--- Walter Medeiros*
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A revista FOCO, do Rio Grande
do Norte, traz em sua edição número 160 – páginas 34/35, matéria com
o título “Será o fim dos remédios? – Casos excepcionais de cura
graças a auto-hemoterapia... e a polêmica (resistência) formada
entre a classe médica”. A matéria mostra a opinião de um médico
hematologista radicalmente contrário, seguida de três depoimentos
impressionantes de pessoas que obtiveram resultados confortadores
com o uso da técnica. Como sempre ocorre, o médico se apega a
detalhes burocráticos para tentar esconder a realidade, que vem
mostrando os efeitos da auto-hemoterapia na cura de inúmeras
doenças. |

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A matéria assinada pela jornalista
Micheline Borges começa mostrando que “O médico hematologista,
especialidade que trata das doenças relacionadas ao sangue, Marcos Leão,
é radicalmente contra a Auto-hemoterapia, uma técnica simples e polêmica
que consiste na retirada do sangue da veia e reaplicação imediata no
músculo do paciente, e que ao longo dos anos tem dado resultados
positivos, inclusive no combate ao câncer”. Conforme já estamos
acostumados a ver nas respostas dos que são contra a técnica, o médico
afirma à revista que “A falha, segundo ele, está na ausência de respaldo
científico”.
CERTEZAS
Trata-se de uma reação que não
responde ao questionamento que vem sendo posto, pois a pesquisa
científica vai tão somente comprovar a eficácia. O que não existe ainda
são os procedimentos que os órgãos de classe exigem para confirmar a
eficácia. Porém a inexistência desses procedimentos não é suficientes
para dizer que a auto-hemoterapia não teria efeito. No máximo, o que ele
poderia afirmar, é que não tem as certezas que uma pesquisa científica
nos moldes adotados atualmente poderá oferecer.
Mas a matéria prossegue afirmando
que “Apesar dos inúmeros depoimentos favoráveis à técnica, não há nada
até hoje que comprove a sua eficácia”. Outra reação exagerada, pois
existe, sim, comprovação, pelo menos no caso do Tampão Sanguíneo
Peridural, conforme declarou o próprio Conselho Federal e Medicina, bem
como no caso do Plasma Rico em Plaquetas – PRP e de pesquisa que o CFM
insiste em ignorar. E com certeza muitas outras comprovações virão. Diz
em seguida a matéria: “E é justamente nesse ponto que a classe médica
sustenta a opinião contrária a Autohemoterapia”. Aqui cabe observar que
a classe médica não é toda contrária à auto-hemoterapia. Existe um
número cada vez mais crescente de médicos que defendem a
auto-hemoterapia, o seu uso ou a realização de pesquisas para comprovar
a sua eficácia.
HISTÓRIA
“Segundo Dr. Marcos Leão –
continua a matéria – a Autohemoterapia vai de encontro a tudo o que já
se pesquisou na medicina desde que foi criada a Escola de Anatomia,
Medicina e Cirurgia (hoje faculdade de Medicina da Universidade Federal
do Rio de Janeiro), pelo príncipe regente, D. João, em 1808”. Esta
estratégia de tentar generalizar e desqualificar já foi percebida pela
população. Não basta o entrevistado afirmar, para a técnica perder seu
valor. Sua afirmação é apenas um grupo de palavras que em nada afetam a
eficácia da auto-hemoterapia. Aliás, coincidentemente desde perto
daquela época por ele citada já havia estudo sobre auto-hemoterapia. É
de se lamentar que um médico especialista em hematologia desconheça tudo
isso.
Diz mais: “Como posso acreditar
numa coisa cuja maior biblioteca científica virtual do mundo não traz
registro algum? Nunca se viu nenhum texto ou publicação a respeito da
Autohemoterapia” – questiona Dr. Marcos. Estas colocações mostram que
ele não prestou atenção no Parecer do Conselho Federal de Medicina sobre o
assunto, pois lá estão citados 91 trabalhos, bem como o Dr. Alex Botsaris em artigo na Via Estelar afirmou que existem 106 outros artigos
em outra base de dados. Dr. Botsaris contesta o Parecer do CFM afirmando
que “não é verdade que a auto-hemoterapia não tenha comprovação
científica”.
ESTATÍSTICAS ?
Diz ainda a matéria que “Esse é o
posicionamento de oito entre dez médicos sobre a técnica defendida e
difundida por um médico do Rio de Janeiro, o Dr. Luiz Moura, há pelo
menos 29 anos”. Não é dito de onde veio essa estatística – 8 entre 10
médicos – pois não foi citada a fonte de nenhuma pesquisa que
questionasse os médicos sobre o que acham da auto-hemoterapia. “E a
justificativa não termina por aí. – acrescenta a revista, continuando:
“Segundo o hematologista potiguar qualquer procedimento médico, sem
nenhuma intervenção, tem 20 a 30% de chances de cura. É o famoso efeito
placebo. O organismo tem uma reação espontânea em relação à doença. Para
ele, essa pode ser a explicação mais sensata para os casos bem sucedidos
atribuídos a Autohemoterapia. Trata-se de outra colocação que já foi
bastante derrubada, pois a técnica funciona bem e comprovada
cientificamente em animais. Será que os animais também são passíveis do
efeito placebo? Por outro lado, o entrevistado ignora completamente algo
muito importante da sua própria área, que é o efeito da aplicação do
sangue da própria pessoa no músculo, que multiplica a quantidade de
macrófagos, aumentando as defesas do organismo.
