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Importância
dos trabalhos censitários
Dois
importantes trabalhos censitários estão sendo
preparados pelo IBGE para ser iniciados a partir de
16 de abril. Um é o censo agropecuário que vai
levantar dados sobre a mais completa estrutura e a
produção da agricultura e da pecuária
brasileiras. Esse censo vai atualizar informações
defasadas em mais de uma década.
O
outro é a contagem da população, uma operação
censitária realizada entre dois censos demográficos,
ou seja, no meio de cada década. Este tem como
objetivo atualizar as estimativas de população,
incorporando mudanças ocorridas no território
nacional, desde o Censo Demográfico 2000.
Portanto,
como se vê pelas informações acima, esses censos
já deviam ter sido realizados há muito tempo.
Entretanto, por falta de recursos financeiros eles
deixam de ser feitos no tempo certo, retardando a
atualização de dados tão importantes para a vida
do país, dos Estados e dos municípios.
Por
exemplo: o cenário agrícola brasileiro mudou
bastante nos últimos dez anos. Foi exatamente nesse
período que o setor agropecuário mais se
transformou, cresceu e contribuiu para a geração
de saldos importantes na economia brasileira.
Já
a contagem da população tornou-se um instrumento
essencial para o atendimento de demandas de informações
demográficas por parte de vários setores da
sociedade. Basta dizer que a contagem populacional
será fundamental, neste momento, para atualizar
dados que vão ser de grande utilidade na eqüidade
da distribuição do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM).
Enviado
por José Aécio Costa em 12.03.2007 CONTATO
TOPO
Sucessão
em chapa de consenso
Com
a eleição do empresário Wagner Patriota
(Drogarias Globo) para suceder seu colega Marcelo
Fernandes de Queiroz na presidência do Sindicato do
Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do
RN, está se confirmando o que já havia sido
adiantado neste espaço da coluna (comentário
sobre “Comércio fortalece lideranças” postado
dia 15/01/2007).
Na
ocasião, foi comentado que o empresário farmacista
Marcelo Queiroz estava sendo preparado para a eleição
da Federação do Comércio de Bens, Serviço e
Turismo, a Fecomércio/RN, da qual atualmente é
vice-presidente. De fato, o assunto hoje é de
conhecimento público e está nas colunas da mídia
impressa, ratificando o que havia sido dito.
Queiroz
deverá ser o sucessor do atual presidente
Marcantoni Gadelha, já concluindo seu segundo
mandato. Tudo indica e leva a crer, em chapa
consensual, sem a disputa acirrada dos últimos dois
pleitos da entidade, que rachou seu colegiado e
trouxe muitas brigas internas. O candidato faz o
tipo pacificador, é uma peculiaridade de seu
perfil.
Marcelo Queiroz, que
deixa agora o sindicato de produtos farmacêuticos,
dirige a Unifarma, rede de pequenas e médias farmácias
agregadas sob essa marca, criada por ele e outros
companheiros para enfrentar no mercado as grandes
redes varejistas do setor.
Enviado
por José Aécio Costa em 09.03.2007 CONTATO
TOPO
Combate
ao efeito estufa
Numa
boa iniciativa, o Horto Pitimbú, ONG parceira da
Prefeitura de Natal, sai na frente e contribui para
reduzir o aquecimento do efeito estufa nesta bela
cidade. Mantém em seu horto 25 mil mudas, das quais
cerca de 10 mil são destinadas à arborização
desta capital.
É
um exemplo a ser seguido diante das ameaças do
efeito estufa em relação às suas conseqüências
para a natureza e a humanidade deste planeta, haja
vista a discussão em torno do assunto.
Criada
em 1989, no bairro natalense de Cidade Satélite, a
ONG atua nas questões ambientais urbanas de Natal,
com espécies típicas da flora local. Faz muito bem
a todos nós, pois o calor que vem marcando os termômetros
nos últimos anos na cidade é literalmente intolerável.
Essa
é uma prova de que a cidade está precisando de
mais verde para amenizar a temperatura. O trabalho
desenvolvido no horto é quase que exclusivamente
para a manutenção e estoque de mudas. As mudas
estocadas são distribuídas somente para os que
desejam ajudar no plantio em canteiros ou praças
desta cidade.
Mas,
além disso, a ONG faz também o trabalho educativo,
promovendo palestras direcionadas às escolas e
universidades, tendo como foco central o
planejamento urbano e a questão do meio ambiente.
Quem ainda não conhece esse horto pode visitá-lo.
O horto recebe cerca de 600 visitas anuais.
