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10.02.2008
Proibição da Auto-hemoterapia precisa ser
suspensa
--- Walter Medeiros*
INTRODUÇÃO
Os serviços públicos de saúde no Brasil vêm demonstrando-se
insuficientes para atender às necessidades do povo, e por
outro lado está difícil de combater - mesmo em serviços
privados - algumas doenças que acometem parte considerável da
população. Uma alternativa que vem dando certo, mas que é
enfrentada de forma autoritária, vulgar e criminosa pelos
Conselhos Federal e Estaduais de Medicina e pelos Governos
Federal, Estaduais e Municipais, através da ANVISA e
congêneres, é a auto-hemoterapia. Por conta de um parecer
cheio de dúvidas e claramente tendencioso, a auto-hemoterapia
está proibida, mesmo não existindo nenhuma lei que a considere
criminosa ou nociva. Com isto, além de não garantir
assistência médica a quem precisa, agora uma decisão
administrativa autoritária começa a fazer os adeptos da
referida terapia morrerem à míngua.
Para ter uma idéia do que está ocorrendo e rapidamente poderá
ganhar uma dimensão assustadora, encontramos adeptos da
auto-hemoterapia que se pronunciam com tristeza, desolação e
inconformismo com a injustiça. Um deles conta que o dono de
farmácia, seu amigo, que fazia as aplicações nele e em sua
família, anunciou que não vai mais arriscar o seu comércio ser
fechado nem quer parar na cadeia por fazer aquilo que seu
coração mole permitia fazer. Desde então ele diz não a todos,
sem exceção. A partir dali ele ficou sem condições de
continuar o tratamento através da auto-hemoterapia, por conta
de um concorrente que denunciou o fato. Aquele cidadão se diz
muito revoltado, entre outros motivos, por ver a distribuição
de seringas para as pessoas usarem drogas ilegais, dando como
desculpa a prevenção da AIDS. Mostra que se estivesse fazendo
uso de drogas ilegais ou sendo promíscuo com suas atividades
sexuais, teria apoio do Ministério da Saúde, que também
distribui as camisinhas. Outro havia suspendido o tratamento
durante as férias para retomar depois e quando foi retomar a
enfermeira falou que não pode mais fazer devido a proibição do
conselho de enfermagem.
O parecer do Conselho Federal de Medicina sobre a prática da
auto-hemoterapia, ao invés de esclarecer mostra uma série de
dúvidas, mas reage cegamente à realidade atual, aonde cidadãos
de todos os recantos do Brasil estão se beneficiando do
tratamento, numa cruzada clandestina em defesa da própria
saúde e vida. Ignorar que a auto-hemoterapia é uma questão da
ordem do dia que precisa ser resolvida com responsabilidade
institucional continua sendo tentativa de tapar o sol com a
peneira. Na ânsia cega de condenar antes de avaliar e pensar,
os Conselhos de Medicina – não os médicos, pois encontramos
médicos que querem que haja um aprofundamento do estudo do
assunto - talvez nem observem que a auto-hemoterapia tem tudo
para se transformar em uma atividade até para os médicos.
Poderiam, assim, evitar que continuasse sendo aplicada esta
pena de morte para tantos brasileiros.
TÉCNICA
Esta forma de cura que está sendo divulgada pelo Dr. Luiz
Moura através do DVD “Auto-hemoterapia - contribuição para a
saúde” que já foi visto por mais de vinte milhões de pessoas,
é “uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangue
da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos
macrófagos (...), elementos que fazem a limpeza de tudo,
eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas - que
se chamam neoplásicas.”
Segundo Dr. Moura, com a auto-hemoterapia “essa ativação
máxima só termina no fim de cinco dias. A taxa normal (de
macrófagos) é de 5% no sangue e com a auto-hemoterapia nós
elevamos esta taxa para 22% durante 5 dias”. Explica que “Do
5º ao 7º dia começa a declinar, porque o sangue está
terminando no músculo, e quando termina ela volta aos 5%, daí
a razão da técnica determinar que deva ser repetida, de 7 em 7
dias.
