AUTO-HEMOTERAPIA setembro de 2011

Auto-hemoterapia é uma técnica que combate e cura doenças com a retirada de sangue da veia e aplicação imediata no músculo. Esta terapia vem salvando vidas há mais de cem anos. Este espaço é dedicado à divulgação desta técnica, difundida pelo Dr. Luiz Moura, do RJ.


AUTO-HEMOTERAPIA - INFORMAÇÕES SOBRE A TERAPIA QUE CURA ATRAVÉS DO SANGUE

1. DVD DR. LUIZ MOURA

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6. HISTÓRICO  


25.09.2011

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos... (70)

 

Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico – CRM 573)

Embora, no passado, a auto-hemoterapia tenha sido usada empiricamente, temos atualmente uma clara explanação sobre suas ações. Os componentes ásperos do soro sanguíneo bem como as mudanças sutis das várias proteínas e derivados, têm sido trazidos à luz nos anos recentes.

 

BENHOLD (a4) alega que as várias albuminas, globulinas, pseudoglobulinas e endoglobulinas, possuem propriedades físico-químicas, permitindo várias graduações de uma para outra, porém conservando suas várias funções específicas separadas. Quando o sangue é empregado fora do sistema circulatório, ou seja, de seu meio natural, ele se transforma em uma substância diferente para o corpo. Sua química física é imediatamente alterada após sua retirada do vaso sanguíneo. O efeito estimulante das proteínas parenterais no SISTEMA SIMPÁTICO e PARASSIMPÁTICO, é demonstrado pelo seguinte teste simples:

3ª observação - No texto, o autor (Dr. MICHAEL W. METTENLEITTER), chama a atenção para a ação da auto-hemoterapia sobre o SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO.

 

9º intervalo dietético - "Nutritivas peras".

 

Quando o sangue desfibrinado é injetado intravenosamente ele imediatamente produz dilatação dos vasos sanguíneos e hiperemia na pele, na periferia do ponto da injeção. Esta hiperemia muda depois para uma descolaração azulada. Os efeitos gerais no SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO, são ainda mais extraordinários. Após a injeção do sangue desfibrinado, as reações vasculares combinadas com as reações dos respectivos tecidos, ocorrem por todo o corpo.

 

WIDAL e alguns outros (a5) observaram um sinal decrescente do número de leucócitos, em todo o sistema vascular periférico. MUELLER e PETERSEN (a6) demonstraram que esta diminuição corresponde a um crescimento destas células nos órgãos abdominais. Com este crescimento no número de leucócitos nos órgãos abdominais há um crescimento correspondente das funções do tecidos, particularmente o fígado, acelerando a secreção biliar, bem como o processo de desintoxicação (a7).

 

Parece evidente que estas reações dependem da estimulação sobre o SIMPÁTICO ou PARASSIMPÁTICO, iniciada pela injeção do sangue desfibrinado. Isso ocorre também com outras proteínas. Nenhum efeito sobre o SISTEMA VASOMOTOR, sangue ou tecidos se realizam após a injeção onde o NERVO AUTÔNOMO que suprem os respectivos órgãos é cortado.

 

4ª observação - O autor (Dr. MICHAEL W. METTENLEITTER), em seu texto, cita outros pesquisadores que realizaram várias experiências cirúrgicas e laboratoriais, para comprovar a ação da auto-hemoterapia, tanto no SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (S.N.A.), como no SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL (S.R.E.).

 

10º intervalo dietético - "Prazerosos pêssegos".

 

O SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL (S.R.E.) também é definitivamente estimulado pela auto-hemoterapia. Investigações recentes dão explicações bem fundadas para este efeito (SCHURER a8). Há um método simples para testar o efeito da estimulação dos tecidos subcutâneos e das células da parede vascular.

 

Um emplastro de cantárida, com 1 sq. cm. de tamanho, é aplicado na coxa por vinte e quatro horas. Uma vesícula que se forma é aberta. O fluido é retirado, centrifugado e colocado em um tubo em forma de "U". O sedimento, é, então, embalado a vácuo e a contagem dos glóbulos brancos é feita. (KAUFFMAN). A incidência normal de MONÓCITOS é por volta de 5 por cento. Após oito horas da auto-hemotransfusão, a contagem dos MONÓCITOS aumenta para 22 por cento, sendo que 20 por cento ainda encontram-se presentes, após um período de setenta e duas horas. A curva decresce gradualmente no período de sete dias, retornando ao normal após algumas semanas.

 

O SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL (S.R.E.) também é capaz de armazenar corantes. A determinação calorimétrica com Vermelho Congo (SCHURER) (a8) revelou uma grande reserva após a autohemotransfusão.

 

Um outro teste utiliza índice bactericida após o método de WRIGHT'S. Algumas horas após a injeção, o índice revela um crescimento e após oito horas alcança o pico máximo de 15 a 20 vezes o normal. Com o crescimento dos MONÓCITOS, as mudanças no índice bactericida provam o estímulo da forças defensivas do organismo, resultando em um aumento da resistência do corpo.

 

5ª observação - Foram realizados três testes laboratoriais: 1º - Com um emplastro de cantárida. 2º - Determinação calorimétrica com Vermelho Congo. 3º - Índice bactericida.

 

11º intervalo dietético - "Um refrescante sorvete de sapoti".

