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Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e
cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no
músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço
é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do
RJ.
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PARTICIPE DO FORUM AUTO-HEMOTERAPIA
(AUTO-HEMO) ( http://inforum.insite.com.br/66763/)
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17.03.2011
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Blog Luis Nassif aborda auto-hemoterapia
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O tema
auto-hemoterapia teve grande repercussão no blog “Luis
Nassif Online”, onde foi postado pelo jornalista Luis Nassif
no último dia 15, terça-feira. Pelo menos 222 comentários
foram registrados, o que demonstra o interesse da população
brasileira pelo assunto. A mensagem de abertura começava com
uma indagação seguida da resposta: “AUTO-HEMOTERAPIA, VOCÊ
CONHECE ? (Luiz Moura) É um recurso terapêutico de baixo
custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e
aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema
Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo
organismo”.
Em seguida foi apresentado um
texto que sintetizava o tema: “SUMÁRIO A técnica é simples:
retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do
cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada
acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml a
20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O
sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido
extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo,
estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais
monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem
então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do
sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de
5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%.
Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5%”.
Como se sabe, os 5% são atingidos no sétimo dia.
Uma Breve História da
Auto-hemoterapia escrita por Walter Medeiros foi incluída no
blog, que pode ser visitado através do link
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-auto-hemoterapia
.
EFICÁCIA
Uma Breve História da Auto-hemoterapia
escrita por Walter Medeiros foi incluída no blog, que pode
ser visitado através do link
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-auto-hemoterapia
. Entre as mensagens enviadas muitas elogiavam o fato de ter
sido aberto espaço para abordagem do tema, embora algumas
criticassem a atitude do jornalista. Muitas delas
apresentaram opiniões e informações sobre a forma de
comprovar a eficácia e foram publicados também depoimentos
de pessoas que obtiveram êxito usando a técnica.
Enviamos uma mensagem na qual observamos
que os órgãos responsáveis pela saúde no
Brasil vêm dizendo que a auto-hemoterapia não tem
comprovação científica. Mas nunca disseram que a técnica não
seria eficaz. Só dizem que a eficácia não está comprovada, o
que, aliás, não é verdade em muitos casos. Para dizer que
algo não é eficaz, precisa também comprovar que não
funcionou. Podem dizer até que não tem comprovação
científica nos padrões dos órgãos aos quais compete tratar
do assunto. Mas não podem dizer que não tem eficácia; até
porque a eficácia está sendo comprovada diariamente pelos
usuários. Podem dizer, portanto, que a eficácia não estaria
comprovada, mas não podem negá-la. Em meio a tudo isso,
deviam assumir as suas reais obrigações e criar condições
para a realização de pesquisas, para tirar todas as dúvidas.
REMÉDIO
Um dos participantes, de nome Euripedes,
opinou que “O problema é que não gasta
remédio. Só seringa e agulha. Não é rentável para os
laboratórios. E num sistema capitalista, o que não gera
lucro não é bom! Bom mesmo são os tamiflus da vida”. Um
participante chamado Luiz Bento disse que “É realmente uma
pena o Nassif novamente abrindo espaço para a pseudo
ciência”. Por outro lado, uma mensagem de
Orlando Soares Varêda afirmava: “Eh... interessante. Sei
não. Mas, o curioso para mim, é o fato de não haver
registros de graves efeitos colaterais, acidentes e contra
indicações agudas contra o procedimento, mesmo entre os que
condenam a terapia. Creio, não me opor a experimentar assim
que surja uma oportunidade”.
Aluysio, outro internauta que enviou
mensagem, diz que “Enquanto o autismo reacionário de certos
médicos (pois já há muitos que pesquisam, comprovam e adotam
a AHT) ainda tenta levar ao ridículo uma prática que é
comprovadamente eficaz, como o demonstram as dezenas de
milhares de relatos de sucesso de seus praticantes, a
população cada vez mais adere à técnica, pois basta que se
consiga alguém que saiba puncionar uma veia e aplicar uma
injeção. E isso acontece na razão direta da decepção com uma
medicina cara e mercantilizada, que age como um credo
religioso e fanático, recusando-se a pesquisar a técnica,
mesmo diante da magnitude das evidências em favor da mesma”.
