Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.


INFORMAÇÕES SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA, A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE

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17.03.2011

Blog Luis Nassif aborda auto-hemoterapia

O tema auto-hemoterapia teve grande repercussão no blog “Luis Nassif Online”, onde foi postado pelo jornalista Luis Nassif no último dia 15, terça-feira. Pelo menos 222 comentários foram registrados, o que demonstra o interesse da população brasileira pelo assunto. A mensagem de abertura começava com uma indagação seguida da resposta: “AUTO-HEMOTERAPIA, VOCÊ CONHECE ? (Luiz Moura) É um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo”.

Em seguida foi apresentado um texto que sintetizava o tema: “SUMÁRIO A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml a 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5%”. Como se sabe, os 5% são atingidos no sétimo dia.

Uma Breve História da Auto-hemoterapia escrita por Walter Medeiros foi incluída no blog, que pode ser visitado através do link http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-auto-hemoterapia .

EFICÁCIA

Uma Breve História da Auto-hemoterapia escrita por Walter Medeiros foi incluída no blog, que pode ser visitado através do link http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-auto-hemoterapia . Entre as mensagens enviadas muitas elogiavam o fato de ter sido aberto espaço para abordagem do tema, embora algumas criticassem a atitude do jornalista. Muitas delas apresentaram opiniões e informações sobre a forma de comprovar a eficácia e foram publicados também depoimentos de pessoas que obtiveram êxito usando a técnica.

Enviamos uma mensagem na qual observamos que  os órgãos responsáveis pela saúde no Brasil vêm dizendo que a auto-hemoterapia não tem comprovação científica. Mas nunca disseram que a técnica não seria eficaz. Só dizem que a eficácia não está comprovada, o que, aliás, não é verdade em muitos casos. Para dizer que algo não é eficaz, precisa também comprovar que não funcionou. Podem dizer até que não tem comprovação científica nos padrões dos órgãos aos quais compete tratar do assunto. Mas não podem dizer que não tem eficácia; até porque a eficácia está sendo comprovada diariamente pelos usuários. Podem dizer, portanto, que a eficácia não estaria comprovada, mas não podem negá-la. Em meio a tudo isso, deviam assumir as suas reais obrigações e criar condições para a realização de pesquisas, para tirar todas as dúvidas.

REMÉDIO

Um dos participantes, de nome Euripedes, opinou que  “O problema é que não gasta remédio. Só seringa e agulha. Não é rentável para os laboratórios. E num sistema capitalista, o que não gera lucro não é bom! Bom mesmo são os tamiflus da vida”. Um participante chamado Luiz Bento disse que “É realmente uma pena o Nassif novamente abrindo espaço para a pseudo ciência”.  Por outro lado, uma mensagem de Orlando Soares Varêda afirmava: “Eh... interessante. Sei não. Mas, o curioso para mim, é o fato de não haver registros de graves efeitos colaterais, acidentes e contra indicações agudas contra o procedimento, mesmo entre os que condenam a terapia. Creio, não me opor a experimentar assim que surja uma oportunidade”.

Aluysio, outro internauta que enviou mensagem, diz que “Enquanto o autismo reacionário de certos médicos (pois já há muitos que pesquisam, comprovam e adotam a AHT) ainda tenta levar ao ridículo uma prática que é comprovadamente eficaz, como o demonstram as dezenas de milhares de relatos de sucesso de seus praticantes, a população cada vez mais adere à técnica, pois basta que se consiga alguém que saiba puncionar uma veia e aplicar uma injeção. E isso acontece na razão direta da decepção com uma medicina cara e mercantilizada, que age como um credo religioso e fanático, recusando-se a pesquisar a técnica, mesmo diante da magnitude das evidências em favor da mesma”.

LITERATURA

Eduardo Simon enviou mensagem na qual faz algumas ponderações do ponto de vista científico, apresentando explicações sobre um tipo de pesquisa epidemiológica clínica chamada "ensaio clínico randomizado duplo-cego”, que serve para saber se a técnica é benéfica ou maléfica, ou nenhuma das duas.