Enviado
por José Aécio Costa em 07.03.2007 CONTATO
TOPO
Fortalecendo
o turismo natalense
A
Coohotur, que vem ser a Cooperativa de
Desenvolvimento da Atividade Hoteleira e Turística,
responsável pela gestão do Centro de Convenções
de Natal, está de agenda lotada até junho. São 35
eventos agendados até lá e outros em negociação,
que deverá fazer com que o índice de ocupação do
equipamento, que atualmente é de 230 dias por ano,
bata recorde em 2007.
Isso
tem sido motivo de sobra para a entidade comemorar,
haja vista que tais resultados contribuem para o
fortalecimento do turismo potiguar, especialmente o
crescimento da atividade nesta capital.
Um
exemplo dado pela Coohotur do trabalho que vem
realizando é o do evento ocorrido no último dia
27. Com programação de test-drives,
jantares e convenções, a Fiat promoveu o lançamento
do novo Pálio no Brasil, com a presença de
diretores e convidados de 18 países, consolidando o
Centro de Convenções como estrutura capaz de
sediar eventos de porte internacional.
A
Coohotur desfila outros eventos que ocorrerão neste
primeiro semestre, como o VI Salão Imobiliário de
Natal agora em março, que contará com mais de 200
estandes e deverá movimentar cerca de 1.500 pessoas
por dia entre os dias 21 e 24 deste mês.
Além
disso, consta também na agenda eventos locais, a
exemplo do "Strike Brasil",
"Fenafit", Congresso do Rotary Club
Brasil, "Encontro Nacional de Internautas"
e a "Bienal do Livro", entre outros.
Na
verdade, esse é um trabalho de nove anos de
administração, colhendo atualmente os resultados
esperados. Isso torna o Centro de Convenções de
Natal auto-sustentável, pois não gera qualquer ônus
para o governo do Rio Grande do Norte, graças às
receitas advindas da realização de eventos. O
faturamento em 2006 girou em torno de R$ 4,92 milhões.
Nesse
ritmo, a diretoria da Coohotur espera muito mais
para o ano em curso, o que faz sentido. Hoje o
Centro de Convenções de Natal está mais moderno e
bem equipado para receber eventos de porte e
incentivar o setor.
Enviado
por José Aécio Costa em 05.03.2007 CONTATO
TOPO
Quem
avisa, amigo é
É
de esperar que o governo do Estado (ou Prefeitura de
Natal) se mexa em tempo hábil para evitar que a
obra de duplicação do viaduto de Ponta Negra não
se torne inócua depois de concluída, por falta da
segunda parte do projeto, conforme já avisou o
diretor do Dnit/RN, Narcélio Sousa.
Afinal,
o Departamento Nacional de Infra-Estrutura dos
Transportes está concluindo sua parte e a outra
depende do poder público local. Pois, de acordo com
o projeto, para que o congestionamento ali seja
solucionado nas horas de pico, no sentido
Centro-Ponta Negra, é preciso que uma passarela
para pedestres seja instalada logo depois do
viaduto.
Com
essa providência, o semáforo existente no local
poderá ser removido, deixando livre o trânsito que
demanda em direção a Ponta Negra e outros bairros
da zona sul. Sem as adequações necessárias nas
avenidas Engº Roberto Freire e Ayrton Senna, a obra
do Dnit, cujo objetivo é melhorar o fluxo de veículos
que usam o viaduto sobre a BR 101, de pouco valerá,
advertiu o diretor.
Ainda
mais que, com a conclusão da obra, o trânsito pelo
local deverá aumentar consideravelmente, conforme
prevê o Dnit. É preciso, então, que a Secretaria
Estadual de Recursos Hídricos – ou quem de
direito – apresse a complementação do tão
esperado projeto de melhorias naquela área de
movimentado comércio.
Enviado
por José Aécio Costa em 02.03.2007 CONTATO
TOPO
A
crônica superlotação hospitalar
Pelos
jornais se fica sabendo que a situação de
superlotação do Hospital Walfredo Gurgel, em
Natal, voltou a se complicar depois do Carnaval,
lotando seu Pronto-Socorro Clóvis Sarinho. Por lá,
entende-se que isso ocorre por uma questão até
mesmo cultural da população, em virtude, é claro,
do alto índice de resolutividade dado pelo
hospital.
Sem
dúvida, o HWG, apesar de ser público, ainda é o
único bem equipado e preparado para atender casos
de urgência ou emergência no Estado, com respostas
satisfatórias. Poderia até ter atendimento melhor,
se todos os problemas não convergissem apenas para
lá, mas apenas aqueles a que se propõem suas funções.
Afinal,
atualmente são 320 leitos e 95 macas para atender a
demanda de casos de urgência e emergenciais, condições
consideradas suficientes pela direção, para um
atendimento normal.