LITERATURA
Eduardo Simon enviou mensagem na qual
faz algumas ponderações do ponto de vista científico,
apresentando explicações sobre um tipo de pesquisa
epidemiológica clínica chamada "ensaio clínico randomizado
duplo-cego”, que serve para saber se a técnica é benéfica ou
maléfica, ou nenhuma das duas.
Por outro lado, Alarcon fez ponderações
baseadas em um cientista da vanguarda da ciência no Brasil,
mas que não citou o nome, segundo as quais a técnica deve
ser usada sob prescrição e acompanhamento médico. Só que no
Brasil os médicos estão proibidos de aplicá-la, embora a
auto-hemoterapia tenha sido usada sem problemas até quatro
anos atrás. O cientista citado garante que “Há sim vasta
literatura, em diversos idiomas, que já permitem à ANVISA e
ao CRM permitirem que a técnica seja aplicada e evolua. Se
não o fazem é por lentidão, incompetência ou outras causas
desconhecidas”.
Mesmo apresentando toda uma séria de
aspectos que precisam ser observados, o internauta Alarcon
afirma que conheceu, usou e obteve 100% de êxito com a
auto-hemoterapia.
Comentando a mensagem de Alarcon, o
internauta Morales defendeu a aplicação de método
científico, ressaltando que “a partir do conhecimento
tradicional, se se aplica a ciência, pode-se obter
conhecimento muito mais aprofundado em muito menos tempo”.
QUESTIONAMENTOS
M. Fetha enviou várias mensagens, entre
elas uma na qual mostra que “Os órgãos regulamentadores da
Saúde no Brasil, como CFM, SBHH, Ministério da Saúde,
ANVISA, não reconhecem a auto-hemoterapia como um
procedimento médico, e ainda condenam a técnica, alegando
que importantes “riscos” devam ser considerados” e indaga:
“Quais riscos? Existe alguma queixa ou registro de caso
verídico nestes órgãos, que possa desabonar a AHT? Existe
algum estudo comprovado para tais alegações de riscos?”
Comenta a falta de recomendações desses órgãos aos
portadores de doenças auto-imunes e ou crônicas, como Mal de
Crohn, Esclerodermia, furunculose, entre outras, pois
existem muitas enfermidades em cujo tratamento foi atestada
a eficácia, segurança e inocuidade da AHT.
Apresentou em seguida outras indagações:
“Recomendam estes órgãos, que portadores destas doenças
devam continuar doentes, haja vista que os casos acima
citados possuem documentação que comprovam exatamente o
oposto do que afirmam estes órgãos? E o que fazer com a
experiência de 60 anos do Dr. Luiz Moura com a AHT? Deveria
continuar sendo totalmente ignorada, como tem sido até o
momento? A Auto-hemoterapia é um procedimento centenário. E
são quase 4 anos de proibição (somente no Brasil). Onde
estão os casos de riscos? Onde estão os atestados de óbitos?
Onde estão os casos que confirmem as suposições e temores,
nos quais se justificam e se apoiam estes órgãos? E como
reclamam pesquisas e estudos que poderiam esclarecer de vez
esta questão, quem deveria fazer estes estudos? Os
defensores da terapia? Ou os mesmos órgãos que insistem em
continuar desabonando a terapia?
Continuando sua reclamação, M. Fetha
relata: “E como se não bastasse a falta de argumentos que
realmente pudessem justificar as suas alegações, chega-se ao
absurdo de mencionar efeito psicológico (placebo) para
“explicar” os milhares de casos de beneficiados com a AHT,
enquanto a terapia é usada amplamente na Medicina
Veterinária”, concluindo que “Em suma, nada plausível e nada
de concreto têm estes órgãos para continuarem com esta
situação inaceitável, proibindo e ameaçando profissionais de
saúde de fazer uso da técnica, que já está ‘mais do que
comprovada’ na prática”.
PLASMA
O internauta Antônio, por sua vez,
ponderou que seu comentário não era uma defesa da
auto-hemoterapia, que a seu ver “realmente carece de maiores
pesquisas, mas que talvez não seja tão placebo assim”, para
registrar que “Há alguns anos, dentistas observaram que
pacientes em tratamento contra o câncer que recebiam
transfusões de plasma apresentavam aceleração considerável
no tempo de cicatrização em cirurgias bucais. Descobriram
que as plaquetas, além da função ‘primária’ de coagulação
sanguínea, também liberavam fatores de crescimento que
ajudam no processo de cicatrização. A partir desta
descoberta, foi desenvolvida uma técnica utilizando plasma
rico em plaquetas - onde o sangue do paciente é retirado e
centrifugado para obtenção de plaquetas, formando um "gel"-
que é utilizada para aceleração da formação óssea em
pacientes (principalmente em implantodontia)”.