Por outro lado, Alarcon fez ponderações baseadas em um cientista da vanguarda da ciência no Brasil, mas que não citou o nome, segundo as quais a técnica deve ser usada sob prescrição e acompanhamento médico. Só que no Brasil os médicos estão proibidos de aplicá-la, embora a auto-hemoterapia tenha sido usada sem problemas até quatro anos atrás. O cientista citado garante que “Há sim vasta literatura, em diversos idiomas, que já permitem à ANVISA e ao CRM permitirem que a técnica seja aplicada e evolua. Se não o fazem é por lentidão, incompetência ou outras causas desconhecidas”.

Mesmo apresentando toda uma séria de aspectos que precisam ser observados, o internauta Alarcon afirma que conheceu, usou e obteve 100% de êxito com a auto-hemoterapia.

Comentando a mensagem de Alarcon, o internauta Morales defendeu a aplicação de método científico, ressaltando que “a partir do conhecimento tradicional, se se aplica a ciência, pode-se obter conhecimento muito mais aprofundado em muito menos tempo”.

QUESTIONAMENTOS

M. Fetha enviou várias mensagens, entre elas uma na qual mostra que “Os órgãos regulamentadores da Saúde no Brasil, como CFM, SBHH, Ministério da Saúde, ANVISA, não reconhecem a auto-hemoterapia como um procedimento médico, e ainda condenam a técnica, alegando que importantes “riscos” devam ser considerados” e indaga: “Quais riscos? Existe alguma queixa ou registro de caso verídico nestes órgãos, que possa desabonar a AHT? Existe algum estudo comprovado para tais alegações de riscos?” Comenta a falta de recomendações desses órgãos aos portadores de doenças auto-imunes e ou crônicas, como Mal de Crohn, Esclerodermia, furunculose, entre outras, pois existem muitas enfermidades em cujo tratamento foi atestada a eficácia, segurança e inocuidade da AHT.

Apresentou em seguida outras indagações: “Recomendam estes órgãos, que portadores destas doenças devam continuar doentes, haja vista que os casos acima citados possuem documentação que comprovam exatamente o oposto do que afirmam estes órgãos? E o que fazer com a experiência de 60 anos do Dr. Luiz Moura com a AHT? Deveria continuar sendo totalmente ignorada, como tem sido até o momento? A Auto-hemoterapia é um procedimento centenário. E são quase 4 anos de proibição (somente no Brasil). Onde estão os casos de riscos? Onde estão os atestados de óbitos? Onde estão os casos que confirmem as suposições e temores, nos quais se justificam e se apoiam estes órgãos? E como reclamam pesquisas e estudos que poderiam esclarecer de vez esta questão, quem deveria fazer estes estudos? Os defensores da terapia? Ou os mesmos órgãos que insistem em continuar desabonando a terapia?

Continuando sua reclamação, M. Fetha relata: “E como se não bastasse a falta de argumentos que realmente pudessem justificar as suas alegações, chega-se ao absurdo de mencionar efeito psicológico (placebo) para “explicar” os milhares de casos de beneficiados com a AHT, enquanto a terapia é usada amplamente na Medicina Veterinária”, concluindo que “Em suma, nada plausível e nada de concreto têm estes órgãos para continuarem com esta situação inaceitável, proibindo e ameaçando profissionais de saúde de fazer uso da técnica, que já está ‘mais do que comprovada’ na prática”.

PLASMA

O internauta Antônio, por sua vez, ponderou que seu comentário não era uma defesa da auto-hemoterapia, que a seu ver “realmente carece de maiores pesquisas, mas que talvez não seja tão placebo assim”, para registrar que “Há alguns anos, dentistas observaram que pacientes em tratamento contra o câncer que recebiam transfusões de plasma apresentavam aceleração considerável no tempo de cicatrização em cirurgias bucais. Descobriram que as plaquetas, além da função ‘primária’ de coagulação sanguínea, também liberavam fatores de crescimento que ajudam no processo de cicatrização. A partir desta descoberta, foi desenvolvida uma técnica utilizando plasma rico em plaquetas - onde o sangue do paciente é retirado e centrifugado para obtenção de plaquetas, formando um "gel"- que é utilizada para aceleração da formação óssea em pacientes (principalmente em implantodontia)”.