Trata-se de um método de custo baixíssimo, pois basta uma
seringa, e pode ser feito em qualquer lugar, simplesmente
porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no
paciente, precisando apenas de uma pessoa que saiba pegar uma
veia e dar uma injeção no músculo, mais nada. Ele assegura que
“resulta num estímulo imunológico poderosíssimo”. Opina que “é
uma coisa que poderia ser divulgada e usada em todas as
camadas da população sem nenhum problema, essa é que é a
grande vantagem”.
CEM ANOS DE CURA
A auto-hemoterapia vem sendo utilizada há mais de cem anos,
com resultados que seriam suficientes para transformá-la em
prática recomendada no âmbito da saúde pública. Além de ter
sido objeto de muitos trabalhos científicos, a técnica já foi
utilizada em animais, em grupos humanos e é usada regularmente
em muitos serviços de saúde ou por particulares. É anterior
inclusive a muitas especialidades médicas, como a homeopatia,
acupuntura, medicina ortomolecular e medicina antroposófica.
Aliás, é anterior até mesmo ao Ministério da Saúde e ao
Conselho Federal de Medicina, que acaba de completar 50 anos.
Há cerca de três anos a divulgação da auto-hemoterapia começou
a ter um impulso maior, em vista da gravação e distribuição em
todo o Brasil de um DVD pelo Dr. Luiz Moura apresentando
explicações importantes. Em abril de 2007 o FANTÁSTICO
apresentou matéria sobre o assunto, deixando à mostra a
intenção de denegrir a técnica, através de participações
lamentáveis de dirigentes de entidades da área de saúde. Havia
pouco tempo que o Conselho Regional de Medicina do Rio de
Janeiro tentara desclassificar a prática, através de um
parecer cheio de falhas.
Em seguida à matéria, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária – ANVISA resolveu emitir um documento classificando
a auto-hemoterapia como ilegal, embora não exista nenhuma lei
que a proíba. A base seria uma resolução do CFM, que de modo
dúbio permite outras práticas que considera ainda não
comprovadas cientificamente. Também o CFM emitiu um parecer,
publicado em dezembro de 2007, considerando a auto-hemoterapia
como técnica sem comprovação científica, mas o próprio parecer
é completamente enviesado, motivo pelo qual não merece
crédito. Tanto que a própria ANVISA resolveu ouvir outros
setores para poder adotar um posicionamento definitivo.
OS MÉDICOS DISCORDAM
Enquanto os conselhos de medicina agem de forma atrapalhada,
muitos médicos estão sugerindo e exigindo a realização de
estudos e pesquisas para comprovar a eficácia da
auto-hemoerapia. Além do Dr. Luiz Moura, já se pronunciaram,
entre outros, os Drs. Alex Botsaris(RJ); Francisco Rodrigues,
Tarcísio Gurgel e Eliel Sousa(RN); Júlio Bandeira (PB); Marcus
Mac-Ginity (BA); Ronaldo João (MG) e Gilberto Lopes da Silva
Júnior (SP).
O médico Alex Botsaris, do Rio de Janeiro, assina artigo
veiculado no site VIA ESTELAR, com o título de
“Auto-hemoterapia é um tratamento ainda experimental”, no qual
diz que “É preciso fazer uma avaliação equilibrada sobre a
auto-hemoterapia”. Ao contrário do que está colocado no
parecer do CFM, o médico - autor de livros como “Sem
Anestesia”, que teve grande repercussão na área de saúde –
afirma que “não é verdade que essa terapêutica não tenha
nenhum fundamento, nem que não haja nenhum trabalho publicado
sobre ela na literatura mundial ou nacional, como afirma a
SBHH” (Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia). Ele
define a Auto-hemoterapia como “um recurso terapêutico simples
que consiste em retirar sangue de uma veia e aplicar no
músculo”.
Por sua vez o médico paraibano Júlio Bandeira defende e
recomenda a auto-hemoterapia. Ele conta que teve o primeiro
contato com esse procedimento ainda na década de 1940. Dr.
Júlio afirmou ao jornal Correio da Paraíba conhecer vários
relatos de tratamentos bem sucedidos com a utilização da
terapia médica. “Eu sou defensor da medicina natural e,
também, percebo na auto-hemoterapia um recurso fácil e barato.
Além disso, não vejo nenhum risco que ela possa oferecer aos
pacientes, porque eles deverão ser acompanhados por algum
médico que utilize o método e possa orientá-los” destacou.
