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Médico mineiro:
"Auto-hemoterapia seria redenção da saúde
pública
--- Walter Medeiros
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O médico mineiro Ronaldo João, que exerce a profissão há
32 anos e atende no município mineiro de Sete Lagoas,
Minas Gerais, afirma que o assunto auto-hemoterapia causa
polêmica porque “parece que a ANVISA e as instituições que
congregam médicos e para-médicos se fazem de cegos e
surdos para não verem e ouvirem o que é evidente, pois
quem sabe de seus males é o paciente e são centenas de
milhares que nesses 105 (cento e cinco) anos de existência
do tratamento relatam melhoras e curas.”. O médico
acrescenta que “Isto nos entristece, porque esse
tratamento, apoiado por estas entidades seria a redenção
da saúde pública nacional tão combalida nos dias de hoje.
Dr. Ronaldo João lembra que a mesma polêmica mostrada hoje
frente à auto-hemorterapia, em passado recente postou-se
contra a Acupuntura e a Homeopatia, agora aceitos pelo
SUS. A polêmica vigora, portanto, porque o tratamento não
é aceito pela ANVISA e pelas instituições que congregam
médicos e para-médicos. Indagado sobre comprovação
científica de benefícios, ele informa que a
auto-hemoterapia é um tratamento originário da França,
praticado há mais de 100 (cem) anos e sua efetividade é
comprovada através de alguns trabalhos nacionais, como
“Imunoterapia – Dr Ricardo Veronesi”; “Autohemotransfusão
– Dr Jessé Teixeira”, “Auto-hemoterapia – Dr. Luiz Moura;
Prof. Dr João de Felipe Júnior; Dra Berenice Wilke” e
centenas de trabalhos estrangeiros, como pode ser
verificado na extensa revisão feita por S. H. SHAKMAN, em
seu trabalho – “AUTOHEMOTHERAPY REFERENCE MANUAL &
HISTORICAL REVIEW”, acessando o site http://www.instituteofscience.com/.
A respeito dos alegados riscos desta prática, Dr. Ronaldo
assevera que “É um tratamento isento de riscos”, opinando
ainda que “deve ser feito por pessoas conhecedoras da
técnica de aplicações parenterais e pode, em alguns casos,
parecerem apenas hematomas que cedem naturalmente. Sobre o
aumento do número de adeptos, diz que ocorre diariamente
“porque eles vêem e escutam pessoas e parentes se
beneficiando de um tratamento simples, barato e eficaz.
Vêem pessoas antes imobilizadas por um mal que há longo
tempo vem se tratando sem lograr resultados positivos,
retomarem as suas atividades normais.”
O médico Ronaldo João aconselha à população “se inteirar
do assunto buscando, tanto pela Internet como por pessoas
que já estão em tratamento; procurar tirar dúvidas com
médicos realmente comprometidos com a saúde pública (e não
com as multinacionais dos remédios) e se precisar, aceitar
o tratamento.”. Por outro lado, indagado sobre qual deve
ser o comportamento de um profissional diante desta
situação, sugeriu que “o profissional da área médica deve
se comportar de acordo com suas convicções e seus
conhecimentos científicos: aceitar ou não, aprovar ou não,
mas antes de tudo, ser honesto com as informações a serem
dadas a quem procurar.”. Afirma que é “estudioso do
assunto que conheço há 40 anos, mas não faço aplicação nos
pacientes.”, e adianta: “Estou aberto para esclarecer
dúvidas e orientar aos que me procuram.”
Perguntado se “conhece casos de pessoas que tiveram
prejuízos ou benefícios com esta técnica?, ele é taxativo:
“Prejuízos eu desconheço, mas benefícios eu os comprovo
diariamente.”. Sobre a definição de auto-hemoterapia, diz
que “é o nome que se dá à técnica de aplicar em alguém o
seu próprio sangue. Digo em “alguém” porque pode ser usada
também em pacientes sãos que desejam se prevenir contra
possíveis doenças.”. Lembra que “o sangue extraído da veia
de um dos membros superiores é aplicado por via
intramuscular no músculo deltóide ou no músculo glúteo
maior.”. E esclarece que “este tratamento é complementar,
faz parte da medicina alternativa e não substitui a
medicina hipocrática.”. Conclui, entratanto, que “as duas,
se aliadas, resolvem quase todos os problemas apresentados
pela saúde pública.
A entrevista foi veiculada no site “Mensagens Ocultas” e
pode ser vista no link
http://www.geocities.com/kurtdennis/ .
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