“O plasma rico em plaquetas passou a ser utilizado também pela medicina. As cirurgias nos joelhos do Ronaldo fenômeno são exemplos famosos. Pode ser que o PRP seja uma "sofisticação" da AH. Nesta, todos os componentes do sangue são injetados, enquanto naquela, apenas um concentrado onde há maior abundância e maior eficiência na utilização dos fatores de crescimento”, escreveu.

QUALIDADE

Mais adiante, Alfredo Machado defendeu que “Pelo padrão da discussão, uma quantidade significativa de comentaristas que confessam o uso da técnica versus uns poucos médicos a contra-indiciarem a auto-hemoterapia com um tipo de discurso que conheço de longa data, além de comentários sugerindo a precaução da técnica com médicos, ou seja, os médicos a praticam, tudo indica que, tomados os devidos cuidados, a técnica é boa”.

Em seguida Shayene fala que “Para quem diz que existe placebo em animais, isso já é apelar demais  só prá desabonar uma técnica que esta deixando  os barões da saúde em polvorosa . Chega a ser  lamentável o que vemos aqui”.

RELATOS

O tópico auto-hemoterapia do blog Luis Nassif Online recebeu também muitos relatos de pessoas que se trataram e obtiveram êxito com o uso da auto-hemoterapia. A mensagem de VIVI afirma: “Eu venho usando há cerca de 3 meses, e notei melhoras significativas na minha imunidade. Nas próximas semana irei me submeter a uma bateria de exames e poderei constatar, de maneira mais concreta, os efetivos benefícios”.

“Como Delegada de Polícia, reputo a prova material a melhor delas, pois a testemunhal é, vulgarmente, conhecida como a “prostituda das provas”. É aquele ditado: mata-se a cobra e mostra-se o pau. Assim, veja a comprovação de que a Auto-Hemoterapia é uma prática benfazeja à humanidade. Eis aí os laudos comprobatórios da presença de enorme cisto ovariano e, em seguida, o laudo do seu desaparecimento. Digo e comprovo porque a protagonista SOU EU!”. Este o relato de Genaura Tormin, cujos laudos estão no link

http://genaura.blogspot.com/2009/10/comprovacao-sobre-os-efeitos-da-auto.html . Seu relato completo está no site http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/387723 .

Foi publicado também relato de Ligia da Luz Posser, 60 anos, de Cenala-RS, que diz: “Sou filha de médico, mãe de médico, e com muitos médicos na família, meu pai, em 1948 já fazia Auto-hemo em pacientes antes de cirurgias, mas os Laboratórios, por interesses proíbem, claro, imunidade a custo zero… Meu marido teve câncer, e nós dois fazemos Auto-hemo há mais de 2 anos sem parar, com ótima saude…”.

Silas R., 52 anos, diz que “Por mais de dez anos tive sinusites recorrentes, tomando antibióticos pelo menos 4 x ano. Há dois iniciei a autohemoterapia, as crises foram espaçando, há um não tomo mais antibiótico, melhora palpável da qualidade de vida. Classifico as opiniões contrárias ao tratamento como ideologia médica, e esta não tem cura”.

Julio Guerra conta que com menos de dez sessões curou uma psoríase. Isso foi em 1987. Em 2005 uma dermatologista recomendou que tomasse sporanox para combater fungos no dedo do pé. “Sofri horrores com este remédio. Era inverno e no verão seguinte eu ainda estava de lengalenga com sporanox sem nenhuma melhora visível. Lembrei então da AHT mas não houve quem aceitasse aplicar AHT em mim. Uma enfermeira mais chegada comentou que isso acontecia simplesmente porque é proibido e que nem mesmo ela, minha amiga faria. Resultado : eu mesmo comprei seringas e tive que aprender a me auto-aplicar. Acabei descobrindo que não é tão difícil assim para quem tem sangue frio. Em três meses e seis aplicações, não só a unha do pé estava branquinha, perfeita, limpinha, mas também minha insônia tinha diminuído e eu acordava com mais disposição.