Também o médico mineiro Ronaldo João, que exerce a profissão
há 32 anos e atende no município mineiro de Sete Lagoas, Minas
Gerais, afirma que o assunto auto-hemoterapia causa polêmica
porque “parece que a ANVISA e as instituições que congregam
médicos e para-médicos se fazem de cegos e surdos para não
verem e ouvirem o que é evidente, pois quem sabe de seus males
é o paciente e são centenas de milhares que nesses 105 (cento
e cinco) anos de existência do tratamento relatam melhoras e
curas.”. O médico acrescenta que “Isto nos entristece, porque
esse tratamento, apoiado por estas entidades seria a redenção
da saúde pública nacional tão combalida nos dias de hoje.
“Qualquer médico no mundo com um mínimo de conhecimento de
imunologia, hematologia, clínica médica e bom senso deva
admitir que a auto-hemoterapia funcione baseada em evidências
clínicas (prática aceita pela medicina atual).” A afirmação é
do médico Marcus Mac-Ginity, gaúcho de Porto Alegre, que atua
em clínica e pediatria há mais de 20 anos, morando e
trabalhando na cidade baiana de Rio Real, situada na divisa
com Sergipe.
Perito do INSS e pediatra, o médico Tarcísio Gurgel de Souza,
de Natal, fez uma avaliação do material que dispunha sobre
auto-hemoterapia e opinou que os dados disponíveis ainda são
mínimos, mas deposita credibilidade nos informantes. Ele
acrescenta que a auto-hemoterapia funciona porque “os
neutrófilos se defendem a princípio sem saber quem são os
‘invasores’ e conseqüentemente se multiplicam em defesa do seu
‘criador’ e de uma maneira imediata o beneficiam ao seguir
caminhos diferentes e também de maneira indireta”. E
acrescentou que “A indústria farmacêutica indubitavelmente
treme ao ouvir falar neste assunto; é como o prenúncio da
chegada de um tsunami.”
A GRANDE TESTEMUNHA
Um médico estudioso e sem preconceitos, Dr. Francisco das
Chagas Rodrigues fez, a meu pedido, uma leitura de todo
material que disponibilizamos na Internet desde que o
FANTÁSTICO abordou o assunto auto-hemoterapia, em abril de
2007. Sua conclusão foi surpreendente. Ele percebeu e afirma
que “a ‘arte’ de curar que caracteriza a medicina estava
fortemente agredida.”. E acrescenta: “Não vi nenhum paciente
queixoso da referida técnica; pelo contrário, diversos relatos
não contestados de benefícios”. Ainda segundo o médico, “O que
foi argumentado para diminuir a importância da técnica foi um
efeito placebo sugerido, mas não comprovado. E se
comprovado... que mal há? Não trouxe o bem? Inclusive o
próprio placebo tem a sua aplicação em Medicina.”.
Dr. Rodrigues é psiquiatra do Rio Grande do Norte, que fez uma
avaliação completa do assunto e relata: “O que achei mais
interessante é que existem muitos pacientes em todo o Brasil
que utilizam a técnica e que os Conselhos de cada estado
poderiam ter solicitado o testemunho dessas pessoas.”. “Ora, -
observa - se é para a população que os Conselhos prestam
serviço na fiscalização dos atos médicos, parece que a grande
testemunha foi deixada de fora.”
O mastologista Eliel Souza, também de Natal-RN é mais um
médico que falou sobre a auto-hemoterapia, afirmando que
“Seria providencial estimular pesquisas nas universidades
públicas para definições embasadas na ciência e nas evidências
com a criação de protocolos e normatização das prescrições,
evitando assim que a terapêutica caia no descrédito”.
A opinião foi postada em comentário ao artigo “A notícia que
ninguém publicou”, no Observatório da Imprensa. O link para a
mensagem é
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=466FDS006.
Dr. Eliel opinou que “Esta campanha é fundamental”, observando
que “Obviamente que ela contraria inúmeros interesses
(principalmente aqueles da poderosa indústria farmacêutica)”.
Segundo ele, aquela poderosa indústria “inclusive pode estar
influenciando decisões em setores que deveriam ser “blindados”
a tais ingerências.”