Para
isso, no entanto, como diz a médica Hélida
Bezerra, diretora do pronto-socorro, é preciso que
a rede municipal de saúde cumpra sua finalidade,
realizando triagem dos casos que buscam assistência,
nem sempre considerados de urgência ou emergência.
Como a população não encontra essa assistência
nos postos, acorre ao hospital que é referência
maior nos serviços de alta complexidade.
E
aí é que se pergunta: cadê aquele projeto de
policlínicas para os municípios da Grande Natal
que iria ajudar a desafogar o Hospital Walfredo
Gurgel, sobretudo seu pronto-socorro? Não se tem
notícia mais dele.
Enviado
por José Aécio Costa em 28.02.2007 CONTATO
TOPO
Quem
paga mais pelo peixe
Nem
precisa ser Semana Santa, período de maior tradição
de consumo de peixe, para se deparar com a venda de peixes a preço proibitivo.
Basta ir a qualquer supermercado ou peixaria para
encontrar lá o pescado de melhor qualidade com preços
que giram entre R$ 15 e R$ 18 o quilo – ou até
mais que isso. Pelo menos é o que se constata aqui
em Natal, num giro pelos locais de venda.
Com
preços assim, bem mais elevados do que para a carne
bovina, o consumo de peixe é só para quem pode
neste país. A princípio, a culpa do preço elevado
é atribuída aos atravessadores do pescado, que
compra barato na fonte do produto e repassa aos
pontos de venda a um preço que encarece.
Se
bem que os supermercados, por exemplo, devem
carregar também no preço para o consumidor final,
que é infelizmente quem paga caro pelo produto. Não
se entende por que não existem políticas públicas
para baratear o pescado, já que é um produto
recomendável para uma dieta saudável e o nosso mar
é uma fonte inesgotável. Portanto, a questão não
é essa.
Além
disso, existe até isenção de ICMS para o consumo
de óleo diesel pelos barcos de pesca. No entanto,
aparentemente, sem nenhum benefício para o
consumidor final que, se quiser de fato se alimentar
de peixe, terá que desembolsar uma boa grana.
Quer
dizer, esse tipo de política de incentivo sem
fiscalização, na prática torná-se inócua, tendo
em vista que seus efeitos não chegam até o
consumidor, mas se perde nos meandros da especulação.
Enviado
por José Aécio Costa em 26.02.2007 CONTATO
TOPO
Cientistas
do mundo todo em Natal
O
Rio Grande do Norte que tem buscado se desenvolver
por meio de pleitos econômicos frustrados, a
exemplo da fábrica de barrilha, refinaria de petróleo
e o pólo gás-sal, não pode deixar de aproveitar a
oportunidade que está sendo dada em outra área, a
da ciência.
É
fato hoje que o RN tornou-se privilegiado ao ser o
escolhido para instalação de uma das mais
importantes instituições científicas de projeção
mundial, com a instalação do Instituto
Internacional de Neurociências de Natal, o IINN, já
em construção e desenvolvendo atividades.
Por
força desse projeto, trouxe para cá a realização
do 2º Simpósio Internacional de Neurociência, um
dos mais expressivos eventos na área de
conhecimento científico. O encontro vai reunir
durante três dias, a começar desta sexta-feira 23
até domingo, cerca de 700 cientistas entre
conferencistas e pesquisadores, muitos deles de
renome mundial.
Aqui,
esses estudiosos do cérebro humano repassarão
conhecimentos e ações realizadas pela ciência,
para que se inicie assim importante processo de
descentralização.
Mas
esse esforço empreendido poderia ser poupado de se
dizer que precisa contar com apoio das autoridades
governamentais locais. Afinal, a capital do RN ganha
notoriedade numa área de conhecimento invejável,
que qualquer outra cidade brasileira gostaria de
conquistar esse feito. Seja pelo que esse evento,
assim como a instituição, representam para o país,
seja pela relevância dessa área de estudos da
neurociência.
Enviado
por José Aécio Costa em 23.02.2007 CONTATO
TOPO
Ainda
na ressaca do Carnaval
Estamos
retornando às atividades de rotina, ainda na
ressaca do Carnaval, com dois sérios problemas, em
duas áreas vitais da administração estadual, que
aguardam soluções do governo do Rio Grande do
Norte. Um se refere à segurança pública e o outro
ao setor de saúde.
No
primeiro caso, temos uma greve de policiais
militares que comprometeu em parte o serviço de
policiamento desta capital, concorrendo para maior número
de ocorrências em relação ao Carnaval de 2006.
Isso é fato já divulgado pelos meios de comunicação,
inclusive, admitido por autoridades policiais. A Polícia
Militar reivindica cumprimento de acordo
remunerativo firmado e não cumprido.
