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| Auto-hemoterapia - Outubro de 2010 |
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Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ. |
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04.12.2010
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MÉDICOS PELA AUTO-HEMOTERAPIA |
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DR.
MOURA ESPERA QUE MAIS COLEGAS
PASSEM A USAR A AUTO-HEMOTERAPIA
--- Walter Medeiros
A esclerodermia e outras enfermidades foram tratadas com ajuda
da auto-hemoterapia pelo Dr. Luiz Moura, médico carioca que
gravou um DVD em 2004, que desde a sua publicação vem tendo
imensa repercussão no Brasil e em vários outros países. No
vídeo o Dr. Moura relata que em 1976 era chefa da chefe da
clínica médica do Hospital Cardoso Fontes, e tinha uma
consultora dermatológica, a Dra. Ryssia Alvarez Florião.
Em certa ocasião internou-se uma senhora que havia
oito meses não andava. A Dra. Ryssia fez três biópsias,
mandou para a Dra. Glória Moraes - chefe da Anatomia
Patológica, que deu o laudo: “esclerodermia fase final”.
Ele lembra que em face da situação a Dra. Ryssia resolveu dar
uma aula sobre o assunto, explicando que toda segunda-feira
era proferida uma aula sobre os casos que não fossem
rotineiros. “E esse era um caso bastante raro; esclerodermia
é uma doença auto-imune e que não é freqüente” – esclarece.
Segundo Dr. Moura, foi dada uma aula belíssima, na qual ele
aprendeu muito, porque não sabia nada sobre a esclerodermia:
“sabia de livro, nunca tinha visto paciente esclerodérmico”
– continuou. Em seguida disse que quando terminou a aula, a
Dra. Ryssia mandou a enfermeira levar a paciente e entendeu
que chegara a hora de dizer o que poderia ser feito pela
paciente. “Você mandou levar a paciente para ela não
escutar” – opinou. A médica confirmou e revelou: “É verdade,
eu não tenho nada a fazer pela paciente.”
DESENGANADA
Naquela ocasião Dr. Luiz Moura indagou à colega médica: “Você
me entrega essa paciente para eu aplicar uma técnica que não
é corrente e chama-se auto-hemoterapia?”. Ela riu e disse:
“O senhor sabe que eu cheguei em maio dos EUA, lá eu era
residente médica numa clínica para aonde convergiam todos os
casos de esclerodermia de todos os EUA. E a clínica não era
mais nada do que um depósito de esclerodérmicos. Não havia
mais nada a fazer. Então o senhor acha que pode fazer?”.
Ele respondeu: “Olha, eu vou agora em casa pegar os
trabalhos do Dr. Jesse Teixeira e do Dr. Ricardo
Veronesi, e você vai ver que a idéia tem fundamento.”. Na
volta, leu as partes principais dos dois trabalhos e
perguntou: “E agora Ryssia?”. “Ah, tem lógica, pode
funcionar, vale a pena." – respondeu-lhe a médica.
A partir dali Dr. Moura aplicou a auto-hemoterapia, mas como
era uma coisa nova a ser feita num hospital, usou o que
chamou de uma dose brutal: tirou 20 (vinte) cc de sangue da
veia e aplicou 5 (cinco) cc em cada braço (deltóide) e 5
(cinco) em cada nádega, porque tinha que produzir um
resultado: “ou funcionava ou não funcionava, eu tinha que
chegar a uma conclusão” - decidiu. O médico narra que “A
melhora foi uma coisa espantosa. A paciente, que estava com
a pele como se fosse pele de jacaré, dura, caminhando para
uma morte terrível, a asfixia - porque não consegue respirar
mais; o pulmão não pode se expandir, porque o corpo fica
como um bloco de madeira; e, por incrível que pareça, trinta
dias depois, no dia 10 de outubro de 1976, a mulher saiu
andando do hospital.
OUTRAS INDICAÇÕES
Dr, Luiz Moura fala também sobre outras indicações da
auto-hemoterapia, assegurando que são muitas e enumera:
primeiro, todas as doenças infecciosas, de modo geral;
segundo, todas as doenças alérgicas, pois a auto-hemoterapia
tem o que ele define como um efeito maravilhoso na asma
brônquica, nas alergias cutâneas, em doenças que ainda não
se sabe bem o que são, por exemplo na psoríase, na qual
funciona maravilhosamente bem. Continuando a enumeração, diz
que a técnica é indicada nas doenças auto-imunes, que são
muitas hoje, citando Doença de Crohn, uma doença auto-imune
que destrói o intestino, os anticorpos e ataca o final do
intestino delgado. Revela que usou para Lupus, contando
sobre a paciente R.S., uma moça que ensina as crianças a
bailar em Caxias (Rio de Janeiro), que sofre de lúpus, porém
o mal está assintomático. “É como se tivesse curada. Ela
leva as crianças todo ano, patrocinado pela Itália, para
dançar lá na Itália; crianças de rua que ela ensina a
dançar. Essa moça eu tratei de lúpus, ela não podia, não
tinha condições de trabalhar e nem fazer nada”.