Em São Paulo, o médico paulista Gilberto Lopes da Silva Júnior
anunciou em artigo no Diárioweb, de São José do Rio Preto, que
não pode deixar de recomendar que as pessoas experimentem a
auto-hemoterapia. Ele reconsiderou resposta dada anterior,
quando foi questionado recentemente sobre o valor da técnica e
mostrou-se totalmente descrente. Agora ele afirma que
“pesquisando melhor e tendo conhecimento que esse procedimento
foi idealizado e testado em animais pelo Professor Jesse
Teixeira, não posso deixar de reconsiderar e recomendar”.
Depois de todos esses depoimentos, é possível ao Conselho
Federal de Medicina continuar dizendo que fala em nome dos
médicos do Brasil? Parece que está havendo uma falta de
sintonia. É razoável, portanto, querer que um órgão do status
do CFM para afirmar que uma terapia não teria valor
científico, apresentasse um parecer com valor científico
incontestável.
PESQUISA
Além disso, a necessidade de avaliar mais precisamente o uso
de uma técnica alternativa de tratamento no Brasil levou o
site Orientações Médicas a promover a primeira pesquisa
virtual sobre Auto-hemoterapia. A pesquisa, que está na
Internet desde o dia 9 de dezembro, é destinada somente para
pessoas que fazem ou já fizeram aplicações de Auto-hemoterapia
durante um período mínimo de um mês. Já responderam ao
questionário cerca de 150 pessoas.
Por outro lado, um grupo de defensores da auto-hemoterapia,
formado por pessoas que defendem o Direito de continuar o
tratamento, entre eles pesquisadores, médicos, enfermeiros e
terapeutas que se sentem ceifados em suas pesquisas e
atendimentos, com a proibição da auto-hemoterapia, fez um
abaixo-assinado e estão sendo coletadas assinaturas para levar
ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e ao
Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Para se informar ou participar de discussões sobre o assunto,
existe o fórum (Auto-hemoterapia – relate sua experiência -
http://inforum.insite.com.br/39550/ ). Se a pessoa já fez ou
está fazendo AHT, o forum pede que relate os resultados,
mostrando que “A divulgação dessas experiências é que irá
tornar esse tratamento mais confiável, já que a AH é muito
criticada pelos médicos tradicionais, por falta de resultados
consistentes e por não existirem pesquisas cientificas que
comprovem a sua eficácia”. É feita a observação de que o
fórum visa apenas a troca de experiências de pessoas que estão
se submetendo a esta terapia, seja por opção própria, seja por
prescrição de alguém.
JURISPRUDÊNCIA
A propósito, a Revista Consultor Jurídico, em 4 de maio de
2007 trata de REOMS 2002.39.00.003067-7/PA em matéria na qual
afirma:
“Sempre que houver risco iminente de morte, o paciente poderá
se socorrer de terapêutica alternativa. O entendimento é da 6ª
Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (DF), que
manteve a continuidade de tratamento médico-hospitalar
não-convencional, aquele sem comprovação de eficácia, a um
portador de hepatite C. O recurso é da Fundação Centro de
Hemoterapia e Hematologia do Pará, que é contra o tratamento.
O portador de hepatite C crônica, com cirrose hepática e
sinais de insuficiência hepática, pediu autorização para
realizar transfusões de leucócitos e plasma a fim de infundir
células produtoras de anticorpos neutralizadores do vírus da
hepatite C. Ao contrário do método tradicional que não surtia
efeito, o alternativo, segundo o paciente, estaria trazendo
melhora significativa. Por três vezes, o doente teria feito
uso dessa terapia, após concessão de liminar, com conseqüente
benefício no quadro clínico.
Para o relator, juiz federal convocado pelo TRF-1, Carlos
Augusto Pires Brandão, o paciente deve continuar o tratamento
pelo método alternativo não-consagrado, embora reconhecido
internacionalmente, mas que lhe trouxe bem-estar. “O direito à
vida se configura como uma das mais importantes garantias
constitucionais”, sustentou o magistrado.