O
outro problema se passa no setor de saúde com uma
greve também, esta dos médicos do Estado, que
fincaram o pé e ameaçam pedir demissão em massa,
caso o governo não atenda as reivindicações específicas
da categoria. Não concordam com o plano de cargos,
carreira e remuneração (PCCR) criado para os
servidores da Secretaria Estadual de Saúde e querem
tratamento diferenciado. Ainda bem, que os hospitais
da capital funcionaram sem problemas no decorrer
desses dias de Carnaval, conforme as notícias
dadas.
Com
essas categorias, de acordo com o que afirmam suas
lideranças, o governo Wilma de Faria havia se
comprometido em atendê-los, quando das primeiras
reações no ano passado, antes das eleições de
outubro.
Bem,
a questão aí não é saber quem tem razão. O que
a sociedade norte-rio-grandense não aceita é a
precariedade desses serviços públicos, a ponto de
afetar a segurança da população e colocar sob
risco de vida o atendimento dos pacientes do Sistema
Único de Saúde. Por isso, pede-se bom senso de
ambos os lados e respostas rápidas para solução
dos problemas aí expostos.
Enviado
por José Aécio Costa em 21.02.2007 CONTATO
TOPO
O
Carnaval de índices do RN
Mais
um índice de 2006 coloca o Rio Grande do Norte como
destaque em outro ranking nacional. Como se não
bastasse o de maior faturamento real do comércio
varejista, de mais emprego formal e de maior consumo
de energia no segmento residencial, desta vez o RN
destaca-se como o maioral que mais paga ICMS por
contribuinte, de acordo com a média nacional e da
região Nordeste.
O
valor do ICMS per capita do contribuinte potiguar
representa R$ 662,58. Isso deixa o Estado acima das
médias nacional (R$ 494,85) e nordestina (R$
524,80). Na comparação com os demais Estados, o RN
tem o maior ICMS per capita do Nordeste e o 14º
maior do país.
A
fonte, a exemplo do ranking do faturamento real do
varejo, novamente é a Fecomércio/RN, que tem se
dedicado a fazer incursões nessa área de seu
interesse. Diz o estudo que a receita de ICMS no Rio
Grande do Norte de janeiro a dezembro de 2006 foi em
torno de R$ 1,9
bilhão, um valor 13,45%
maior do que todo o montante arrecadado no ano
passado.
Com
esses índices, a Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do RN demonstra a importância
do setor para o Estado, fortalecendo futuras políticas
da entidade. Mais um motivo para cair na folia que
está começando e que só pára na quarta-feira de
cinzas.
Enviado
por José Aécio Costa em 16.02.2007 CONTATO
TOPO
É
mais um verão... E nada!
Mais
um verão está chegando ao fim, sem que a praia de
Caraúbas, no litoral norte, a uns 70 km de Natal,
tenha estradas de acesso que ofereça uma opção
razoável. A praia, um lugarejo pertencente a Barra
de Maxaranguape, só se chega até lá por estradas
de barro em péssimas condições de tráfego.
Existem
pelos menos três alternativas ao se deixar a BR
101: uma por Barra de Maxaranguape, outra mais
adiante depois de Muriú e, ainda, a terceira mais
à frente por Maracajau, onde fica o Manoa –
equipamento turístico de grande atração.
Este trecho, sim, está asfaltado faz tempo.
Mas só até lá.
Porém,
de lá até Caraúbas que fica vizinha, a cerca de
dez minutos, o trecho é a barro e sem oferecer as mínimas
condições. Muito já se prometeu fazer um desses
acessos asfaltado até Caraúbas. Até este verão,
porém, nada. Talvez, só quando os gringos chegarem
por lá. Assim, não se faz bom turismo.
Prefeitura
de Barra e governo do Estado precisam se entender em
relação a esse investimento tão esperado pela
comunidade de nativos e veranistas.
Enviado
por José Aécio Costa em 14.02.2007 CONTATO
TOPO
RN
de índices para cima
Mais
um índice que nos é favorável e nos coloca como o
primeiro no ranking nacional: agora é o de energia,
conforme saiu no jornal de domingo 11. Sim, senhor.
O Rio Grande do Norte também é o primeiro em
consumo de energia elétrica, com o registro de
incremento de 8,8% no segmento residencial referente
ao ano de 2006, dados da Cosern.
Esse
é o maior índice do Nordeste, segundo a reportagem
dominical da Tribuna do Norte, da repórter Emídia
Felipe. Nos setores de comércio e indústria, os
aumentos foram de 9,9% e 5,9%, respectivamente.
Essas taxas porcentuais elevaram a média de consumo
no Estado para 6,1%, o que é superior aos índices
do Nordeste (4%) e do Brasil (3,8%).
