June de 2010

Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.


INFORMAÇÕES SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA, A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE


26.03.2010

AUTO-HEMOTERAPIA: EM BUSCA DA COMPROVAÇÃO

--- Walter Medeiros* waltermedeiros@supercabo.com.br

A revista FOCO, do Rio Grande do Norte, traz em sua edição número 160 – páginas 34/35, matéria com o título “Será o fim dos remédios? – Casos excepcionais de cura graças a auto-hemoterapia... e a polêmica (resistência) formada entre a classe médica”. A matéria mostra a opinião de um médico hematologista radicalmente contrário, seguida de três depoimentos impressionantes de pessoas que obtiveram resultados confortadores com o uso da técnica. Como sempre ocorre, o médico se apega a detalhes burocráticos para tentar esconder a realidade, que vem mostrando os efeitos da auto-hemoterapia na cura de inúmeras doenças.

A matéria assinada pela jornalista Micheline Borges começa mostrando que “O médico hematologista, especialidade que trata das doenças relacionadas ao sangue, Marcos Leão, é radicalmente contra a Auto-hemoterapia, uma técnica simples e polêmica que consiste na retirada do sangue da veia e reaplicação imediata no músculo do paciente, e que ao longo dos anos tem dado resultados positivos, inclusive no combate ao câncer”. Conforme já estamos acostumados a ver nas respostas dos que são contra a técnica, o médico afirma à revista que “A falha, segundo ele, está na ausência de respaldo científico”.

CERTEZAS

Trata-se de uma reação que não responde ao questionamento que vem sendo posto, pois a pesquisa científica vai tão somente comprovar a eficácia. O que não existe ainda são os procedimentos que os órgãos de classe exigem para confirmar a eficácia. Porém a inexistência desses procedimentos não é suficientes para dizer que a auto-hemoterapia não teria efeito. No máximo, o que ele poderia afirmar, é que não tem as certezas que uma pesquisa científica nos moldes adotados atualmente poderá oferecer.

Mas a matéria prossegue afirmando que “Apesar dos inúmeros depoimentos favoráveis à técnica, não há nada até hoje que comprove a sua eficácia”. Outra reação exagerada, pois existe, sim, comprovação, pelo menos no caso do Tampão Sanguíneo Peridural, conforme declarou o próprio Conselho Federal e Medicina, bem como no caso do Plasma Rico em Plaquetas – PRP e de pesquisa que o CFM insiste em ignorar. E com certeza muitas outras comprovações virão. Diz em seguida a matéria: “E é justamente nesse ponto que a classe médica sustenta a opinião contrária a Autohemoterapia”. Aqui cabe observar que a classe médica não é toda contrária à auto-hemoterapia. Existe um número cada vez mais crescente de médicos que defendem a auto-hemoterapia, o seu uso ou a realização de pesquisas para comprovar a sua eficácia.

HISTÓRIA

“Segundo Dr. Marcos Leão – continua a matéria – a Autohemoterapia vai de encontro a tudo o que já se pesquisou na medicina desde que foi criada a Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia (hoje faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro), pelo príncipe regente, D. João, em 1808”. Esta estratégia de tentar generalizar e desqualificar já foi percebida pela população. Não basta o entrevistado afirmar, para a técnica perder seu valor. Sua afirmação é apenas um grupo de palavras que em nada afetam a eficácia da auto-hemoterapia. Aliás, coincidentemente desde perto daquela época por ele citada já havia estudo sobre auto-hemoterapia. É de se lamentar que um médico especialista em hematologia desconheça tudo isso.

Diz mais: “Como posso acreditar numa coisa cuja maior biblioteca científica virtual do mundo não traz registro algum? Nunca se viu nenhum texto ou publicação a respeito da Autohemoterapia” – questiona Dr. Marcos. Estas colocações mostram que ele não prestou atenção no Parecer do Conselho Federal de Medicina sobre o assunto, pois lá estão citados 91 trabalhos, bem como o Dr. Alex Botsaris em artigo na Via Estelar afirmou que existem 106 outros artigos em outra base de dados. Dr. Botsaris contesta o Parecer do CFM afirmando que “não é verdade que a auto-hemoterapia não tenha comprovação científica”.

ESTATÍSTICAS ?

Diz ainda a matéria que “Esse é o posicionamento de oito entre dez médicos sobre a técnica defendida e difundida por um médico do Rio de Janeiro, o Dr. Luiz Moura, há pelo menos 29 anos”. Não é dito de onde veio essa estatística – 8 entre 10 médicos – pois não foi citada a fonte de nenhuma pesquisa que questionasse os médicos sobre o que acham da auto-hemoterapia.  “E a justificativa não termina por aí.  – acrescenta a revista, continuando: “Segundo o hematologista potiguar qualquer procedimento médico, sem nenhuma intervenção, tem 20 a 30% de chances de cura. É o famoso efeito placebo. O organismo tem uma reação espontânea em relação à doença. Para ele, essa pode ser a explicação mais sensata para os casos bem sucedidos atribuídos a Autohemoterapia. Trata-se de outra colocação que já foi bastante derrubada, pois a técnica funciona bem e comprovada cientificamente em animais. Será que os animais também são passíveis do efeito placebo? Por outro lado, o entrevistado ignora completamente algo muito importante da sua própria área, que é o efeito da aplicação do sangue da própria pessoa no músculo, que multiplica a quantidade de macrófagos, aumentando as defesas do organismo.