Dr. Moura explica que Auto-hemoterapia tem ação muito ampla

A exposição que o Dr. Luiz Moura fez sobre Auto-hemoterapia,  uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo, ressalta que se trata de um recurso que tem uma amplitude da ação muito grande. Ela atua sobre o Sistema Imunológico de um modo geral, quadruplicando uma área daquele que é o Sistema Retículo-Endotelial, aumentando os macrófagos de 5%  para 22%.  

“A auto-hemoterapia, aumentando o número de macrófagos, faz com que todo o sistema de atuação dos agressores que ocorrem no organismo - seja de vírus, seja de bactérias, seja de células anormais, pré-cancerosas - tudo isso possa ser inibido pela ativação do Sistema Imunológico”, explica o médico, afirmando que “Realmente a auto-hemoterapia tem uma aplicação muito ampla, além de que constatei que ela atua numa área do sistema nervoso, que é a área do sistema nervoso autônomo”. Segundo ele, a técnica “organiza o sistema vago simpático e com isso dá uma tranqüilidade maior às pessoas”. 

HIPERTENSÃO

A explanação do médico Luiz Moura diz que “As pessoas tensas tendem a ser simpaticotônicas, e isso causa contração vascular, e isso favorece a hipertensão. A auto-hemoterapia vai manter sob controle a pressão, mantendo o equilíbrio correto entre o sistema vago - que dilata os vasos - e o sistema simpático, que contrai”.

Diz também que “É uma outra ajuda, junto com outros recursos. É um auxiliar no combate à hipertensão, que é uma doença que atinge bilhões de pessoas no mundo, devido às tensões do stress da vida moderna, do medo, da insegurança”, observando que “Hoje a hipertensão está se tornando um problema de saúde pública muito grave. E a auto-hemoterapia, pelo menos equilibrando o sistema neurovegetativo, já contribui para que as conseqüências da hipertensão sejam menos graves”.  

ANTICORPOS   

Indagado se a auto-hemoterapia é sempre benéfica, Dr. Moura é taxativo, garantindo: “Sempre. Porque o mínimo que se pode dizer é que existe uma curva. O Sistema Imunológico cresce a partir do nascimento. A criança nasce com o Sistema Imunológico praticamente não funcionante. Ela recebe a última carga da placenta quando esta se contrai e joga uma quantidade enorme de anticorpos para dentro da criança. Durante seis meses ela vive protegida por estes anticorpos que ela recebeu da mãe”.

Ele defende que “Seria o caso de, durante a gravidez, a mulher fazer a auto hemoterapia, para que a criança nasça com o Sistema Imunológico potencializado”, considerando que “Terminando esse período de seis meses é que começam as doenças infantis, exatamente porque terminou a reserva imunológica da criança. A criança começa então a construir o seu próprio Sistema Imunológico, lutando contra os agressores que estão em volta. Neste período começa o programa de vacinação”. Segundo suas explicações, “A vacina produz o mesmo efeito das agressões produzidas pelas doenças: é a doença atenuada, apenas de uma forma que o organismo não corre o risco de adoecer, a não ser que seja uma vacina defeituosa - mas se estiver perfeita não causa doença; ela produz imunidade à doença”. 

PLENITUDE

Dr. Moura ensina que a criança vai crescendo e o seu Sistema Imunológico chega ao pique máximo entre os catorze e os dezesseis anos, quando atinge a plenitude. “Aí se mantém neste nível até em torno dos cinqüenta aos 55 anos. Começa então o declínio do Sistema Imunológico, quando o timus - a glândula que comanda todo o Sistema Imunológico - começa a atrofiar. Daí por diante, a auto-hemoterapia tem um enorme valor, porque vai retardar essa curva de declínio. Então seria aí indispensável”, defende. 

Lembra que “Há pessoas que têm o Sistema Imunológico menos deficiente, outras mais, dependendo da alimentação” e que “Há pessoas que se alimentam muito mal, com falta de nutrientes que estimulam o Sistema Imunológico, como vitaminas, sais minerais ou proteínas, porque o anticorpo é formado de proteína. Se elas têm uma alimentação deficiente, vão ter um Sistema Imunológico deficiente. É por isso que há muitas pessoas que vivem a vida praticamente sem doenças - resistindo a toda a agressão do meio ambiente - e outras sempre estão doentes”, continua, concluindo: “Mas a auto-hemoterapia ajudaria neste caso, para contrabalançar essa deficiência na área de alimentação”.  


