Poemas de CORDEL

Coletânea de versos de Walter Medeiros e outros cordelistas nordestinos

 

George Bush e a maior mentira da história

 

--- Walter Medeiros 

 

Meu leitor, eu vou falar,

Sobre coisa muito triste,

Algo que no mundo existe,

E temos de lamentar;

Falo sobre essa guerra,

Que abalou toda a terra,

E destruiu Bagdá.

 

O mundo já entendeu,

Qual foi a finalidade,

E sabe que na verdade,

Tudo que aconteceu;

Foi pra tomar a riqueza,

Que a própria natureza,

Um dia ao Iraque deu.

 

Diziam que havia armas,

De grande destruição,

Foi uma grande invenção,

E a humanidade pasma,

Viu a ilegalidade,

Carregada de maldade,

Criar um mundo de carma.

 

Com a maior arrogância,

As tropas americanas,

Em atitudes tiranas,

Fizeram suas andanças;

Mataram muito inocente,

Que encontraram pela frente,

Seguindo sua ganância. 

 

Todo hora o mundo via,

Muitas bombas assassinas,

Arrasando as esquinas,

Matando aonde caíam;

Em busca de um ditador,

Tanto inocente matou,

Tanta noite, tanto dia.

 

Ninguém ia imaginar,

Que nos dias atuais,

Agredissem tanto à paz,

Correndo para matar;

E na total violência,

Foi maior a insolência,

O museu bombardear.

 

Mancharam a humanidade,

Violentaram a história,

Em atitudes inglórias,

Irresponsabilidade;

Um mal irrecuperável,

Nessa guerra miserável,

Cheia de barbaridade.

 

O Iraque invadiu,

Provocando tanto mal,

Numa agressão brutal,

De uma forma tão vil.

Mataram a soberania,

Praticando a tirania,

O mundo todo assistiu.

 

Enfim, nada encontraram,

Era mesmo uma mentira,

Para alimentar a ira,

Daqueles que se arvoraram;

Sangue na ponta do sabre,

A porta o tanque abre,

E quantos ali mataram.

 

Senhor Bush, e agora?

Mataram os inocentes,

Que acharam pela frente,

E nem querem ir embora;

Quantos mais irão matar,

Na sede de atacar,

Tanto dentro como fora?

 

Agora os americanos,

Mostram a garra violenta,

Ninguém mais no mundo agüenta,

Até nômades e ciganos,

Estão desassossegados,

Temem ser bombardeados,

Por aquela fogo insano.

 

Querem achar outro alvo,

Síria, Irã ou Coréia,

Numa doentia idéia,

Ninguém estará a salvo,

Pois querem se expandir,

Destroem até o porvir,

Querendo fazer escravos.

 

O mundo todo reclama,

Uma ordem de verdade,

Para a humanidade,

Cessar esse triste drama;

Pois a imoral lei das bombas,

Deve dar lugar às pombas,

Sem tão ardilosas tramas.

 

É preciso ouvir o mundo,

Idosos, jovens, crianças,

Que têm a esperança,

Num sentimento profundo,

De ver um mundo de paz,

Pois ninguém agüenta mais,

Ver o povo moribundo.

 

FIM

  

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