“O plasma rico em plaquetas passou a ser
utilizado também pela medicina. As cirurgias nos joelhos do
Ronaldo fenômeno são exemplos famosos. Pode ser que o PRP
seja uma "sofisticação" da AH. Nesta, todos os componentes
do sangue são injetados, enquanto naquela, apenas um
concentrado onde há maior abundância e maior eficiência na
utilização dos fatores de crescimento”, escreveu.
QUALIDADE
Mais adiante, Alfredo Machado defendeu
que “Pelo padrão da discussão, uma quantidade significativa
de comentaristas que confessam o uso da técnica versus uns
poucos médicos a contra-indiciarem a auto-hemoterapia com um
tipo de discurso que conheço de longa data, além de
comentários sugerindo a precaução da técnica com médicos, ou
seja, os médicos a praticam, tudo indica que, tomados os
devidos cuidados, a técnica é boa”.
Em seguida Shayene fala que “Para quem
diz que existe placebo em animais, isso já é apelar demais
só prá desabonar uma técnica que esta deixando
os barões da saúde em polvorosa . Chega a ser
lamentável o que vemos aqui”.
RELATOS
O tópico auto-hemoterapia do blog Luis
Nassif Online recebeu também muitos relatos de pessoas que
se trataram e obtiveram êxito com o uso da auto-hemoterapia.
A mensagem de VIVI afirma: “Eu venho usando há cerca de 3
meses, e notei melhoras significativas na minha imunidade.
Nas próximas semana irei me submeter a uma bateria de exames
e poderei constatar, de maneira mais concreta, os efetivos
benefícios”.
“Como Delegada de Polícia, reputo a
prova material a melhor delas, pois a testemunhal é,
vulgarmente, conhecida como a “prostituda das provas”. É
aquele ditado: mata-se a cobra e mostra-se o pau. Assim,
veja a comprovação de que a Auto-Hemoterapia é uma prática
benfazeja à humanidade. Eis aí os laudos comprobatórios da
presença de enorme cisto ovariano e, em seguida, o laudo do
seu desaparecimento. Digo e comprovo porque a protagonista
SOU EU!”. Este o relato de Genaura Tormin, cujos laudos
estão no link
http://genaura.blogspot.com/2009/10/comprovacao-sobre-os-efeitos-da-auto.html
. Seu relato completo está no site
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/387723 .
Foi publicado também relato de Ligia da
Luz Posser, 60 anos, de Cenala-RS, que diz: “Sou filha de
médico, mãe de médico, e com muitos médicos na família, meu
pai, em 1948 já fazia Auto-hemo em pacientes antes de
cirurgias, mas os Laboratórios, por interesses proíbem,
claro, imunidade a custo zero… Meu marido teve câncer, e nós
dois fazemos Auto-hemo há mais de 2 anos sem parar, com
ótima saude…”.
Silas R., 52 anos, diz que “Por mais de
dez anos tive sinusites recorrentes, tomando antibióticos
pelo menos 4 x ano. Há dois iniciei a autohemoterapia, as
crises foram espaçando, há um não tomo mais antibiótico,
melhora palpável da qualidade de vida. Classifico as
opiniões contrárias ao tratamento como ideologia médica, e
esta não tem cura”.
Julio Guerra conta que com menos de dez
sessões curou uma psoríase. Isso foi em 1987. Em 2005 uma
dermatologista recomendou que tomasse sporanox para combater
fungos no dedo do pé. “Sofri horrores com este remédio. Era
inverno e no verão seguinte eu ainda estava de lengalenga
com sporanox sem nenhuma melhora visível. Lembrei então da
AHT mas não houve quem aceitasse aplicar AHT em mim. Uma
enfermeira mais chegada comentou que isso acontecia
simplesmente porque é proibido e que nem mesmo ela, minha
amiga faria. Resultado : eu mesmo comprei seringas e tive
que aprender a me auto-aplicar. Acabei descobrindo que não é
tão difícil assim para quem tem sangue frio. Em três meses e
seis aplicações, não só a unha do pé estava branquinha,
perfeita, limpinha, mas também minha insônia tinha diminuído
e eu acordava com mais disposição.