24.02.2011

BREVE HISTÓRIA DA AUTO-HEMOTERAPIA

 

A auto-hemoterapia foi definida como método terapêutico em 1912, pelo médico francês Paul Revaut, consistindo em injectar debaixo da pele dum doente alguns centímetros cúbicos do seu próprio sangue. Revaut descreveu a auto-hemoterapia, sua técnica e indicações pela primeira vez num importante artigo publicado em 1913. Segundo Dr. Luiz Moura (Auto-hemoterapia - http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf ), em 1911, Ravaut registrou o modo de tratamento empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usou a auto-hemoterapia em casos de asma, urticária e estados anafiláticos, conforme Dicionário Enciclopédico de Medicina, T.1, de L. Braier, também citado por Dr. Luiz Moura.

Foi lendo os trabalhos de Mayer e Linser, na Alemanha, que Ravaut pensou, modificando-os, lançar a idea da auto-hemoterapia. Com efeito estes autores tiveram pela primeira vez em 1911 a idéia de tratar uma doente atingida de herpes gestationis por injecções de soro de sangue duma mulher grávida sã porque eles pensavam que a evolução normal da gravidez se fazia à custa da neutralização das toxinas por formação de anti-toxinas correspondentes. Injetando na doente soro sanguíneo duma mulher grávida sã, Mayer e Linser esperavam suprir a insuficiência de anti-toxinas e curar assim a herpes gestationis.

SIMPLICIDADE

Mais tarde estes autores substituíram esta hetero-seroterapia pela auto-seroterapia e estenderam as suas indicações aos prurigos, urticárias e eczemas, sendo então que Ravaut se lembrou de fazer a auto-hemoterapia obtendo os mesmos resultados que os autores alemães, e assim êle preferia injectar o sangue global, porque na fibrina e nos glóbulos poderiam encontrar-se substâncias ou corpos microbianos especiais cuja reabsorção pelo organismo provocasse reações úteis. Neste artigo se vê quanto a técnica é simples, os seus raros incidentes, as vantagens sobre a auto-seroterapia e como ela é empregada em numerosas afecções da pele, constituindo um processo a escolher nestas dermatoses tão rebeldes a qualquer outro tratamento.
Anteriormente a Ravaut, já Sicard e Oultman tinham realizado em larga escala a auto-hemoterapia, julgando-se até os inventores, motivo porque perante a Sociedade Médica dos Hospitais em 1912 fizeram uma comunicação contra Ramond reclamando para si a prioridade de invenção do método.
Apesar dos trabalhos de Ravaut e de tão brilhantemente ter posto as suas indicações e a sua técnica, documentando com numerosas observações, o método não é aceito por todos os clínicos, dada a ignorância do seu mecanismo e ele assim permaneceu num estado latente até que Widal e os seus discípulos Abrami e Brissaud com o choque hemoclásico tentam lançar luz sobre o processo, ao mesmo tempo que estendem as suas indicações, ingressando-o como terapêutica nos capítulos das febres tifóides e da asma.
Com esta nova fase e enquanto as teorias se sucedem, para explicar a ação dos métodos hemoterápicos, o processo entra definitivamente na prática dermatológica e na clínica geral, chegando até ao médico português Alberto Carlos David (A auto-hemoterapia nas dermatoses - http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf ), sendo utilizado sistematicamente na clínica de Dermatologia do Exmo Prof. Luís Viegas e por muitos Exmos clínicos, como o atestam as observações do seu trabalho e tantas outras que conheceu, que sempre recorrem à auto-hemoterapia todas as vezes que lhe aparecem doentes em que possa ser aplicada.