Pois
é, na nota anterior (de
sexta-feira 9/02) já haviam sido citados outros
índices do RN. O do comércio varejista da Grande
Natal que apresentou faturamento real de 17,27% em
2006 sobre o ano anterior. Esse índice colocou o
Estado como líder nacional em crescimento de
vendas.
Depois
houve mais um índice também favorável ao RN.
Dessa vez foi o de emprego formal. O Rio Grande do
Norte saiu na frente com crescimento de 5,46%,
segundo o Ministério do Trabalho, em apuração
feita pelo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), e divulgado pela imprensa
local. Novamente, o crescimento ficou acima da média nacional.
Isso
quer dizer que, guardada as proporções em relação
aos Estados maiores, estamos numa fase excelente de
consumo, de mais empregos de carteira assinada e de
consumo de energia, que representa também
desenvolvimento. Maravilha! Então, o que nos falta
para sermos potência?
Enviado
por José Aécio Costa em 12.02.2007 CONTATO
TOPO
Natal
vira capital do consumo
Chama
a atenção pesquisa realizada pela Fecomércio-RN
sobre consumo na Grande Natal, que lidera
nacionalmente no faturamento do setor varejista,
referente ao ano passado. “O faturamento real do
setor, descontada a inflação, foi nada menos que
17,27% maior no ano passado que em 2005”, diz a
assessoria de imprensa da entidade.
Toda
essa robusta taxa de crescimento bateu de longe as
demais regiões metropolitanas do país, pois quem
chegou mais perto foi o Estado de Tocantins com
11,21%. São Paulo, por exemplo, aquela potência
econômica,coitadinha, teve desempenho de apenas
4,30%. E Rio de Janeiro segurou a laterninha com
1,20%, juntamente com Maringá, 0,81%, de acordo com
o ranking nacional exibido.
O
desempenho no faturamento das empresas natalenses é
engrossado sobretudo pelos segmentos de
supermercados (29%), concessionárias de veículos
(17,6%) e de combustíveis e lubrificantes (12,3%).
Quer
dizer, no ano de 2006, que é o que se refere a
pesquisa, os natalenses andaram abrindo a carteira
nesses três segmentos, comprando mais comida e
bebidas, automóveis e enchendo o tanque de seus
carros.
Isso
chama atenção porque, como se sabe, Natal é uma
capital de salários baixos. Imagine os outros municípios
da região metropolitana. Então, o curioso é saber
o que de fato está incrementando o consumo local.
Por exemplo: será que o turismo tem tudo a ver com
isso? Pode ser.
A
sondagem é feita pela Federação do Comércio, de
Bens, Serviços e Turismo do RN em parceria com a
Consulte, empresa de pesquisas com nome conhecido na
praça. Mas não ofende questionar: será que a
metodologia das pesquisas é a mesma para que se
possa fazer essa comparação com as outras regiões
metropolitanas?
Em
caso afirmativo, volta-se ao ponto principal desse
questionamento: por que o consumo aqui anda tão
disparado?
Enviado
por José Aécio Costa em 09.02.2007 CONTATO
TOPO
CPMF
de provisória a permanente
Quem
esperava a CPMF acabar, aquela tributação gerada
por movimentação financeira, vá tirando o
cavalinho da chuva. Na verdade, a CPMF que foi
criada como contribuição provisória, tornou-se de
fato permanente, e as promessas de que a alíquota
seria reduzida até um dia desaparecer, o governo
deu marcha à ré.
Resultado:
fomos todos ludibriados. Isso foi no que deu a invenção
de se criar neste país um imposto único. A rigor,
se criou mais um imposto, em vez de único. Sonho
acalentado, à época, pelo empresário – e
ex-deputado federal potiguar –
Flávio
Rocha, com apoio do mundo empresarial.
Lembram-se?
Na
entrevista que o ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, deu para o jornal O Globo segunda-feira,
deixou claro que o governo Lula mudou de idéia.
Pelo contrário, na verdade, o governo quer prorrogá-la
por mais dez anos. Já são dois governos que
prometem acabar com a CPMF e nada.
Primeiro,
foi o governo FHC, que criou a tal contribuição
denominada de provisória, mas também não cumpriu
com a promessa de acabá-la. Agora, Lula. E assim a
tal CPMF vai passando de governo a governo e
ficando.
Enviado
por José Aécio Costa em 07.02.2007 CONTATO
TOPO
Um programa de
resultados
Tem
um programa aí que está fazendo a diferença em
termos de políticas públicas. Trata-se do Protec,
que quer dizer programa de apoio tecnológico às
micro e pequenas empresas, desenvolvido pelo governo
estadual em parceria com o Sebrae-RN.