OPINIÃO

Continuando, a matéria registra que “Ao longo de toda a entrevista, concedida à Revista Foco, o médico se manteve irredutível, apesar dos inúmeros casos de pessoas idôneas da nossa sociedade que atribuem a cura de determinadas doenças a “injeção de sangue”, como é popularmente conhecida. Existem médicos que procuram enxergar logo os fatos, mas outros preferem a comprovação dos métodos estabelecidos. Certamente ele mudará de opinião quando as outras comprovações chegarem.

Quando indagado sobre a acusação dos defensores da Autohemoterapia de que a classe médica não apoiava o tratamento, porque o mesmo provocaria uma “quebradeira” geral nos laboratórios de medicamentos e, automaticamente, ao fim de algumas benesses concedidas aos médicos, como viagens gratuitas e congressos pagos por essas multinacionais, além de vantagens financeiras, Marcos Leão foi enfático: “Esse é o tipo do pensamento desonesto. Não posso me sentir atingido por esse questionamento porque, simplesmente, não prescrevo remédio pensando em receber algo em troca de A ou de B”. Não, Doutor, não se trata de pensamento desonesto. Desonestos são aqueles que se submetem ao poder econômico dos laboratórios. O Senhor declara que age corretamente, e acreditamos na sua correção e honradez, pelo que merece todo respeito da sociedade. Mas o fato de o Senhor ser honesto e honrado não exclui a desonestidade de outros, que já foi denunciada.

QUESTIONAMENTOS

Algo mais grave, no entanto, é opinado pelo médico, segundo a revista: “O pior, segundo o médico potiguar não é isso. O mais grave é a consequência que o tratamento pode provocar no paciente. O sangue é o maior meio de cultura – crescimento bacteriano – existente no organismo. Na hora que você o retira da veia e injeta fora do vaso isso pode favorecer a uma série de infecções e inflamações”. Ora, se ele quer comprovação científica da eficácia da auto-hemoterapia, precisa, para combatê-la, comprovar cientificamente que o seu uso provoca os males que alega. Entretanto, o que se sabe é que em mais de 100 anos de uso da técnica nunca houve qualquer efeito nocivo resultante da sua aplicação.

Além do mais, todas as terapias e tratamentos que existem e são comprovados cientificamente, antes eram questionados. Por isto, não há nada demais em levantar dúvidas sobre a eficácia da auto-hemoterapia. Desde que sejam formuladas as questões de forma objetiva e não generalizando para tentar concluir contra a eficácia da técnica.

CONFORTO

Logo em seguida à entrevista, a revista publica três depoimentos de usuários, dos quais destacamos o da Dona Maria da Salete Fonseca (64), que tem vivenciado ao longo dos últimos 12 meses uma experiência confortadora. Vítima de artrose no joelho e na coluna, ela se submeteu a uma tomografia cujo diagnóstico a colocava numa cadeira de rodas. De fato ela quase chegou lá. Católica praticante, para ir à igreja, localizada a apenas 300 metros de casa, precisava parar duas vezes para descansar. Caminhava sempre com dificuldade. Subir escada, então, nem pensar.

"Até que eu fui apresentada a injeção do sangue por uma menina da pastoral do batismo da minha Igreja, aqui no conjunto Ponta Negra (Natal/RN). Ela fazia, a mãe que tinha problema de pele também, e quem aplicava era uma sobrinha que é médica. Até aí não me convenci", conta Salete. Tempos depois, no encontro de casais da Igreja, um dentista deu-lhe de presente um DVD com a apresentação de Dr. Luiz Moura e tudo o que ela precisava saber sobre o tratamento. Aderiu às injeções e na quarta sessão já sentiu o corpo respondendo com mais eficácia aos seus comandos.

"O momento mais emocionante foi quando consegui me ajoelhar novamente na Igreja. Foi um momento de muita fé e esperança de cura". Hoje Salete mostra uma vitalidade impressionante. Faz as tarefas de casa com habilidade, sobe e desce degraus com facilidade. "Não digo que estou totalmente curada, mas me locomovo muito bem. Se não fosse a Autohemoterapia estava numa cadeira de rodas", diz. A aposentada faz uma aplicação por semana, com uma pausa a cada período de dois meses.

*Jornalista – DRT/RN 468


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