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Canto
para a Ladeira do Sol
--- Walter Medeiros
Caro leitor e leitora,
Quero a sua atenção,
Para essa inspiração,
Que é tão
reveladora,
Pois vou fazer a canção,
Carregada de emoção,
Nesta hora promissora.
Quero cantar um lugar,
Tão belo e admirado,
Que é muito elogiado,
Por quem trafega por lá,
Pois fico emocionado,
Olhando o seu traçado,
Que me faz mais
enxergar.
É a Ladeira do Sol,
Esse lugar encantado,
Que tanto tem elevado,
Quem ruma para o
Tirol,
E abaixa suavizado,
Quem desce por outro
lado,
À procura do Farol.
No fim da Getúlio
Vargas,
Avenida suntuosa,
Começa maravilhosa,
Ladeira de pistas
largas,
Ali se vê tão
formosa,
Uma plantação de
rosas,
Pedestres em horas
vagas.
Tem nativos e
turistas,
Que passam inebriados,
Olhando para os lados,
Detalhes daquelas
vistas,
Vêem o Forte dos Reis
Magos,
O mar com raios
dourados,
Refletidos como
listas.
Na Ladeira do Sol tem,
Hotel e sorveteria,
Feira de bijouteria,
Artesanato também,
Tem movimento de dia,
Parece uma fantasia,
Quando a noite se vem.
Esse lugar tão legal,
Que você vai
conhecer,
Agora vou lhe dizer,
É um point de Natal,
Lá tem forró para
ver,
E não dá prá se
conter,
Pois é muito natural.
Jovem, idoso, menino,
Gente de toda idade,
Para falar a verdade,
Escolhem esse destino,
Alguns até com
vaidade,
Vêm de toda a cidade,
Para esse lugar tão
fino.
Tem até uma
homenagem,
Ao ator inesquecível,
Que com seu talento
incrível,
Encenava até bobagem,
Com seu trejeito risível,
Mantinha o maior nível,
O Chaplin é a
paragem.
Mas toda essa canção,
Tem um fim até
pomposo,
De lhe deixar curioso,
Com tanta admiração,
Pois não seja preguiçoso,
Vá lá ter o maior
gozo,
Prá sua feliz visão.
Vou terminar pois é
hora,
De subir minha
ladeira,
Talvez passe na
Ribeira,
Depois de ver a
aurora,
Ladeira do Sol,
maneira,
Viva sempre altaneira,
Qual uma bela senhora.
FIM
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