HÁ 180 ANOS

Anteriormente, em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática o médico italiano M. Mansizio recomendava como panacea uma operação que constituiu assunto duma nota apresentada à Academia de Medicina. Consistia em apertar um membro superior como para uma sangria vulgar, abrir em seguida uma veia, colocar aí a cânula duma seringa, de tal maneira que se pudesse fazer correr o sangue para depois o introduzir de novo na torrente circulatória, continuando durante alguns minutos a operação. M. Mansizio utilizou a prática durante dois anos, em duas mil operações semelhantes e aplicava-as em todos os casos onde as sangrias, as sanguesugas e mais tarde as disenterias tivessem as suas indicações.
David refere-se a Jolieu, informando que para ele aquela operação não era verdadeiramente a auto-hemoterapia, mas sim uma auto-transfusão, contudo ela constituiu uma maneira rudimentar de praticar a auto-hemoterapia. David acrescenta em 1924 que alguns autores têem querido explicar pelo mecanismo da auto-hemoterapia a ação terapêutica das ventosas secas e neste caso a auto-hemoterapia teria uma origem muito mais remota. Observa que com efeito o hematoma sub-cutáneo produzido pela aplicação das ventosas é para Moutier e Rachet uma auto-hemoterapia sub-cutánea; assim estes autores, em apoio das suas afirmações, fizeram análises comparativas do sangue de 7 doentes tratados por auto-hemoterapia e ventosas secas, encontrando modificações hematológicas perfeitamente paralelas nos dois métodos terapêuticos, consistindo num síndroma hemoclásico e num sindroma leuco-excitante, explicando até a acção terapêutica do processo por esta hiperleucocitose manifesta.
TÉCNICA

Apesar destas tentativas de aplicação do processo, faltava alguém que estabelecesse concretamente a sua técnica, as suas contra-indicações e indicações, acidentes, dosagem, etc., e finalmente o seu mecanismo. Paul Ravaut, então, pela primeira vez descreveu a sua técnica e indicações no seu importante artigo, publicado pelos "Anais de Dermatologia e Sifiligrafia”, de 1913, subordinado ao título: “Ensaio sobre a auto-hemoterapia em algumas dermatoses”.
Em outubro de 1924, o médico português Alberto Carlos David conclui doutoramento na Faculdade de Medicina do Porto, na qual afirma que a sua Tese – A AUTO-HEMOTERAPIA NAS DERMATOSES - surgiu por ter conhecimento de curas brilhantes obtidas na furunculose por auto-hemoterapia, pelo que resolveu escrever algumas considerações sobre este moderno processo terapêutico de indicações tão vastas, tornando-o no caso restrito às dermatoses.
Pretendeu mostrar o estado na época da resolução do problema e muito principalmente as suas vantagens e as suas aplicações práticas. Pediu aos Clínicos da cidade os casos que tivessem tratado por auto-hemoterapia para os observar e registar, juntando-os aos do Serviço da Clínica de Dermatologia e Sifiligrafia do Hospital da Misericórdia, sobre a direção do Prof. Dr. Luís Viegas, e assim formaou um quorum de documentos que permitiu justificar o estudo. Tendo percorrido toda a literatura sobre a auto-hemoterapia, conseguiu reunir 20 observações clínicas que antecederam as suas considerações. Percorrendo-as, vê-se quanto é largo, mesmo dentro das dermatoses, o emprego da auto-hemoterapia e como os doentes, pelos resultados obtidos, beneficiam deste método tão simples na sua técnica, libertando-os de afecções impressionantes, como a zona e o liquen plano e, duma maneira geral, as doenças pruriginosas. Dr. José Aroso forneceu alguns casos clínicos.

POPULARIZAÇÃO

Em 1938, numa tentativa de encontrar um tratamento eficaz para infecção ela (a auto-hemoterapia) voltou a ser empregada, conforme registra o Dr. Alex Botsarias no seu artigo  - “Auto-hemoterapia é um tratamento ainda experimental” – ( http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm ) . Nessa época os antibióticos ainda não estavam disponíveis, e isso levou o médico francês Gaston de Lyon a propor injetar sangue da própria pessoa no membro afetado para evitar amputação, conforme o relato do Dr. Botsaris. Ele registra ainda que “Nessa época já se sabia que o sangue possuía capacidade de curar infecções e a tentativa era aumentar a quantidade de sangue para defender o organismo, injetando-o na região comprometida. O tratamento gerou alguns resultados, motivo pelo qual se popularizou na Europa até a década de 50. Depois, foi perdendo o seu apelo, com a introdução de novas drogas antimicrobianas”.