URGENTE
A alegação da falta de comprovação científica dos efeitos da
auto-hemoterapia foi o motivo apresentado pelo Conselho
Federal de Medicina – CFM para proibir os profissionais
médicos de utilizarem aquela prática. Sem admitir margem para
nenhuma alternativa, aquele órgão ignorou uma vasta
documentação construída sobre o assunto e não ouviu a
categoria médica, muito menos os usuários e a sociedade.
Trata-se de uma postura contraditória, pois para adotar esta
decisão o CFM não devia admitir precedentes ou deveria pelo
menos resolvê-los. Se exige comprovação científica para
autorizar o uso da terapia, deveria exigir também para as
práticas no âmbito da Eletroconvulsoterapia e da prática
Ortomolecular.
A contradição e injustiça, portanto – já que permite práticas
provisoriamente enquanto chegam as comprovações científicas –
está clara na RESOLUÇÃO CFM nº 1.500/98, onde mais uma vez
está mal resolvida a decisão do órgão. Através daquela norma o
CFM Resolveu, em seu Art. 6º., que “Os tratamentos da prática
Ortomolecular devem obedecer aos seguintes postulados: III)
informações clínico-epidemiológicas sobre eventuais benefícios
terapêuticos obtidas de estudos observacionais - tipo
caso-controle, coorte ou transversal ou experimentais
não-randomizados - poderão ser tomadas como evidência
científica apenas e tão somente enquanto não se detenham
resultados de ensaios clínicos randomizados sobre a eficácia e
a eficiência terapêutica considerada;(Grifo nosso)”. Aqui
é admitida uma prática com base em evidências científicas, até
comprovar a eficácia e eficiência da terapêutica.
No item seguinte, mostra outro postulado: “IV) o conjunto de
ensaios clínicos randomizados de boa qualidade metodológica
será tomado como a fonte de evidência científica e os seus
resultados nortearão provisoriamente todos os aspectos
biomédicos éticos, morais e profissionais relacionados aos
referidos tratamentos;”. Mais uma vez o que elegem para valer
como evidência científica é admitido para uso
“provisoriamente”.
A mesma resolução diz que o Conselho Federal de Medicina
providenciará, dentro de suas atribuições legais, a
reavaliação periódica da metodologia científica envolvida,
mediante a nomeação de Câmara técnica e que a reavaliação será
baseada em pareceres escritos emitidos por Comissões "ad hoc",
constituídas por membros do Conselho Federal de Medicina, por
especialistas na área da Pesquisa Clínica, Preventiva, Social,
Epidemiológica e por especialistas de outras áreas
interessadas no tema. O parecer sobre auto-hemoterapia ignorou
tudo isso.
Diante deste quadro, torna-se urgente a ação de órgãos
responsáveis pela Justiça para tornar sem efeito a proibição
da auto-hemoterapia pelos Conselhos de Medicina, Enfermagem e
outros que possam tê-la adotado, bem como de órgãos como
ANVISA e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde,
oferecendo um prazo para que os defensores e usuários da
técnica comprovem a sua eficácia através de método
cientificamente aceito.
---
* O autor é Jornalista e Bacharel em Direito.
E-mail:
walterm.nat@terra.com.br
Auto-hemoterapia no Jornal do Conselho de Medicina
Elitismo da medicina
retarda aprovação da auto-hemoterapia
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03.02.2008
Cineasta diz que DVD da Auto-hemoterapia tocou
a alma do povo
Um artigo do
cineasta Marcos Manhãs Marins divulgado no site
Cinema Brazil (
http://cinemabrasil.org.br ) com o título de “RECORD”
afirma que “O vídeo BRASILEIRO mais assistido nos últimos
3 anos foi o documentário de entrevistas intitulado
AUTO-HEMOTERAPIA...”. Segundo o comentário, “Estima-se que
mais de 20 MILHÕES de pessoas assistiram ao vídeo, e sem
ele passar na TV. Está no youtube, no video.google,
à venda pela internet, DVD copiado e passado de mão em
mão”. Ele informa ainda que a assistência “Superou o TROPA
DE ELITE e todos os demais audiovisuais brasileiros dos
últimos tempos, excluindo os que foram passados na TV
aberta”, observando que “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS foi
visto por 11 ou 12 milhões”. Conclui que “este foi o "record"
de público de qualquer filme ou vídeo brasileiro”.
Leia matéria
completa em CINEASTA |
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