Pode
até se pensar que seja mais um sigla para efeito de
mídia. Mas no balanço que se fez dele em relação
ao ano passado, percebe-se que seu desenvolvimento
tem surtido os efeitos positivos de acordo com as
expectativas geradas.
Em
2006, por exemplo, esse programa atendeu 61 municípios
do Rio Grande do Norte, onde foram aplicados
recursos em torno de R$ 1,385 milhão em 52 projetos
tecnológicos. Ele atendeu a 433 empresas formais
dos setores industriais e de serviços, de diversos
segmentos de atividades, promovendo a capacitação
de cerca de 8.000 pessoas.
Além
disso, foram capacitados 1.500 produtores informais
do setor de agronegócios (incluindo os segmentos da
ovinocaprinocultura, bovinocultura leiteira,
fruticultura e a apicultura). Com mais esses números,
durante o ano passado, foram capacitados cerca de
9.500 pessoas, compreendendo, nesse universo,
pequenos empreendedores.
Criado
em 2004, o Protec tem como proposta promover a
melhoria e a inovação de produtos, assim como de
processos produtivos para elevar o patamar tecnológico
e aumentar a competitividade dos pequenos negócios.
O programa foi concebido a partir da necessidade de
promover o desenvolvimento local por meio da inserção
de tecnologia no dia-a-dia das pequenas empresas do
Rio Grande do Norte.
Dado
o êxito que o programa vem obtendo entre sua
clientela, fortalecido pela parceria da Secretaria
Estadual de Desenvolvimento Econômico e Sebrae-RN,
o programa renovado em 2006 se estenderá por este
ano também, com recursos da ordem de R$ 2 milhões.
Desse total, o Sebrae participa com R$ 1,5 milhão e
o governo do Estado R$ 500 mil.
Em
resumo, o Protec sobressai como a força-motriz para
importantes segmentos da economia potiguar, a
exemplo dos arranjos produtivos locais (APLs) e
demandas individuais de microempresários.
Enviado
por José Aécio Costa em 05.02.2007 CONTATO
TOPO
Remédio
contra juros absurdos
Uma
senhora mostrava-se esta semana indignada com o
tamanho dos juros cobrados no rotativo do cartão de
crédito em um desses hipermercados natalenses que
oferecem facilidades no limite disponível de
consumo.
Pois
é, só há mesmo um jeito de derrubar esses juros
absurdos: não comprar mais no rotativo do cartão e
zerar a conta. Depois, para qualquer compra que
fizer, se for ainda no cartão de crédito, tem que
ser para pagar tudo até o vencimento. Não deixe
nenhum saldo devedor.
É
esse o cavalo de Tróia dos vivórios para
consumidores incautos, ou seja, o que faz a festa
deles.
Do
contrário, os agiotas oficiais vão continuar
metendo a mão em seu dinheiro sem pena, coisa para
lhe ver mesmo enforcado. Porque o que é cobrado de
juros além do que você realmente deve, não é
nada civilizado. É dinheiro para se fazer outra
compra igualzinha a que gerou os juros.
Então,
essa política de juros exorbitantes, injustos e
desumanos, só interessa mesmo a Meirelles (Henrique
Meirelles, presidente do Banco Central) e sua turma
de banqueiros & companhia. Tudo isso sob o manto
da empulhação de controlar a inflação.
Na
verdade, a classe média brasileira tem que tomar
consciência e deixar de encher os bolsos desses
agiotas disfarçados de cavalheiros. Na mais extrema
das medidas a saída é quebrar mesmo os cartões,
jogar tudo na lata do lixo. Garanto que se faz
melhor negócio e o dinheiro renderá no final do mês.
Enviado
por José Aécio Costa em 02.02.2007 CONTATO
TOPO
Passos
da inclusão digital
A
exemplo do rádio e depois da televisão, o acesso
à internet tende a se popularizar rapidamente com
as políticas públicas de inclusão digital em
desenvolvimento. Isso vai ser possível com as novas
investidas que o poder público está fazendo nessa
área.
Notícia
recente informa que o governo federal está
finalizando acordo com a Associação Brasileira de
Concessionárias de Serviço de Telefone Fixo
Comutado (Abrafix) para integrar a parte de conexão
à Internet ao programa Cidadão
Conectado-Computador para Todos, o PC Conectado.
Essa
medida visa facilitar o acesso da população de
baixa renda à Internet, conforme fonte da Presidência
da República informou pelos meios de comunicação.
O valor previsto para o acesso é de R$ 7,50.
Contudo,
isso ainda está sendo negociado com as operadoras.