Resgatando a história da técnica, o Dr. Luiz Moura registra que em 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia, método de tratamento que consiste en injetar a uno indivíduo cierta cantidad de sangre total (suero Y glóbules), tomada de este mismo indivíduo. H. Dousset – Auto-Hemoterapia – Técnicas indispensáveis. É útil em certos casos para dessensibilizações – 1941. Stedman – Dicionário Médico – 25ª edição – 1976 – pág 129 – Autohemotherapy – Auto-hemoterapia – tratamento da doença pela retirada e reinjeção do sangue do próprio paciente. Referem-se também ao ano de 1977, citando Index Clínico – Alain Blacove Belair – Auto-hemoterapia -  terapêutica de dessensibilização não específica.

DR. LUIZ MOURA

O método foi aplicado com bons resultados por Dr. Luiz Moura, desde o tempo em que era estudante de medicina, em 1943, na Faculdade Nacional de Medicina, situada na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Seu pai, cirurgião geral, foi professor daquela faculdade e aplicava a auto-hemoterapia nas pessoas que operava. Dr. Moura afirma que nunca houve problema nenhum e que seu pai teve com o procedimento uma das taxas menores de infecção hospitalar já vista até hoje. Para tanto baseavam-se no trabalho do professor Jesse Teixeira - que foi feito especificamente para evitar infecções pós-operatórias e que obteve um sucesso enorme.

Dr. Moura afirma que foi o professor Jésse Teixeira que provou que o (Sistema Retículo-Endotelial) S.R.E. era ativado pela auto-hemoterapia, em seu trabalho “Complicações Pulmonares Pós-Operatórias - Autohemotransfusão” (http://www.rnsites.com.br/artigo_jesse_teixeira.pdf ) publicado e premiado em 1940 na Revista Brasil – Cirúrgico, no mês de Março. Jésse Teixeira provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substância irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da auto-hemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora, chegando após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias, e finalmente declinou para 5% no 7º dia após a aplicação.

Por sua vez, Ricardo Veronesi, em 1976 apresentou trabalho “Imunoterapia: O impacto médico do século” (http://www.rnsites.com.br/artigo_ricardo_veronese.pdf ) explicando as ações do estímulo do S.R.E comprovado por Jésse Teixeira.

Desde os anos setenta Dr. Luiz Moura voltou a utilizar a auto-hemoterapia e muitos outros estudos surgiram a respeito do assunto, conforme observam alguns pesquisadores. Atualmente, temos conhecimento de uso da técnica em muitos países, além do Brasil, principalmente na França, Alemanha, Portugal, México, Rússia, Argentina, Estados Unidos, Bélgica, Itália, Suíça, Angola, Cabo Verde, Austrália, Bulgária, Japão e Reino Unido.

 



 

1. O que é auto-hemoterapia?

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo.

Os macrófagos é que fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Enquanto houver sangue no músculo o Sistema Retículo Endotelial está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias.   

A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.   

Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue. Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeção no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo.   

TESE DE DOUTORADO MOSTRA EFICÁCIA DA AUTO-HEMOTERAPIA JÁ EM 1924

NOTA TÉCNICA DA ANVISA SOBRE AUTO-HEMOTERAPIA: UM FORTE ABUSO DE PODER

PESQUISA DO SITE ORIENTAÇÕES MÉDICAS

ARTIGO DO DR. LUIZ MOURA - AUTO-HEMOTERAPIA

TRANSCRIÇÃO DO DVD COM ENTREVISTA DO DR. LUIZ MOURA

LIVRETO COMPILADO POR OLIVARES ROCHA - TRANSFIRA PARA SEU COMPUTADOR 

ABAIXO-ASSINADO DEFENDE AUTO-HEMOTERAPIA

CFM VOLTA ATRÁS PARA PERMITIR AUTO-HEMOTERAPIA COM TAMPÃO

PELO FIM DE UMA AGRESSÃO À ARTE DE CURAR

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