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Dr. Moura explica que Auto-hemoterapia tem
ação muito ampla
A
exposição que o Dr. Luiz Moura fez sobre Auto-hemoterapia,
uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de
sangue da veia e aplicação imediata no músculo, ressalta que
se trata de um recurso que tem uma amplitude da ação muito
grande. Ela atua sobre o Sistema Imunológico de um modo
geral, quadruplicando uma área daquele que é o Sistema
Retículo-Endotelial, aumentando os macrófagos de 5% para
22%.
“A auto-hemoterapia, aumentando o
número de macrófagos, faz com que todo o sistema de atuação
dos agressores que ocorrem no organismo - seja de vírus,
seja de bactérias, seja de células anormais, pré-cancerosas
- tudo isso possa ser inibido pela ativação do Sistema
Imunológico”, explica o médico, afirmando que “Realmente a
auto-hemoterapia tem uma aplicação muito ampla, além de que
constatei que ela atua numa área do sistema nervoso, que é a
área do sistema nervoso autônomo”. Segundo ele, a técnica
“organiza o sistema vago simpático e com isso dá uma
tranqüilidade maior às pessoas”.
HIPERTENSÃO
A explanação do médico Luiz Moura
diz que “As pessoas tensas tendem a ser simpaticotônicas, e
isso causa contração vascular, e isso favorece a
hipertensão. A auto-hemoterapia vai manter sob controle a
pressão, mantendo o equilíbrio correto entre o sistema vago
- que dilata os vasos - e o sistema simpático, que contrai”.
Diz também que “É uma outra ajuda,
junto com outros recursos. É um auxiliar no combate à
hipertensão, que é uma doença que atinge bilhões de pessoas
no mundo, devido às tensões do stress da vida moderna, do
medo, da insegurança”, observando que “Hoje a hipertensão
está se tornando um problema de saúde pública muito grave. E
a auto-hemoterapia, pelo menos equilibrando o sistema
neurovegetativo, já contribui para que as conseqüências da
hipertensão sejam menos graves”.
ANTICORPOS
Indagado se a auto-hemoterapia é
sempre benéfica, Dr. Moura é taxativo, garantindo: “Sempre.
Porque o mínimo que se pode dizer é que existe uma curva. O
Sistema Imunológico cresce a partir do nascimento. A criança
nasce com o Sistema Imunológico praticamente não funcionante.
Ela recebe a última carga da placenta quando esta se contrai
e joga uma quantidade enorme de anticorpos para dentro da
criança. Durante seis meses ela vive protegida por estes
anticorpos que ela recebeu da mãe”.
Ele defende que “Seria o caso de,
durante a gravidez, a mulher fazer a auto hemoterapia, para
que a criança nasça com o Sistema Imunológico
potencializado”, considerando que “Terminando esse período
de seis meses é que começam as doenças infantis, exatamente
porque terminou a reserva imunológica da criança. A criança
começa então a construir o seu próprio Sistema Imunológico,
lutando contra os agressores que estão em volta. Neste
período começa o programa de vacinação”. Segundo suas
explicações, “A vacina produz o mesmo efeito das agressões
produzidas pelas doenças: é a doença atenuada, apenas de uma
forma que o organismo não corre o risco de adoecer, a não
ser que seja uma vacina defeituosa - mas se estiver perfeita
não causa doença; ela produz imunidade à doença”.
PLENITUDE
Dr. Moura ensina que a criança vai
crescendo e o seu Sistema Imunológico chega ao pique máximo
entre os catorze e os dezesseis anos, quando atinge a
plenitude. “Aí se mantém neste nível até em torno dos
cinqüenta aos 55 anos. Começa então o declínio do Sistema
Imunológico, quando o timus - a glândula que comanda todo o
Sistema Imunológico - começa a atrofiar. Daí por diante, a
auto-hemoterapia tem um enorme valor, porque vai retardar
essa curva de declínio. Então seria aí indispensável”,
defende.
