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--- Walter Medeiros* –
waltermedeiros@supercabo.com.br
O Ministério
da Saúde, através do Twitter, apresenta publicamente mais
uma vez uma conclusão precipitada, que sempre se baseou num
parecer superficial do Conselho Federal de Medicina - CFM,
segundo o qual “A auto-hemoterapia não é considerada um
procedimento hemoterápico pela comunidade científica...”,
acrescentando: “... e, portanto o MS não reconhece este
procedimento”.
O ministro Alexandre Padilha perde a
oportunidade de tratar do assunto com a ótica da sociedade,
que precisa de uma resposta para os seus problemas de saúde
e acredita que esta resposta pode estar na auto-hemoterapia.
Mesmo não tendo ainda o alegado reconhecimento da comunidade
científica, até hoje ninguém foi capaz de afirmar com
seriedade que a auto-hemoterapia não funcionaria. Ao
contrário: todas as evidências apontam para comprovar que
ela é capaz de curar ou ajudar na cura de inúmeras doenças,
de acne a câncer.
Diariamente vemos casos que surgem numa
progressão imensa, de pessoas que conseguem resolver sérios
problemas de doença com o uso da auto-hemoterapia, uma
técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue
da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem
salvando vidas há mais de cem anos e mais recentemente foi
difundida através de um DVD gravado pelo Dr. Luiz Moura, do
Rio de Janeiro.
Além de mostrarmos no twitter que o "MS
baseia-se em parecer superficial do CFM para não reconhecer
o procedimento”, opinamos que o “MS devia abrir discussão,
pois Auto-hemoterapia pode vir a beneficiar usuários do SUS”
e sugerimos aos participantes que "Para saber mais sobre
Auto-hemoterapia:
http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia”. Essa
discussão oficial é urgente. Alegar apenas que não seria
procedimento hemoterápico é a mesma coisa que querer tapar o
sol com a peneira.
Já em dezembro de 2007, quando foi emitia
a orientação do CFM, mostramos que o parecer era superficial
e em artigo jornalístico afirmamos que a “Auto-hemoterapia
era uma questão de pesquisa” e que o parecer do CFM era
cheio de dúvidas (http://www.rnsites.com.br/artigo_Natal_RN_04.htm)
. Logo em seguida, o Dr. Alex Botsaris publicou artigo
afirmando não ser verdade o que dizia o parecer do CFM no
que se referia à alegada inexistência de comprovação. O
médico informava que havia trabalhos sobre o assunto,
inclusive em base de dados que foi ignorada pelo CFM durante
a elaboração do parecer (
http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-alex.htm ).
Em 2008, ainda, o médico
Jorge Martins
Cardoso escreveu artigo levantando dúvidas sobre o parecer
do CFM, defendendo a investicação científica (http://www.rnsites.com.br/autohemoterapia-se.htm
).
Contraditoriamente, o CFM voltou atrás para permitir
o uso da auto-hemoterapia no procedimento chamado Tampão
Sanguíneo Peridural, conforme dados oficiais da entidade (http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-tsp.htm
). Outro conceituado médico, Dr. Francisco das Chagas
Rodrigues, da UFRN, considerou a proibição da AHT “uma
agressão à arte de curar” (http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-6.htm
). Muitos outros fatos se sucederam e o Ministério da Saúde
continuou fazendo vistas grossas do assunto. A hora é de
encarar o problema e encontrar o caminho para decidir com
bases corretas a orientação que deve ser dada ao problema,
ouvindo todas as partes interessadas.
*Jornalista
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