bem, quer dizer, conseguiu controlar a doença. Não
teve progresso nenhum a doença, ao longo de anos, e vem se
dando muito bem com a auto-hemoterapia. Ele não chegou a
fazer uso destes tratamentos modernos, que é o Interferon
Peguilado, ele nunca chegou a fazer”. Adverte que ele não
está negativado: “não, ele não tem mais sintomas de
qualidade nenhuma, tem as provas de atividades hepáticas
muito boas, sempre normais. Mas o vírus, os marcadores de
vírus permanecem, mas isso vai permanecer o resto da vida,
porque todos os casos de hepatite sempre os marcadores
permanecem. A pessoa pode curar a doença, mas fica a marca”
– conclui.
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24.02.2011
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BREVE HISTÓRIA DA AUTO-HEMOTERAPIA
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A
auto-hemoterapia foi definida como método terapêutico em
1912, pelo médico francês Paul Revaut, consistindo em
injectar debaixo da pele dum doente alguns centímetros
cúbicos do seu próprio sangue. Revaut descreveu a
auto-hemoterapia, sua técnica e indicações pela primeira vez
num importante artigo publicado em 1913.
Segundo Dr. Luiz Moura (Auto-hemoterapia -
http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf
), em 1911, Ravaut registrou o modo de tratamento empregado
em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre
tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usou a
auto-hemoterapia em casos de asma, urticária e estados
anafiláticos, conforme Dicionário Enciclopédico de Medicina,
T.1, de L. Braier, também citado por Dr. Luiz Moura.
Foi lendo os trabalhos
de Mayer e Linser, na Alemanha, que Ravaut pensou,
modificando-os, lançar a idea da auto-hemoterapia. Com
efeito estes autores tiveram pela primeira vez em 1911 a
idéia de tratar uma doente atingida de herpes gestationis
por injecções de soro de sangue duma mulher grávida sã
porque eles pensavam que a evolução normal da gravidez se
fazia à custa da neutralização das toxinas por formação de
anti-toxinas correspondentes. Injetando na doente soro
sanguíneo duma mulher grávida sã, Mayer e Linser esperavam
suprir a insuficiência de anti-toxinas e curar assim a
herpes gestationis.
Mais tarde estes autores
substituíram esta hetero-seroterapia pela auto-seroterapia e
estenderam as suas indicações aos prurigos, urticárias e
eczemas, sendo então que Ravaut se lembrou de fazer a
auto-hemoterapia obtendo os mesmos resultados que os autores
alemães, e assim êle preferia injectar o sangue global,
porque na fibrina e nos glóbulos poderiam encontrar-se
substâncias ou corpos microbianos especiais cuja reabsorção
pelo organismo provocasse reações úteis. Neste artigo se vê
quanto a técnica é simples, os seus raros incidentes, as
vantagens sobre a auto-seroterapia e como ela é empregada em
numerosas afecções da pele, constituindo um processo a
escolher nestas dermatoses tão rebeldes a qualquer outro
tratamento.
Anteriormente a Ravaut, já Sicard e Oultman tinham realizado
em larga escala a auto-hemoterapia, julgando-se até os
inventores, motivo porque perante a Sociedade Médica dos
Hospitais em 1912 fizeram uma comunicação contra Ramond
reclamando para si a prioridade de invenção do método.
Apesar dos trabalhos de Ravaut e de tão brilhantemente ter
posto as suas indicações e a sua técnica, documentando com
numerosas observações, o método não é aceito por todos os
clínicos, dada a ignorância do seu mecanismo e ele assim
permaneceu num estado latente até que Widal e os seus
discípulos Abrami e Brissaud com o choque hemoclásico tentam
lançar luz sobre o processo, ao mesmo tempo que estendem as
suas indicações, ingressando-o como terapêutica nos
capítulos das febres tifóides e da asma.
Com esta nova fase e enquanto as teorias se sucedem, para
explicar a ação dos métodos hemoterápicos, o processo entra
definitivamente na prática dermatológica e na clínica geral,
chegando até ao médico português Alberto Carlos David (A
auto-hemoterapia nas dermatoses -
http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf ),
sendo utilizado sistematicamente na clínica de Dermatologia
do Exmo Prof. Luís Viegas e por muitos Exmos clínicos, como
o atestam as observações do seu trabalho e tantas outras que
conheceu, que sempre recorrem à auto-hemoterapia todas as
vezes que lhe aparecem doentes em que possa ser aplicada.