Lembra que “Há pessoas que têm o
Sistema Imunológico menos deficiente, outras mais,
dependendo da alimentação” e que “Há pessoas que se
alimentam muito mal, com falta de nutrientes que estimulam o
Sistema Imunológico, como vitaminas, sais minerais ou
proteínas, porque o anticorpo é formado de proteína. Se elas
têm uma alimentação deficiente, vão ter um Sistema
Imunológico deficiente. É por isso que há muitas pessoas que
vivem a vida praticamente sem doenças - resistindo a toda a
agressão do meio ambiente - e outras sempre estão doentes”,
continua, concluindo: “Mas a auto-hemoterapia ajudaria neste
caso, para contrabalançar essa deficiência na área de
alimentação”.
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24.02.2011
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BREVE HISTÓRIA DA AUTO-HEMOTERAPIA
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A
auto-hemoterapia foi definida como método terapêutico em
1912, pelo médico francês Paul Revaut, consistindo em
injectar debaixo da pele dum doente alguns centímetros
cúbicos do seu próprio sangue. Revaut descreveu a
auto-hemoterapia, sua técnica e indicações pela primeira vez
num importante artigo publicado em 1913.
Segundo Dr. Luiz Moura (Auto-hemoterapia -
http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf
), em 1911, Ravaut registrou o modo de tratamento empregado
em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre
tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usou a
auto-hemoterapia em casos de asma, urticária e estados
anafiláticos, conforme Dicionário Enciclopédico de Medicina,
T.1, de L. Braier, também citado por Dr. Luiz Moura.
Foi lendo os trabalhos
de Mayer e Linser, na Alemanha, que Ravaut pensou,
modificando-os, lançar a idea da auto-hemoterapia. Com
efeito estes autores tiveram pela primeira vez em 1911 a
idéia de tratar uma doente atingida de herpes gestationis
por injecções de soro de sangue duma mulher grávida sã
porque eles pensavam que a evolução normal da gravidez se
fazia à custa da neutralização das toxinas por formação de
anti-toxinas correspondentes. Injetando na doente soro
sanguíneo duma mulher grávida sã, Mayer e Linser esperavam
suprir a insuficiência de anti-toxinas e curar assim a
herpes gestationis.
SIMPLICIDADE
Mais tarde estes autores
substituíram esta hetero-seroterapia pela auto-seroterapia e
estenderam as suas indicações aos prurigos, urticárias e
eczemas, sendo então que Ravaut se lembrou de fazer a
auto-hemoterapia obtendo os mesmos resultados que os autores
alemães, e assim êle preferia injectar o sangue global,
porque na fibrina e nos glóbulos poderiam encontrar-se
substâncias ou corpos microbianos especiais cuja reabsorção
pelo organismo provocasse reações úteis. Neste artigo se vê
quanto a técnica é simples, os seus raros incidentes, as
vantagens sobre a auto-seroterapia e como ela é empregada em
numerosas afecções da pele, constituindo um processo a
escolher nestas dermatoses tão rebeldes a qualquer outro
tratamento.
Anteriormente a Ravaut, já Sicard e Oultman tinham realizado
em larga escala a auto-hemoterapia, julgando-se até os
inventores, motivo porque perante a Sociedade Médica dos
Hospitais em 1912 fizeram uma comunicação contra Ramond
reclamando para si a prioridade de invenção do método.
Apesar dos trabalhos de Ravaut e de tão brilhantemente ter
posto as suas indicações e a sua técnica, documentando com
numerosas observações, o método não é aceito por todos os
clínicos, dada a ignorância do seu mecanismo e ele assim
permaneceu num estado latente até que Widal e os seus
discípulos Abrami e Brissaud com o choque hemoclásico tentam
lançar luz sobre o processo, ao mesmo tempo que estendem as
suas indicações, ingressando-o como terapêutica nos
capítulos das febres tifóides e da asma.
Com esta nova fase e enquanto as teorias se sucedem, para
explicar a ação dos métodos hemoterápicos, o processo entra
definitivamente na prática dermatológica e na clínica geral,
chegando até ao médico português Alberto Carlos David (A
auto-hemoterapia nas dermatoses -
http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf ),
sendo utilizado sistematicamente na clínica de Dermatologia
do Exmo Prof. Luís Viegas e por muitos Exmos clínicos, como
o atestam as observações do seu trabalho e tantas outras que
conheceu, que sempre recorrem à auto-hemoterapia todas as
vezes que lhe aparecem doentes em que possa ser aplicada.