Conforme o relato do Dr. Moura, a auto-hemoterapia também dá
um excelente resultado em atrite reumatóide. Conta que tem
uma paciente da UFRJ, “uma funcionária de lá que estava
praticamente sem andar há 8 anos e com a auto-hemoterapia
ela está hoje normal. Ela sobe no meu consultório, pega
ônibus. Não tem mais problema nenhum”. Nas miastenias
graves, refere-se a um paciente que tem a sua idade. Aquela
paciente foi diagnosticada como miastenias graves em 1980,
no Instituto de Neurologia, na Av. Pasteur, e foi dado como
não tendo nada o que fazer, porque nada se fazia mesmo. “E
ela vem fazendo a auto-hemoterapia desde 1980. Ela é a única
sobrevivente de miastenias graves; de todos os pacientes que
tinham miastenias graves na época, não existe nenhuma viva,
só ela. E vai ao meu consultório com a filha, de ônibus.
Isso 24 anos depois”, completou.
DIVULGAÇÃO
O médico diz que “é realmente uma coisa incrível não se
divulgar um trabalho que beneficia e alivia o sofrimento de
tanta gente; em tantas direções, em tantas patologias, em
tantos tipos diferentes de doenças crônicas, e agudas
também”. E continua: “Eu, por exemplo, sei que estou errado
em não tomar vacina de idoso, mas como eu faço a
auto-hemoterapia acho que não preciso, porque eu tenho meu
Sistema Imunológico ativado. Não condeno não, ótimo que todo
mundo use a vacina de gripe. Eu não preciso, eu nem minha
mulher, pois fazemos a auto-hemoterapia e mantemos nosso
Sistema Imunológico ativado”. Avalia que “Então realmente é
um recurso terapêutico que tem uma amplitude enorme”.
“Em 1980 atendi uma senhora, funcionária da Petrobrás, cujo
serviço médico diagnosticou esclerodermia. Não tendo o que
fazer, decidiram então aposentá-la. Foi quando ela me
procurou, eu contei o caso de 4 anos antes - o caso de
esclerodermia da outra paciente do Hospital Cardoso Fontes.
Ela decidiu fazer o tratamento, e não tem sintoma nenhum,
até o dia de hoje (2004)”. Informava que a mulher só iria se
aposentar no ano de 2005, por tempo de serviço, 25 anos
depois de uma indicação de aposentadoria precoce.
COMPROVAÇÃO
Defende que “Então realmente é uma coisa que poderia mudar a
vida de muita gente, como mudou a vida dela. Imagine se ela
se aposentasse naquela altura, que aposentadoria ela teria
hoje? Que situação ela teria? Bom, provavelmente nem viva
ela estaria, se não tivesse feito esse tratamento”, garante.
“A auto-hemoterapia é um recurso que tem um número enorme de
aplicações, e que tem uma explicação científica de como
funciona. Não é algo a dizer que é misterioso, que é uma
magia, ou uma panacéia qualquer, não! Sabe-se como funciona”
- explica.
Observa também que “Os trabalhos anteriores, europeus, todos
eram na base do empirismo, ninguém tinha comprovado como
funcionava. Foi um brasileiro, o professor Jesse Teixeira,
que comprovou como funcionava, em 1940. Era para esse
tratamento ter sido divulgado e estar sendo usado, porque a
medicina se torna cada vez mais cara”. Avalia que “As
doenças que a auto-hemoterapia evita ocorrem muito na idade
avançada, o idoso está se tornando um paciente que
representa um peso muito grande nas despesas com saúde; e é
por isso que os planos de saúde cobram um absurdo dos
idosos, porque realmente eles custam muito caro para ser
mantidos com vida e relativa saúde”. Afirma que “é realmente
uma coisa muito valiosa esse tratamento. Eu espero que se
consiga ir divulgando e com o tempo isto será conseguido,
fazendo com que alguns colegas passem a usá-la, pressionados
pelos pacientes. A verdade é que quando se vêem os
resultados e não têm como explicar, saem pela tangente e
dizem ser remissão espontânea. É uma saída, para não admitir
que foi a auto-hemoterapia”.
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