Anteriormente,
em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática o médico
italiano M. Mansizio recomendava como panacea uma operação
que constituiu assunto duma nota apresentada à Academia de
Medicina. Consistia em apertar um membro superior como para
uma sangria vulgar, abrir em seguida uma veia, colocar aí a
cânula duma seringa, de tal maneira que se pudesse fazer
correr o sangue para depois o introduzir de novo na torrente
circulatória, continuando durante alguns minutos a operação.
M. Mansizio utilizou a prática durante dois anos, em duas
mil operações semelhantes e aplicava-as em todos os casos
onde as sangrias, as sanguesugas e mais tarde as disenterias
tivessem as suas indicações.
David refere-se a Jolieu, informando que para ele aquela
operação não era verdadeiramente a auto-hemoterapia, mas sim
uma auto-transfusão, contudo ela constituiu uma maneira
rudimentar de praticar a auto-hemoterapia. David acrescenta
em 1924 que alguns autores têem querido explicar pelo
mecanismo da auto-hemoterapia a ação terapêutica das
ventosas secas e neste caso a auto-hemoterapia teria uma
origem muito mais remota. Observa que com efeito o hematoma
sub-cutáneo produzido pela aplicação das ventosas é para
Moutier e Rachet uma auto-hemoterapia sub-cutánea; assim
estes autores, em apoio das suas afirmações, fizeram
análises comparativas do sangue de 7 doentes tratados por
auto-hemoterapia e ventosas secas, encontrando modificações
hematológicas perfeitamente paralelas nos dois métodos
terapêuticos, consistindo num síndroma hemoclásico e num
sindroma leuco-excitante, explicando até a acção terapêutica
do processo por esta hiperleucocitose manifesta.
Apesar destas tentativas de aplicação do processo, faltava
alguém que estabelecesse concretamente a sua técnica, as
suas contra-indicações e indicações, acidentes, dosagem,
etc., e finalmente o seu mecanismo. Paul Ravaut, então, pela
primeira vez descreveu a sua técnica e indicações no seu
importante artigo, publicado pelos "Anais de Dermatologia e
Sifiligrafia”, de 1913, subordinado ao título: “Ensaio sobre
a auto-hemoterapia em algumas dermatoses”.
Em outubro de 1924, o médico português Alberto Carlos David
conclui doutoramento na Faculdade de Medicina do Porto, na
qual afirma que a sua Tese – A AUTO-HEMOTERAPIA NAS
DERMATOSES - surgiu por ter conhecimento de curas brilhantes
obtidas na furunculose por auto-hemoterapia, pelo que
resolveu escrever algumas considerações sobre este moderno
processo terapêutico de indicações tão vastas, tornando-o no
caso restrito às dermatoses.
Pretendeu mostrar o estado na época da resolução do problema
e muito principalmente as suas vantagens e as suas
aplicações práticas. Pediu aos Clínicos da cidade os casos
que tivessem tratado por auto-hemoterapia para os observar e
registar, juntando-os aos do Serviço da Clínica de
Dermatologia e Sifiligrafia do Hospital da Misericórdia,
sobre a direção do Prof. Dr. Luís Viegas, e assim formaou um
quorum de documentos que permitiu justificar o estudo. Tendo
percorrido toda a literatura sobre a auto-hemoterapia,
conseguiu reunir 20 observações clínicas que antecederam as
suas considerações. Percorrendo-as, vê-se quanto é largo,
mesmo dentro das dermatoses, o emprego da auto-hemoterapia e
como os doentes, pelos resultados obtidos, beneficiam deste
método tão simples na sua técnica, libertando-os de afecções
impressionantes, como a zona e o liquen plano e, duma
maneira geral, as doenças pruriginosas. Dr. José Aroso
forneceu alguns casos clínicos.
Em 1938, numa tentativa
de encontrar um tratamento eficaz para infecção ela (a
auto-hemoterapia) voltou a ser empregada, conforme registra
o Dr. Alex Botsarias no seu artigo - “Auto-hemoterapia
é um tratamento ainda experimental” – (
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm )
. Nessa época os antibióticos ainda não estavam disponíveis,
e isso levou o médico francês Gaston de Lyon a propor
injetar sangue da própria pessoa no membro afetado para
evitar amputação, conforme o relato do Dr. Botsaris. Ele
registra ainda que “Nessa época já se sabia que o sangue
possuía capacidade de curar infecções e a tentativa era
aumentar a quantidade de sangue para defender o organismo,
injetando-o na região comprometida. O tratamento gerou
alguns resultados, motivo pelo qual se popularizou na Europa
até a década de 50. Depois, foi perdendo o seu apelo, com a
introdução de novas drogas antimicrobianas”.
