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05.04.2008
Humanização em laboratórios – Novos
aspectos
--- Walter Medeiros
O emprego da humanização pode ser feito em qualquer
empresa, conforme temos visto no âmbito da
administração. Esta é uma tendência e um diferencial. No
ambiente dos serviços de saúde, entretanto, este emprego
é mais natural e perceptível. Mesmo assim, alguns
setores da saúde são mais aparentemente objetivos, o que
dificulta a percepção da humanização. É o caso dos
laboratórios, farmácias, clínicas radiológicas, etc. Mas
todos eles necessitam da humanização. Isto significa que
o órgão ou empresa precisa enxergar o cliente como
pessoa, e nesse caso, ainda mais, pessoa enferma ou em
tratamento.
Quando se chega a um laboratório para fazer exames ou
recebê-los, não se trata de clientes que estão
providenciando uma mercadoria qualquer. Naquele sangue
coletado, naquelas amostras entregues ou naqueles
pedacinhos do corpo retirados está muito mais que
simples materiais. Está a vida da pessoa. Ela está em
dúvida sobre seu estado de saúde. Além do material
coletado, o estado psíquico da pessoa está ligado
completamente, o social também. Ali estão dúvidas, de
onde podem sair certezas para tranquilidade ou
desespero. A tranquilidade de saber que os exames
atestaram a saúde sem problemas ou o desespero da dúvida
sobre a gravidade da doença e suas consequências - até
financeiras, caso precise de tratamentos que talvez não
estejam ao seu alcance sem maiores problemas.
É aí aonde a empresa ou órgão precisa estar preparada
para receber materiais explicando completamente do que
se trata, para que a pessoa viva a tranquilidade do
domínio da informação, e preparada para entregar
resultados, principalmente nos casos em que são
indispensáveis esclarecimentos técnicos imediatos ao
usuário. Normalmente o médico assistente é quem comunica
os resultados dos exames aos clientes, mas os
laboratórios precisam estar preparados para esclarecer
aos mais apressados, preocupados e exigentes, sobre os
métodos utilizados e as margens que abrangem o seu
trabalho. Esses esclarecimentos podem ser determinantes
para a saúde do usuário do laboratório, pelo efeito
benéfico que pode causar no período de tempo que ele
ainda tem entre a saída do laboratório e o retorno ao
médico. Sabe que estes momentos são muitas vezes
dramáticos.
Pensando internamente, para estar preparado e atender
desta forma ideal, há necessidade de qualidade de vida
no trabalho, ou seja, os funcionários precisam estar
preparados e satisfeitos com o trabalho, sem stress
anormal. Da mesma forma que precisam de condições de
trabalho, para não deixar de atender corretamente e
conforme os protocolos estabelecidos. Aí já passa pela
área administrativa, mas é quem precisa mesmo garantir
esse suporte. A humanização, no caso, começa com o
cumprimento daqueles requisitos previstos no manual de
acreditação hospitalar, da ONA - Organização Nacional de
Acreditação, que tem parte dedicada aos laboratórios.
Humanização já faz parte desse trabalho de qualificação.
---
*Walter
Medeiros é jornalista e bacharel em Direito em Natal-RN. Autor dos
livros “Onde está o atendimento?” Ed. Viena e
"Abelardo, o alcoólatra"
( http://paginas.terra.com.br/arte/cordel/ap009Abelardo.htm
).
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