A questão é saber se a quantidade de horas em relação
a esse valor vai ser dez ou 15 horas. O preço
sugerido refere-se ao acesso na residência da
pessoa por telefonia fixa. Então, acertado isso aí,
qualquer pessoa que tenha telefone fixo vai poder
ter acesso à internet.
No
Rio Grande do Norte, o processo de inclusão digital
começa a ganhar corpo nos municípios do Estado,
chegando até as áreas rurais. Até outubro do ano
passado, pelo menos 50 escolas dessas já estavam em
funcionamento, como parte da ação governamental,
por meio do programa de apoio à pesquisa e inovação
para o desenvolvimento social.
Enviado
por José Aécio Costa em 31.01.2007 CONTATO
TOPO
Litoral
transforma-se em eldorado
O
litoral do Rio Grande do Norte, a partir de sua
capital Natal, vem se tornando num eldorado dos
investimentos imobiliários internacionais. Basta
acompanhar o que está acontecendo nesse setor para
constatar essa realidade. Por exemplo, a notícia
mais recente é a de que dois conceituados nomes do
mercado local (a Ecocil e a Abreu Imóveis) firmaram
parceria com grupo italiano para importante
investimento condominial.
Trata-se
dos investidores italianos Davide Bizzi e Paolo
Dini, sócios-fundadores do grupo Bi & Di Real
Estate que vão fazer seu primeiro investimento no
Brasil e optaram por Natal para isso.
O
investimento do grupo destina-se a construção do
condomínio residencial Estrela do Atlântico, que
ficará localizado na Rota do Sol, próximo a Ponta
Negra. A parceria com as empresas locais prevê que
caberá à Ecocil edificar o empreendimento e à
Abreu Imóveis comercializar.
Esse
grupo europeu tem sede em Milão e atuação
destacada nas principais cidades italianas, como Milão,
Roma e Bologna, nos países bálticos (Estônia e
Letônia),
além de Espanha, México e Cuba. Atualmente,
prepara-se para fazer chegar seus investimentos a
Nova Iorque.
Fala-se
muito bem desse grupo que, com apenas seis anos de
atuação internacional, dedica-se à avaliação da
rentabilidade de investimentos e a novas
oportunidades de negócios, viabilizando assim
projetos habitacionais rentáveis para seus
parceiros e compradores.
O
exemplo acima é apenas ilustrativo do que acontece
no litoral do RN, pois muitos outros investimentos
estão aportando por aqui. Basta dizer que,
ultimamente, veranistas nativos estão recebendo
ofertas irrecusáveis para vender sua casa de praia.
Conta-se que a especulação anda solta, duplicando
e até triplicando preços de imóveis.
Enviado
por José Aécio Costa em 29.01.2007 CONTATO
TOPO
Cooperativismo
para baixar custos
Vira-e-mexe,
o cooperativismo que já esteve em alta neste país
em tempos passados, volta a ser alternativa.
Principalmente, em tempos de juros altos e
encargos financeiros pesados. Atividades produtivas
no Rio Grande do Norte estão recorrendo a esse
sistema para atenuar custos operacionais.
É
com essa concepção que está em gestação a
Credcom, ou seja, a Cooperativa de Economia e Crédito
Mútuo dos Empresários da Região Metropolitana de
Natal.
Com
a idéia no papel, um grupo de entidades
empresariais partiu para fazê-la valer na prática.
A Credcom é uma iniciativa da Fecomércio/RN,
CDL/Natal e Seturn. O grupo pretende assim promover redução dos custos das operações
financeiras e facilitar o acesso ao crédito das
empresas cooperadas do comércio, serviços e
turismo.
Não
é só. A cooperativa visa gerar lucros para seus
associados com uma política de crédito produtiva e
orientada para possibilitar a manutenção dos
recursos e, em conseqüência, seu crescimento. E
mais: o sistema acena com taxa de juros inferior a
do mercado.
A
Credcom inicia atividades com 93 cooperados mas
pretende ter alcance muito maior, conquistando um
mercado potencial de 16 mil empresas da região da
Grande Natal.
Enviado
por José Aécio Costa em 26.01.2007 CONTATO
TOPO
Safra
de reformas e choques
Curioso
é que até aqui não se sabe bem com que objetivo
foi feito a reforma administrativa do governo do Rio
Grande do Norte. Não se pode creditá-la apenas ao
desejo de acomodação dos quadros políticos como
apontam as especulações. Uma reforma
administrativa deve ir muito além disso e ter
objetivos claros, definidos e justificáveis.
Também
é difícil acreditar que seja apenas pelo impulso
do modismo. Reformas administrativas e choques de
gestão estão na ordem do dia. Mas deve existir de
fato uma razão sustentável. Por exemplo, o governo
cearense fez sua reforma administrativa e já
mostrou o que pretende com ela: o enxugamento da máquina
com uma economia de R$ 60 milhões por ano.