OPINIÃO
Continuando, a matéria registra
que “Ao longo de toda a entrevista, concedida à Revista Foco, o médico
se manteve irredutível, apesar dos inúmeros casos de pessoas idôneas da
nossa sociedade que atribuem a cura de determinadas doenças a “injeção
de sangue”, como é popularmente conhecida. Existem médicos que procuram
enxergar logo os fatos, mas outros preferem a comprovação dos métodos
estabelecidos. Certamente ele mudará de opinião quando as outras
comprovações chegarem.
Quando indagado sobre a acusação
dos defensores da Autohemoterapia de que a classe médica não apoiava o
tratamento, porque o mesmo provocaria uma “quebradeira” geral nos
laboratórios de medicamentos e, automaticamente, ao fim de algumas
benesses concedidas aos médicos, como viagens gratuitas e congressos
pagos por essas multinacionais, além de vantagens financeiras, Marcos
Leão foi enfático: “Esse é o tipo do pensamento desonesto. Não posso me
sentir atingido por esse questionamento porque, simplesmente, não
prescrevo remédio pensando em receber algo em troca de A ou de B”. Não,
Doutor, não se trata de pensamento desonesto. Desonestos são aqueles que
se submetem ao poder econômico dos laboratórios. O Senhor declara que
age corretamente, e acreditamos na sua correção e honradez, pelo que
merece todo respeito da sociedade. Mas o fato de o Senhor ser honesto e
honrado não exclui a desonestidade de outros, que já foi denunciada.
QUESTIONAMENTOS
Algo mais grave, no entanto, é
opinado pelo médico, segundo a revista: “O pior, segundo o médico
potiguar não é isso. O mais grave é a consequência que o tratamento pode
provocar no paciente. O sangue é o maior meio de cultura – crescimento
bacteriano – existente no organismo. Na hora que você o retira da veia e
injeta fora do vaso isso pode favorecer a uma série de infecções e
inflamações”. Ora, se ele quer comprovação científica da eficácia da
auto-hemoterapia, precisa, para combatê-la, comprovar cientificamente
que o seu uso provoca os males que alega. Entretanto, o que se sabe é
que em mais de 100 anos de uso da técnica nunca houve qualquer efeito
nocivo resultante da sua aplicação.
Além do mais, todas as terapias e
tratamentos que existem e são comprovados cientificamente, antes eram
questionados. Por isto, não há nada demais em levantar dúvidas sobre a
eficácia da auto-hemoterapia. Desde que sejam formuladas as questões de
forma objetiva e não generalizando para tentar concluir contra a
eficácia da técnica.
CONFORTO
Logo em seguida à entrevista, a
revista publica três depoimentos de usuários, dos quais destacamos o da
Dona Maria da Salete Fonseca (64), que tem vivenciado ao longo dos
últimos 12 meses uma experiência confortadora. Vítima de artrose no
joelho e na coluna, ela se submeteu a uma tomografia cujo diagnóstico a
colocava numa cadeira de rodas. De fato ela quase chegou lá. Católica
praticante, para ir à igreja, localizada a apenas 300 metros de casa,
precisava parar duas vezes para descansar. Caminhava sempre com
dificuldade. Subir escada, então, nem pensar.
"Até que eu fui apresentada a
injeção do sangue por uma menina da pastoral do batismo da minha Igreja,
aqui no conjunto Ponta Negra (Natal/RN). Ela fazia, a mãe que tinha
problema de pele também, e quem aplicava era uma sobrinha que é médica.
Até aí não me convenci", conta Salete. Tempos depois, no encontro de
casais da Igreja, um dentista deu-lhe de presente um DVD com a
apresentação de Dr. Luiz Moura e tudo o que ela precisava saber sobre o
tratamento. Aderiu às injeções e na quarta sessão já sentiu o corpo
respondendo com mais eficácia aos seus comandos.
"O momento mais emocionante foi
quando consegui me ajoelhar novamente na Igreja. Foi um momento de muita
fé e esperança de cura". Hoje Salete mostra uma vitalidade
impressionante. Faz as tarefas de casa com habilidade, sobe e desce
degraus com facilidade. "Não digo que estou totalmente curada, mas me
locomovo muito bem. Se não fosse a Autohemoterapia estava numa cadeira
de rodas", diz. A aposentada faz uma aplicação por semana, com uma pausa
a cada período de dois meses.
*Jornalista – DRT/RN 468