 

As investigações de SCHURER'S sugerem que a absorção do sangue injetado inicia-se um tanto rapidamente. Nós sabemos que a absorção de leite, monoproteínas e outras substâncias protéicas podem ser demonstradas após um período de quatro a seis horas. (a9). O sangue é absorvido depois de uma hora em quantidade suficiente para produzir nas vias sanguíneas, um fermento chamado glycyltryptophanase. A estimulação do sangue formando tecidos no tutano do osso tem sido também definitivamente reconhecida, depois de injeções intramusculares de sangue ou outras fontes protéicas. HOFF (a9) e vários outros puderam demonstrar este sintoma importante como uma parte do valor terapêutico da proteinoterapia.

 

12º intervalo dietético - "Revigorantes tangerinas".

 

Estas conclusões apontam para a sabedoria da auto-hemotransfusão imediatamente após a cirurgia, num esforço para prevenir complicações pulmonares pós-operatórias. Nós temos usado a auto-hemotransfusão em uma série de 300 casos cirúrgicos, injetando 20 c.c. de sangue fresco, intramuscular, imediatamente após as cirurgias. Nenhuma complicação no pulmão, como bronquite no pósoperatório ou pneumonia, foram observados. Apenas um caso desenvolveu uma pequena área de trombose no pulmão cinco dias após a operação. As operações feitas foram gastroenterostomias, colecistectomias, apendicectomias,

histerectomias, ovariotomias, herniotomias, tireoidectomias, mastectomias, etc. sob anestesia geral com gás e éter, ao invés de anestesia local.

 

6ª observação - Várias cirurgias elencadas pelo Dr. MICHAEL W. METTENLEITER, podem ser consideradas cirurgias de grande porte (estômago, útero, ovários, tireóide, mamas, etc.).

 

13º intervalo dietético - "Um saboroso suco de tamarindo".

 

Complicações pós operatórias podem aparecer com qualquer método de anestesia, mas a ausência de complicações pulmonares, em nossas séries, indicam que é a auto-hemoterapia a responsável pelos bons resultados, e não o método anestésico utilizado.

 

Conclusões - 1. A administração intramuscular de 20 c.c. de sangue autógeno depois da operação tem um efeito estimulante sob o SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL (S.R.E.) e o SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO que por sua vez aumenta a atividade e a resistência dos tecidos. 2. Este método não é perigoso. Este procedimento foi usado em 300 casos com bons resultados na prevenção das complicações do pósoperatório de pulmão, com evidente redução de embolismo pósoperatório. (5).

 

14º intervalo dietético - "Um salutar cacho de uvas".

 

7ª observação - O trabalho científico do cirugião brasileiro JÉSSE TEIXEIRA foi inspirado no trabalho científico do cirurgião norte-americano MICHAEL W. METTENLEITER. Ao contrário do trabalho do cirurgião brasileiro, o trabalho do médico norte-americano se faz acompanhar de consideráveis referências, sendo seis em alemão, duas em inglês e uma em francês, e que estão devidamente relacionadas nas fontes.

 

15º intervalo dietético - "Um saudável suco de umbu".

 

8ª observação - No trabalho do cirurgião MICHAEL W. METTENLEITER são citados os seguintes cientistas e pesquisadores: 1. ELFSTROM, C. e GRAFSTROM, A. 2. BALFOUR e HOFFHEINZ, S. 3. SPIETHOFF, B. 4. KYLEN. 5. WIDAL, F. 6. MUELLER, E. F. e WIENER, P. 7. MUELLER, E. F. e BRUTT, H. 8. SCHURER-WALDHEIM, F. 9.

 

HOFF, F. 10. KAUFFMAN. 11. WRIGHT'S. Entre os cientistas mencionados, até a presente data, identificamos apenas WIDAL, F., que será citado em outro artigo. Que fique registrado aqui um convite, para que outros pesquisadores do Brasil e de outros países, se aprofundem sobre o trabalho dessas personalidades.

 

16º intervalo dietético - "Um suculento cesto de maçãs verdes, acrescido de tonificantes morangos".

 

Bem amigos e amigas da rede AHT. Por hoje concluímos nosso trabalho. Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Desejamos a todos os leitores muita saúde, muito dinheiro, muitas amizades, boas lembranças, proveitosas conversas, pensamento positivo, saborosas frutas, boa auto-hemoterapia, bons macrófagos, ótima visão, boa leitura e bom dia.

 

Fontes: (a4) - Cit. KYLEN. Ist es berechtigt, das Bluteiweiss als ein spezifisches Organ aufzufassen? Med. Klinik, 6:171 1935. (a5) - WIDAL, F. L'anaphylaxie. "A anafilaxia". Presse med., 79:781, 1921. (a6) - MUELLER, E. F. and WIENER, P. The mechanism of insulin action. "O mecanismo da ação da insulina". Arcb. of Int. Med., 37:4, 512, 1926. (a7) - MUELLER, E. F. and BRUTT, H. Die zentrale Bedeutung der Leber bei der natuerlichen Abwehr von Infektionen. Müncb. med. Wcbnscbr., 2044: 1929. (a8) - SCHURER-WALDHEIM, F. Ueber die Wirkungsweise der Eigenblutbehandlung. "Sobre a eficácia do tratamento com sangue autólogo". Deutscb. Ztscbr. f. Cbir., 239:352: 1933. (a9) - HOFF, F. Klinische Beitraege zur Frage der zentralnervoesen Regulation des Blutes. Klin. Wcbnscbr., 42, 1751, 1932. (5) - Consta no artigo 69, publicado neste JORNAL DA CIDADE.

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