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A
realização de campanhas para defender o gosto pela
leitura, a garantia do livro de autor potiguar para as
nossas escolas e a obrigatoriedade da literatura
potiguar no currículo do ensino secundário,
principalmente, são as propostas do escritor Manoel
Onofre Júnior para assegurar um desenvolvimento do
setor literário e editorial do Rio Grande do Norte.
Essas idéias foram expostas na tarde do dia 25 de julho
de 2006, no Fórum de Discussões sobre o processo de
criação de livros promovido pela Livraria Siciliano,
no Shopping Midway Mall, para comemorar o Dia do
Escritor.
Manoel
Onofre considera a atividade do escritor uma “missão
muito árdua, de caráter até quixotesco”, mas diz
ter a expectativa de que a realidade social melhore.
Segundo ele, “o problema não é os escritores, mas
precisamos de leitores e os meios audiovisuais vêm
ocupando espaços que fazem o livro ser subestimado”.
O escritor, que é membro da Academia
Norte-rio-grandense de Letras, explica que todas aquelas
suas idéias visam fomentar o gosto pela leitura.
O
dia 25 julho foi escolhido como Dia Nacional do Escritor
em 1960, depois do sucesso do I Festival do Escritor
Brasileiro. A iniciativa partiu da União Brasileira de
Escritores, através de José Peregrino e Jorge Amado,
presidente e vice, respectivamente, da UBE. Atualmente a
unidade da UBE no Rio Grane do Norte está sendo
reativada, devendo ser escolhida uma Diretoria em
assembléia geral ainda a ser marcada.
Coordenado
pelo escritor e jornalista Carlos de Souza – Editor do
Caderno de Educação da Tribuna do Norte, o Fórum de
Discussões sobre o processo de criação de livros
contou com a presença de cerca de 40 escritores
potiguares, contando ainda na mesa coordenadora com
falas da poeta Diva Cunha e dos prosadores Pablo
Capistrano e Carlos Fialho, representante do movimento
Jovens Escribas.
Desespero
A
escritora Diva Cunha opinou sobre a editoração de
livros no Estado, afirmando que “publicar é até um
desespero” e que as portas são fechadas para o
financiamento de livros até mesmo quando a publicação
é amparada pela lei de incentivo à cultura. Segundo
Diva, “escrever é uma novela para o escritor”.
Nessas circunstâncias, ela assevera que a política
cultural é inexistente no Rio Grande do Norte.
Procurando
abordar especificamente o tema do fórum - o processo de
criação de livros – Carlos de Souza
disse que se considera um escritor quase
bissexto, referindo-se a períodos que passou sem
produzir livros. Mas diz que está com vários livros na
gaveta, tendo pelo menos um com fortes perspectivas de
ser editado pelo Sebo Vermelho, cujo proprietário,
Abmael Silva estava também presente.
Pablo
Capistrano, da mesma forma fez referência ao seu
processo de criação, fazendo uma separação entre o
interno – a produção literária em si, e o externo,
relacionado com a publicação das obras. Encerrando uma
rodada da mesa, Carlos Fialho, dos Jovens Escribas,
disse que sua produção é sempre voltada para textos
curtos, principalmente contos e crônicas, para os quais
sempre guarda os temas e termos, a fim de facilitar na
produção.
Instituição
Entre
os que usaram da palavra em seguida, o escritor, poeta e
jornalista Walter Medeiros informou que tem vários
livros escritos em busca de editores, entre eles “Eu
sou livre – um grito dos anos 70”, que trata da vida
política daquela época. Segundo ele, vivemos hoje uma
nova realidade, onde os custos gráficos tendem a
baixar, com a popularização da microinformática. A
respeito das idéias de Manoel Onofre, disse que
precisamos de uma instituição que encare a produção
dos nossos escritores como uma questão institucional e
não órgãos com planos editoriais irrisórios.
Representando
a União Brasileira de Escritores, em reativação, o
poeta Lívio Oliveira afirmou que a entidade trabalha
para ampliar o interesse pelo livro e em prol da divulgação
dos autores. Entre os seus projetos, estão a criação
de um site, uma revista e um programa de rádio sobre
literatura potiguar. No momento, já estão divulgando a
campanha através de um banner com a frase “LEIA O
AUTOR POTIGUAR”.
Visivelmente
emocionado o professor Otomar Lopes Cardoso disse que
estava empolgado em ver naquela reunião o Rio Grande do
Norte com amor às letras e à cultura. Segundo ele, o
Centro Norte-rio-grandense no Rio de Janeiro pode ser um
bom canal para ajudar a divulgação dos escritores.
Sugeriu que sejam enviados livros para a Biblioteca da
Centro Norte-rio-grandense, onde podem ser realizados
também lançamentos de livros.

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Sobre
a reunião dos escritores na livraria Siciliano -
observamos oseguinte:
01.Os
autores de trabalhos escritos, sem publicação, assim
como outros de Natal-RN poderiam se organizar melhor,
sem demora - para examinar este assunto, visando obter a
solução adequada, independente e com auto-gestão.
02.
Bastaria sair da acomodação com expectativa de ser
atendido por alguém - para ser realizada a publicação
de suas obras escritas - resultantes de estudo e
pesquisa para que assim a nossa coletividade tivesse
oportunidade de obter mais alguma coisa pelos caminhos
do conhecimento.
03
- Organização, sim - seria o meio mais autêntico para
resolver o problema. Estamos falando e pensando numa
associação, cooperativa a ser constituída com o mínimo
de 20 pessoas, inicialmente, dispostas em constituir
essa entidade, com seus próprios recursos, mesmo que
estes inicialmente, sejam pequenos no plano individual,
mas seriam médios-grandes, no coletivo.
04
- Com esse respaldo de organização - o grupo poderia
fazer um plano de publicações a cada ano, de acordo
com o montante disponível, desde que este fosse
constituído por cada participante da entidade.
05
- A questão maior, segundo o nosso entendimento,
consiste na falta de reconhecimento da necessidade de ação
social - olhando para o futuro, mesmo considerando que
no passado e na atualidade não temos, nem fazemos
experiências dessa natureza - porque vivemos ligados
com o lucro imediatista - apesar das idéias de
humanismo, interação social, política, econômica...etc
e tal.
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Aviso aos navegantes: se alguém quiser ver e pensar
sobre isto - estou a fim de ir ao grupo.
Arlindo Freire.
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