Por
aqui se tem notícia de que a reforma da governadora
Wilma de Faria criou uma estrutura governamental
maior de órgãos e cargos, que, a princípio, é
inegável que não concorra para aumento de mais
despesas do erário estadual.
Governos
são assim: um faz, o outro desmancha e a história
se repete sucessivamente. Agora mesmo, por exemplo,
duas empresas que estão sendo criadas, uma na área
da habitação (Cehab) e outra na do turismo
(Emprotur) ambas já existiram no passado. Mas num
desses enxugamentos, elas foram extintas. Pois bem,
elas estão de volta. E é assim que caminham os
governantes, os de hoje e os de ontem.
Enviado
por José Aécio Costa em 24.01.2007 CONTATO
TOPO
Pois
é, quem diria, o Carrefour
Esse
gigante que é o Carrefour, a rede mundial de
hipermercados francesa, esteve prestes a fechar no
Brasil e bater em retirada.
Isso foi há pouco mais de um ano, quando seu
presidente, o espanhol José Luís Duran, ameaçou
sair do Brasil num prazo máximo de dois anos caso
os resultados locais da empresa não melhorassem e
os negócios não voltassem a crescer na velocidade
desejada.
Bem,
quem conta essa história é o portal da revista
Exame que, por sua vez, atribui tal revelação a
uma reportagem do jornal americano The
Wall Street Journal, divulgada há poucos dias.
Na
época, segundo o portal da Exame, os negócios da
subsidiária brasileira do Carrefour vinham
minguando. A rede sofria de uma aparentemente crônica
incapacidade de crescer, diante de seus principais
concorrentes – o grupo Pão de Açúcar e o
Wal-Mart – que expandiam rapidamente suas operações
no país, cada vez mais.
Tanto
era assim que, há seis anos, o Carrefour brasileiro
participava com 12% do faturamento global da
empresa. Atualmente, essa participação é de
apenas 5%, segundo a notícia do portal. Por isso, o
Brasil deixava de ser atrativo. Então, reagir e
evitar a saída do gigante era a única alternativa
para os executivos locais.
E
foi assim que fizeram. Nos últimos meses, a rede
passou por uma reestruturação que incluiu da
renovação do quadro de funcionários ao corte
brutal de custos, ainda de acordo com a notícia.
No entanto, a ameaça
de abandono do mercado brasileiro ainda é tabu na
sede do Carrefour, localizada no bairro do Morumbi,
na zona sul de São Paulo. Conta-se que os
executivos não admitem oficialmente, mas por vários
meses o ultimato assombrou o negócio.
Aqui,
em Natal, a rede francesa opera com dois
hipermercados, um na zona sul (mais antigo) e outro
na zona norte (inaugurado recentemente).
Enviado
por José Aécio Costa em 22.01.2007 CONTATO
TOPO
Receio
de perda da Transnordestina
Nem
Pernambuco, que nos levou a refinaria de petróleo,
escapa do receio de ser passado para trás.
Editorial do Jornal do Commercio manifesta o temor
de aquele Estado ficar de fora do projeto da
Transnordestina, importante obra ferroviária
prevista para a região, da qual foi excluído o Rio
Grande do Norte, mais um projeto perdido.
Segundo
o JC edição do dia 15 último, “há rumores de
que a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) só
iria construir o trecho ferroviário do Ceará”.
Diante disso, reclama o artigo de que tal informação
foi dada por aquele veículo e até aquela data
ninguém se mexeu para dizer que se tratava de equívoco.
Em
seguida diz lá o bravo jornal: “Isso é muito
ruim para Pernambuco e os rumores incomodam. Até
porque dar esse tratamento preferencial a um trecho
destinado a fortalecer o porto de Pecém
significaria evidente prejuízo para Suape, que é
concorrente do porto cearense”.
Mais
adiante tenta desconversar: “Claro, não queremos
acreditar que esteja ganhando forma na calada da
noite nenhuma atitude que signifique discriminação
contra Pernambuco. Entretanto, o povo, muito
sabiamente, costuma alertar: onde há fumaça...”.
Daí
justifica que “cumpre a todas as autoridades de
Pernambuco, à sua elite dirigente, organizações
empresariais, trabalhistas, cobrarem uma definição
da Companhia Ferroviária do Nordeste.”
Enquanto
isso, políticos norte-rio-grandenses continuam
arengando, em vez de se unirem pela obra estrutural
e imprescindível do aeroporto de São Gonçalo do
Amarante, na Grande Natal. Se não cuidarem,
perderemos mais essa.
Enviado
por José Aécio Costa em 19.01.2007 CONTATO
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