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A última segunda, 27 de março, entrou para a
história do Brasil. Mais uma vez, um homem do povo, o
simples caseiro Francenildo Costa, derruba um líder
poderoso da República: Antonio Palocci Filho. O mesmo
aconteceu com Collor, derrubado pelas denuncias do
motorista Eriberto França (aliás, natural do RN).
Acompanhei o exercício
do poder de Palocci, na condução da economia
brasileira. Fomos colegas na Câmara dos Deputados.
Sempre teve o estilo “fechadão” e “sisudo”. Faço-lhe
justiça nos resultados colhidos no Ministério da
Fazenda, embora discorde da taxa de juros.
Já assisti vários
filmes com este enredo. O poder chega premia, envaidece
pessoas e desaparece, sem aviso prévio, no caldeirão
de crises intermináveis e fatais.
Antes de Palocci,
sofreram o mesmo revés, José Dirceu e Gushiken, ambos
da intimidade presidencial. Verdadeiros “donos do
poder”, após a posse Lula.
Recordo o dia 15 de março
de 1990. Assisti em Brasília a posse de Fernando Collor
na Presidência da Republica, em sessão presidida pelo
meu velho amigo, senador Nelson Carneiro. Ao chegar em
casa, disse a Abigail: “que homem de sorte, o Collor. Jovem, chega à Presidência. O céu será
o seu limite”. Não demorou muito. Em 2 de outubro
de 1992, saía escorchado do Palácio do Planalto.
Em 1993/4 vi o
ex-presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro,
andando o Brasil, auto-suficiente, poderoso, preparando
a sua candidatura à Presidência da República pelo
PMDB. Meses antes, atingira a glória suprema, quando
afirmou “ouvir o
clamor das ruas” ao presidir a sessão que afastou
Collor do poder. Pouco tempo depois, flagrado no escândalo
do Orçamento, vagava pelos corredores do Congresso,
pedindo clemência. Certo dia descia num elevador com
ele e o deputado José Lourenço, da Bahia. Ibsen
dirigiu-se a José Lourenço e solicitou-lhe ajuda. De
pronto ouviu a dura resposta: “Não
posso Ibsen. Ouvi o clamor das ruas, que deseja vê-lo
cassado”. Fiquei chocado ao testemunhar aquele diálogo.
No dia 18 de maio de 1994, Ibsen foi cassado com 296
votos a favor, quando eram necessários 252.
Sou daqueles que
acreditam na verdade e na justiça divina, em qualquer
circunstância, inclusive na política. Cedo ou tarde
surge o julgamento justo – absolvendo ou condenando.
Às vezes, até após a morte dos acusados. É necessário,
portanto, ter muita prudência e firmeza ao julgar
pessoas e fatos políticos. Jamais a prudência dos
“mornos”, aqueles que não têm opinião, salvo para
obterem vantagens pessoais ao estilo da “lei de
Gerson”. Aliás, quando a prudência se confunde com o
“meio-termo” deixa de ser virtude e vira esperteza.
É como disse Luiz Fernando Veríssimo: “se
a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não
teria ondas, os dias não seriam nublados e os arco-íris
não teriam tons cinza”.
A política hoje se
assemelha a uma caixa de Pandora. Aquela lenda, em que a
mulher era bela, imortal e com desejo indomável.
Chamava-se Pandora, sinônimo de possuir todos os dons
do sucesso. Ela se casa com Epimeteu e presenteia-o com
um jarro. O esposo ao abrir a caixa do presente, vê-se
encoberto por uma nuvem negra, escapando todas as maldições
e pragas do planeta. As mesmas desgraças, que até hoje atormentam a humanidade.
Em sentido figurado,
Palloci, Dirceu, Gushiken, Collor, Ibsen e tantos outros
políticos abriram as suas caixas de Pandora. Foram
surpreendidos com a avalanche negativa das denuncias,
misturadas com o sucesso pessoal, que parecia eterno. O
exemplo deles fica como advertência. Sobretudo, para
quem se considera acima do bem e do mal e confunde dever
com virtude. Ser honesto é dever. Autoproclamar-se
honesto como trunfo político é hipocrisia. Estes são
verdadeiros sepulcros caiados. Piores, até, do que os
verdadeiros culpados.
ACONTECE
Maçonaria
Ney Jr. foi colado no
Grau de Mestre Maçom, na última segunda, em Brasília,
pelo Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Sr.
Laelso Rodrigues. É grande o entusiasmo de Ney Jr pela
Maçonaria, realmente uma instituição que presta
relevantes serviços à comunidade e sempre esteve
presente nos momentos difíceis da história do Brasil,
desde a Independência.
Lançado “OPINIÃO
V”
Lançado o livro
“Opinião V”, de minha autoria. São textos desta
coluna publicada semanalmente no POTI e GAZETA DO OESTE,
além de discursos e estudos sobre o RN e o Brasil. O
leitor interessado poderá solicitar, gratuitamente, um
exemplar, através do e-mail nl@neylopes.com.br
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Concurso (I)
Com 325 vagas está
aberta inscrição, até o dia 9 próximo, para concurso
na Dataprev. Salário inicial: R$ 2.180.00. Informações
no fone (061) 3448 0100 ou na Internet: www.cespe.unb.br/concursos/sataprev2006
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Concurso (II)
O Ministério da
Integração Nacional aceita inscrições para concurso
público aberto, até sexta próxima, sendo 75 vagas de
nível médio e 6 superior. Os salários iniciais variam
de R$ 1.133 a R$ 1.340.00 Informações no telefone
061-3448 0100.
Concurso (III)
Até 19 deste mês
estarão abertas inscrições para concurso público no
Ministério da Cultura, sendo 18 vagas de nível médio
e 197 de nível superior com salários iniciais de R$
1.560.00 a R$ 1.768.00. Informações no site
www.concurso.fgv.br/minc06
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Concurso (IV)
Com inscrições até o
dia 16 deste mês o Serviço de Processamento de Dados
(Serpro) abre concurso para analistas com especialização
em software básico. O salário inicial é de R$ 3.642.
Informações no site www.cespe.unb.br/concursos
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Concurso (V)
O Banco do Nordeste do
Brasil (BNB) abre concurso para 20 vagas de advogado, 40
de analistas de tecnologia da informação, 5
economistas, 20 engenheiros agrônomos, 2 para
engenheiros de segurança do trabalho e 8 para médicos
do trabalho. Inscrições através do site www.concursos.acep.org.br
, até o próximo dia 19.
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