HÁ 180 ANOS
Anteriormente,
em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática o médico
italiano M. Mansizio recomendava como panacea uma operação
que constituiu assunto duma nota apresentada à Academia de
Medicina. Consistia em apertar um membro superior como para
uma sangria vulgar, abrir em seguida uma veia, colocar aí a
cânula duma seringa, de tal maneira que se pudesse fazer
correr o sangue para depois o introduzir de novo na torrente
circulatória, continuando durante alguns minutos a operação.
M. Mansizio utilizou a prática durante dois anos, em duas
mil operações semelhantes e aplicava-as em todos os casos
onde as sangrias, as sanguesugas e mais tarde as disenterias
tivessem as suas indicações.
David refere-se a Jolieu, informando que para ele aquela
operação não era verdadeiramente a auto-hemoterapia, mas sim
uma auto-transfusão, contudo ela constituiu uma maneira
rudimentar de praticar a auto-hemoterapia. David acrescenta
em 1924 que alguns autores têem querido explicar pelo
mecanismo da auto-hemoterapia a ação terapêutica das
ventosas secas e neste caso a auto-hemoterapia teria uma
origem muito mais remota. Observa que com efeito o hematoma
sub-cutáneo produzido pela aplicação das ventosas é para
Moutier e Rachet uma auto-hemoterapia sub-cutánea; assim
estes autores, em apoio das suas afirmações, fizeram
análises comparativas do sangue de 7 doentes tratados por
auto-hemoterapia e ventosas secas, encontrando modificações
hematológicas perfeitamente paralelas nos dois métodos
terapêuticos, consistindo num síndroma hemoclásico e num
sindroma leuco-excitante, explicando até a acção terapêutica
do processo por esta hiperleucocitose manifesta.
TÉCNICA
Apesar destas tentativas
de aplicação do processo, faltava alguém que estabelecesse
concretamente a sua técnica, as suas contra-indicações e
indicações, acidentes, dosagem, etc., e finalmente o seu
mecanismo. Paul Ravaut, então, pela primeira vez descreveu a
sua técnica e indicações no seu importante artigo, publicado
pelos "Anais de Dermatologia e Sifiligrafia”, de 1913,
subordinado ao título: “Ensaio sobre a auto-hemoterapia em
algumas dermatoses”.
Em outubro de 1924, o médico português Alberto Carlos David
conclui doutoramento na Faculdade de Medicina do Porto, na
qual afirma que a sua Tese – A AUTO-HEMOTERAPIA NAS
DERMATOSES - surgiu por ter conhecimento de curas brilhantes
obtidas na furunculose por auto-hemoterapia, pelo que
resolveu escrever algumas considerações sobre este moderno
processo terapêutico de indicações tão vastas, tornando-o no
caso restrito às dermatoses.
Pretendeu mostrar o estado na época da resolução do problema
e muito principalmente as suas vantagens e as suas
aplicações práticas. Pediu aos Clínicos da cidade os casos
que tivessem tratado por auto-hemoterapia para os observar e
registar, juntando-os aos do Serviço da Clínica de
Dermatologia e Sifiligrafia do Hospital da Misericórdia,
sobre a direção do Prof. Dr. Luís Viegas, e assim formaou um
quorum de documentos que permitiu justificar o estudo. Tendo
percorrido toda a literatura sobre a auto-hemoterapia,
conseguiu reunir 20 observações clínicas que antecederam as
suas considerações. Percorrendo-as, vê-se quanto é largo,
mesmo dentro das dermatoses, o emprego da auto-hemoterapia e
como os doentes, pelos resultados obtidos, beneficiam deste
método tão simples na sua técnica, libertando-os de afecções
impressionantes, como a zona e o liquen plano e, duma
maneira geral, as doenças pruriginosas. Dr. José Aroso
forneceu alguns casos clínicos.
POPULARIZAÇÃO
Em 1938, numa tentativa
de encontrar um tratamento eficaz para infecção ela (a
auto-hemoterapia) voltou a ser empregada, conforme registra
o Dr. Alex Botsarias no seu artigo - “Auto-hemoterapia
é um tratamento ainda experimental” – (
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm
) . Nessa época os antibióticos ainda não estavam
disponíveis, e isso levou o médico francês Gaston de Lyon a
propor injetar sangue da própria pessoa no membro afetado
para evitar amputação, conforme o relato do Dr. Botsaris.
