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--- Walter Medeiros –
waltermedeiros@supercabo.com.br
O
presidente do Conselho Federal de Medicina - CFM, Roberto
Luiz D’Ávila enviou mais uma resposta evasiva que é mais uma
prova do desrespeito com que trata a saúde dos brasileiros e
especificamente o assunto Auto-hemoterapia. Ao invés de
providenciar a revisão do parecer superficial e incompleto
que a entidade emitiu em 2007 e tratar de forma correta o
tema, foi enviado ao Deputado Federal Paulo Wagner – PV/RN
um ofício com a mesma afirmação ultrapassada de que o
assunto estaria abordado naquele documento e que dá
conhecimento do assunto ao referido parlamentar.
A resposta vazia do CFM está disposta no
Ofício CFM Nº 1450/2011 – PRESI, datado de 16 de maio de
2011, em resposta ao Ofício Nº 252/2011/DPW. Diz do Ofício:
“Em referência aos termos do ofício supramencionado,
protocolado neste Conselho sob o nº 003755/2011, mediante o
qual Vossa Excelência encaminha expediente sobre
“auto-hemoterapia”, encaminhamos cópia do Parecer CFM nº
12/07, que aborda o assunto, para seu conhecimento”. Diz
ainda o documento: “Aproveitamos o ensejo para informar a
Vossa Excelência que a Câmara Técnica de Hematologia do CFM
encontra-se em pleno funcionamento”.
Como se sabe, o expediente do Deputado
Paulo Wagner não solicitava cópia do Parecer nº 12/2007 nem
indagava sobre funcionamento da Câmara Técnica de
Hematologia. Parece que como forma de ganhar tempo o CFM – a
Anvisa age de forma idêntica – vai mandando essa resposta
que nada diz de novo, por sentir que a liberação do uso da
auto-hemoterapia no Brasil é algo que está entrando na ordem
do dia. Devem perceber que com certeza a liberação virá, a
despeito de toda arrogância e arbitrariedade praticada por
aqueles órgãos, que deviam, ao contrário, esclarecer os
efeitos e a eficácia da técnica.
Como achar que o Deputado precisava
tomar conhecimento do Parecer nº 12/2007, se o parlamentar
aborda o assunto em seu expediente tratando da revisão do
referido documento? A impressão que fica é a de que o
presidente do CFM não leu o expediente do citado
representante do povo brasileiro. Ao contrário dessa
resposta vazia, o CFM devia responder aos questionamentos do
deputado, que fez suas as palavras dos defensores da
auto-hemoterapia, segundo as quais o parecer Nº 12/2007
precisa ser reavaliado, pois é comprovadamente superficial e
já foi até modificado em seu conteúdo, quando o CFM voltou
atrás para admitir a auto-hemoterapia através do Tampão
Sanguíneo Peridural.
Como se sabe, auto-hemoterapia é uma
técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue
da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem
salvando vidas há mais de cem anos, mas está proibida de
forma muito mal explicada pelos órgãos de saúde.
No nosso expediente ao parlamentar
afirmamos que os usuários da auto-hemoterapia esperam que o
trabalho da Câmara Técnica de Hematologia no que se refere à
auto-hemoterapia seja realizado com bom senso, para pôr fim
à truculência com que o assunto vem sendo tratado até agora.
Mas o CFM não faz referência a este método que vem
utilizando. Defendemos também que se essa técnica não tem
todos os requisitos burocráticos que o CFM exige, que se
encontre a forma de alcançá-los. Nada respondido também a
esse respeito. Ainda é tempo daquela entidade observar que
uma das coisas mais certas que se pode afirmar é que a
eficácia da auto-hemoterapia nunca foi questionada; tudo que
conseguem alegar é que não estaria comprovada
cientificamente. Evito usar o verbo lamentar, mas esta
resposta não comportaria outra definição. É lamentável.
*Jornalista
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