Resgatando a história da
técnica, o Dr. Luiz Moura registra que em 1941
o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones
Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia, método de
tratamento que consiste en injetar a uno indivíduo cierta
cantidad de sangre total (suero Y glóbules), tomada de este
mismo indivíduo. H. Dousset – Auto-Hemoterapia – Técnicas
indispensáveis. É útil em certos casos para
dessensibilizações – 1941. Stedman – Dicionário Médico – 25ª
edição – 1976 – pág 129 – Autohemotherapy – Auto-hemoterapia
– tratamento da doença pela retirada e reinjeção do sangue
do próprio paciente. Referem-se também ao ano de 1977,
citando Index Clínico – Alain Blacove Belair –
Auto-hemoterapia - terapêutica de dessensibilização
não específica.
O método foi aplicado
com bons resultados por Dr. Luiz Moura, desde o tempo em que
era estudante de medicina, em 1943, na Faculdade Nacional de
Medicina, situada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Seu
pai, cirurgião geral, foi professor daquela faculdade e
aplicava a auto-hemoterapia nas pessoas que operava. Dr.
Moura afirma que nunca houve problema nenhum e que seu pai
teve com o procedimento uma das taxas menores de infecção
hospitalar já vista até hoje. Para tanto baseavam-se no
trabalho do professor Jesse Teixeira - que foi feito
especificamente para evitar infecções pós-operatórias e que
obteve um sucesso enorme.
Dr. Moura afirma que foi o
professor Jésse Teixeira que provou que o (Sistema
Retículo-Endotelial) S.R.E. era ativado pela
auto-hemoterapia, em seu trabalho “Complicações Pulmonares
Pós-Operatórias - Autohemotransfusão” (http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf
) publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil –
Cirúrgico, no mês de Março. Jésse Teixeira provocou a
formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida,
substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da
auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia
a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a
22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias, e finalmente declinou
para 5% no 7º dia após a aplicação.
Por sua vez, Ricardo Veronesi, em
1976 apresentou trabalho “Imunoterapia: O impacto médico do
século” (http://www.rnsites.com.br/artigo_ricardo_veronese.pdf
) explicando as ações do estímulo do S.R.E comprovado por
Jésse Teixeira.
Desde os anos setenta Dr. Luiz
Moura voltou a utilizar a auto-hemoterapia e muitos outros
estudos surgiram a respeito do assunto, conforme observam
alguns pesquisadores. Atualmente, temos conhecimento de uso
da técnica em muitos países, além do Brasil, principalmente
na França, Alemanha, Portugal, México, Rússia, Argentina,
Estados Unidos, Bélgica, Itália, Suíça, Angola, Cabo Verde,
Austrália, Bulgária, Japão e Reino Unido.
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1.
O que é
auto-hemoterapia?
É uma técnica simples, em que, mediante a
retirada de sangue da veia e a aplicação no
músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos,
que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de
Limpeza Urbana) do organismo.
Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo.
Eliminam as bactérias, os vírus, as células
cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma
limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que
é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de
produção de macrófagos pela medula óssea porque
o sangue no músculo funciona como um corpo
estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo
Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no
músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo
ativado. E só termina essa ativação máxima ao
fim de cinco dias.
A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por
cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós
elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por
cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao
7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o
sangue está terminando no músculo. E quando
termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí
a razão da técnica determinar que a
auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete)
em 7 (sete) dias.
Essa é a razão de como funciona a
auto-hemoterapia. É um método de custo
baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em
qualquer lugar porque não depende nem de
geladeira - simplesmente porque o sangue é
tirado no momento em que é aplicado no paciente,
não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há
nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas
uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba
dar uma injeção no músculo, com higiene e uma
seringa, para fazer a retirada do sangue e
aplicação no músculo, mais nada. E resulta num
estímulo imunológico poderosíssimo.
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MOURA
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QUEM É O DR. LUIZ MOURA
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VISITAS DESDE 17.04.2008: |
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