Ele registra ainda que “Nessa época já se sabia que o sangue
possuía capacidade de curar infecções e a tentativa era
aumentar a quantidade de sangue para defender o organismo,
injetando-o na região comprometida. O tratamento gerou
alguns resultados, motivo pelo qual se popularizou na Europa
até a década de 50. Depois, foi perdendo o seu apelo, com a
introdução de novas drogas antimicrobianas”.
Resgatando a história da
técnica, o Dr. Luiz Moura registra que em 1941
o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones
Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia, método de
tratamento que consiste en injetar a uno indivíduo cierta
cantidad de sangre total (suero Y glóbules), tomada de este
mismo indivíduo. H. Dousset – Auto-Hemoterapia – Técnicas
indispensáveis. É útil em certos casos para
dessensibilizações – 1941. Stedman – Dicionário Médico – 25ª
edição – 1976 – pág 129 – Autohemotherapy – Auto-hemoterapia
– tratamento da doença pela retirada e reinjeção do sangue
do próprio paciente. Referem-se também ao ano de 1977,
citando Index Clínico – Alain Blacove Belair –
Auto-hemoterapia - terapêutica de dessensibilização
não específica.
DR. LUIZ MOURA
O método foi aplicado
com bons resultados por Dr. Luiz Moura, desde o tempo em que
era estudante de medicina, em 1943, na Faculdade Nacional de
Medicina, situada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Seu
pai, cirurgião geral, foi professor daquela faculdade e
aplicava a auto-hemoterapia nas pessoas que operava. Dr.
Moura afirma que nunca houve problema nenhum e que seu pai
teve com o procedimento uma das taxas menores de infecção
hospitalar já vista até hoje. Para tanto baseavam-se no
trabalho do professor Jesse Teixeira - que foi feito
especificamente para evitar infecções pós-operatórias e que
obteve um sucesso enorme.
Dr. Moura afirma que foi o
professor Jésse Teixeira que provou que o (Sistema
Retículo-Endotelial) S.R.E. era ativado pela
auto-hemoterapia, em seu trabalho “Complicações Pulmonares
Pós-Operatórias - Autohemotransfusão” (http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf
) publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil –
Cirúrgico, no mês de Março. Jésse Teixeira provocou a
formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida,
substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da
auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia
a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a
22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias, e finalmente declinou
para 5% no 7º dia após a aplicação.
Por sua vez, Ricardo Veronesi, em
1976 apresentou trabalho “Imunoterapia: O impacto médico do
século” (http://www.rnsites.com.br/artigo_ricardo_veronese.pdf
) explicando as ações do estímulo do S.R.E comprovado por
Jésse Teixeira.
Desde os anos setenta Dr. Luiz
Moura voltou a utilizar a auto-hemoterapia e muitos outros
estudos surgiram a respeito do assunto, conforme observam
alguns pesquisadores. Atualmente, temos conhecimento de uso
da técnica em muitos países, além do Brasil, principalmente
na França, Alemanha, Portugal, México, Rússia, Argentina,
Estados Unidos, Bélgica, Itália, Suíça, Angola, Cabo Verde,
Austrália, Bulgária, Japão e Reino Unido.
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1.
O que é
auto-hemoterapia?
É uma técnica simples, em que, mediante a
retirada de sangue da veia e a aplicação no
músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos,
que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de
Limpeza Urbana) do organismo.
Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo.
Eliminam as bactérias, os vírus, as células
cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma
limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que
é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de
produção de macrófagos pela medula óssea porque
o sangue no músculo funciona como um corpo
estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo
Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no
músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo
ativado. E só termina essa ativação máxima ao
fim de cinco dias.
A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por
cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós
elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por
cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao
7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o
sangue está terminando no músculo. E quando
termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí
a razão da técnica determinar que a
auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete)
em 7 (sete) dias.
Essa é a razão de como funciona a
auto-hemoterapia. É um método de custo
baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em
qualquer lugar porque não depende nem de
geladeira - simplesmente porque o sangue é
tirado no momento em que é aplicado no paciente,
não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há
nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas
uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba
dar uma injeção no músculo, com higiene e uma
seringa, para fazer a retirada do sangue e
aplicação no músculo, mais nada. E resulta num
estímulo imunológico poderosíssimo.
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