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--- Walter
Medeiros* –
waltermedeiros@supercabo.com.br
Os
indivíduos com
hemofilia
apresentam
infecções e
outras doenças,
inclusive
neoplasias
malignas, com
freqüência muito
menor que os
não-hemofílicos.
Cerca de 40% dos
hemofílicos
apresentam
sangramentos
espontâneos
intramusculares,
que atuam como
uma espécie de
auto-hemoterapia
natural. Esses
hemofílicos são
protegidos,
ironicamente,
por uma das
manifestações da
moléstia que
apresentam.
Estas são
impressões de um
médico
paranaense,
professor de
Medicina com
mais de quarenta
anos de
experiência. Ele
assegura que o
Ministério da
Saúde, se
quisesse,
poderia
comprovar esta
hipótese em
apenas 15 dias.
Trata-se de uma
grande
contradição com
os quatro anos
de proibição
estabelecido
pela Anvisa para
o uso da
auto-hemoterapia
no Brasil.
Na
experiência da
Enfermaria de
Doenças
Transmissíveis
do Hospital, o
referido médico
informa que
foram internados
com doenças
infecciosas
menos de dez
doentes com
hemofilia em
mais de trinta
anos. O citado
professor pede
para não ser
identificado,
por causa do que
define como “as
estúpidas
proibições do
Conselho Federal
de Medicina e da
Anvisa, pelas
quais os médicos
brasileiros
ainda correm o
risco de serem
autuados se
indicarem a
AHT”. Trata-se
de um
profissional bem
conceituado no
seu meio e na
sociedade
paranaense, que
está em plena
atividade e teme
as represálias
que poderiam
afetar
severamente os
seus
rendimentos.
COMPROVAÇÃO
Mesmo não
se
identificando,
ele revela que
consultou
médicos que dão
assistência aos
hemofílicos
atendidos no
aludido hospital
e eles ficaram
atônitos quando
lhes perguntou
se os
hemofílicos
apresentavam
alta freqüência
de infecções
comuns na
população geral,
como pneumonias,
infecções de
pele, câncer e
outras. “Todos
disseram que
realmente lhes
parecia muito
baixa a
incidência
dessas doenças
em hemofílicos”,
afirma, opinando
que seria,
portanto,
interessante o
Ministério da
Saúde fazer o
acompanhamento
comprobatório,
reafirmando que
“em menos de 15
dias daria para
conhecer a
verdadeira
incidência nos
hemofílicos de
determinadas
doenças
infecciosas”.
Segundo ele, o
modelo da
pneumonia lombar
seria o mais
simples de ser
estudado e de
doenças
neoplásicas
comuns,
comparando-as
com a dos
não-hemofílicos.
Defende que “o
Ministério da
Saúde poderia
patrocinar
estudos sobre a
condição imune
dos hemofílicos,
referentes a
presença e taxa
sanguínea de
citocinas
anti-Inflamatórias
e capacidade
fagocitária dos
macrófagos, por
exemplo.
O Doutor
paranaense
revela que
reconhece “o
fundamento
científico do
método, sua
eficácia e sua
segurança” e
assevera: “sou
adepto do uso da
auto-hemoterapia
(AHT), tanto na
prevenção quanto
no tratamento de
grande número de
doenças”.
Acrescenta que
conhece pessoas
com doenças
graves que se
encontram muito
bem, com sua
moléstia
controlada,
graças ao
emprego da AHT”.
Afirma também
que “O tema é
fascinante e as
autoridades de
saúde do nosso
país até agora
adotaram uma
atitude de
desprezo,
bazófia e
parti-pris
(viés) em
relação ao
assunto”. E faz
uma importante
comparação: “Foi
mais ou menos o
que os
norte-americanos
fizeram
relativamente
aos estudos
científicos de
Wilhelm Reich
(v. Biopatia do
Câncer, livro
recém lançado no
Brasil)”.
OMISSÃO MÉDICA
“Considero, por
exemplo, uma
omissão médica
deixar de fazer
a
auto-hemoterapia
no
pré-opeartório
de cirurgia de
médio ou grande
porte, sobretudo
em pessoas com
mais de 50 anos
ou debilitadas
com qualquer
idade”,
continua,
explicando que
“O emprego da
AHT no
pré-operatório
evita infecções
e disseminação
de células
neoplásicas”.
Para ele “Não há
tratamento mais
eficiente,
seguro e barato
que a AHT para
as doenças assim
denominadas “colagenoses””.
Adianta que
conhece “vários
casos de artrite
reumatóide,
lúpus
eritematoso
disseminado e
esclerodermia em
que se obteve
controle
absoluto com a
AHT”. Diz mais:
“O uso da AHT em
infecções
crônicas também
deveria ser
obrigatório”.
Cita comoexemplo
mais marcante:
osteomielite
crônica.
Em meio às
declarações que
têm um imenso
valor para o
trabalho e a
luta dos que
defendem e usam
a
auto-hemoterapia,
o médico
paranaense
esclarece que
indica a AHT
somente para si,
para pessoas da
sua família ou
para amigos ou
clientes que
conhece há muito
tempo, com a
certeza de que
não lhe vão
denunciar.
Observa que
“Enquanto forem
vigentes esses
pareceres
estúpidos do CFM
e da Associação
Brasileira de
Hematologia os
médicos correm o
risco de serem
autuados e
punidos se
declararem
publicamente a
realização ou a
indicação de
AHT, ou se forem
denunciados à
Vigilância
Sanitária”. Por
esse motivo,
autoriza que use
as suas
declarações mas
mantendo o
anonimato.
Finalizando,
declara: “Tenho
certeza de que
está próximo o
tempo em que
poderemos
prescrever a
auto-hemoterapia
sem restrições
infundadas, e
sem correr o
risco de sermos
autuados pelo
CFM”.
Diante de
tudo isso, na
sua opinião o
Ministério da
Saúde deve ser
estimulado a
promover a
realização de
estudos
científicos -
que afirma
faltarem - para
confirmar o que
a experiência
clínica tem
demonstrado
exaustivamente.
“Se faltam
pesquisas
‘sérias’ para
avaliar a AHT,
que o Ministério
da Saúde as
patrocine”,
assevera,
complementando
que “É uma causa
de interesse
público da qual
o Governo não se
pode omitir”.
Lembra que há
muitas outras
práticas, como
homeopatia,
acupuntura,
florais de Bach
etc. também não
contempladas em
relação à AHT
pelas exigências
do “establishment”,
representado
pelo CFM e pela
Anvisa, que são
aprovadas pelo
Ministério da
Saúde e
amplamente
utilizadas,
inclusive
disponíveis para
uso em doentes
do SUS.
Considera esta
realidade como
“uma contradição
irrespondível”.
Pede, então, que
o Ministério da
Saúde indique a
“bibliografia
científica” que
respalda a
prescrição livre
de medicamentos
homeopáticos e
da acupuntura
aos doentes do
SUS.
*Jornalista
---
Leia mais
sobre
auto-hemoterapia
no site
www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm
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