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O futuro da economia
pesará muito na disputa presidencial, já polarizada
entre PSDB e PT..
A partir da redemocratização em 1985 os rumos
econômicos influíram decisivamente no processo
eleitoral. O país viveu decepções sucessivas com os
planos Cruzado, Cruzado II, Bresser, Verão, Collor e os
efeitos danosos de uma “moratória
nacionalista(!!!)”,
que tornou a inflação galopante.
Ministro da
Fazenda, no final do Governo Itamar, Fernando Henrique
lançou o Plano Real e terminou Presidente da República,
no primeiro turno. Com ele, o PSDB cresceu. O partido
nascera de dissidências no período da constituinte,
através de posições de Mário Covas, Franco Montoro,
José Serra e outros.
Como em política
a sorte influi muito, FHC e o PSDB escaparam por um triz
de caírem na mesma vala fatídica, que destruiu Collor.
O senador Jorge Bornhausen, quando era ministro de
Collor, propôs aliança com o PSDB para sustentar o
governo. Tudo consistia na nomeação de FHC para
Ministro das Relações Exteriores e Tasso Jereissati
para a indústria e comércio de Collor. O convite
somente não foi aceito pelo “veto” de Mario Covas.
REELEIÇÃO
& ALIANÇA QUEBRADA
FHC foi reeleito com dificuldades. Lula chegou
perto. Mais uma vez, a economia teve papel relevante. O
Plano Real sofrera quedas, por força das crises da Tailândia
e da Rússia e o Presidente perigava perder. A salvação
foi à nomeação para o Banco Central de Armínio
Fraga, que implantou mudanças lúcidas e de efeito rápido.
A partir de
2001, a aliança que sustentava o governo FHC começou a
romper. Tudo culminou com o “flagrante preparado”
montado contra Roseana Sarney, candidata do PFL.
O “escândalo” afastou-a da disputa, quando já
superava Lula nas pesquisas e tinha chances reais de
eleger-se a primeira mulher Presidente do Brasil.
COMO
FICARÁ 2006?
Dois
fatores poderão influir, decisivamente, no resultado
final de 3 de outubro: a preservação da unidade das
oposições e o “carisma” do Presidente Lula.
O “fogo
amigo” entre Serra e Alkimin terá que ser apagado, o
quanto antes. Em política, estas situações, quanto
prolongadas, deixam mágoas, rastros negativos insuperáveis
e terminam influindo no resultado eleitoral. Apoiar sem
entusiasmo, às vezes é melhor não apoiar.
O Presidente
Lula, sacudido por violenta crise ética, consegue
manter-se relativamente incólume. As oposições
perderam a oportunidade do “impeachment”, na hora em
que Duda Mendonça confessou como recebeu o pagamento do
“marketing” presidencial. O Presidente habilmente
separa o PT da sua pessoa e leva o assistencialismo
oficial ao “povão”. Na hora de votar, o eleitor
poderá olhar mais para o próprio bolso, do que para as
denuncias do mensalão e a crise moral. Ninguém duvide.
Não há,
ainda, previsão de vitorioso, ou, derrotado. A eleição
será uma “gangorra”, com altos e baixos. Como o
Congresso Nacional não foi capaz de fazer a reforma político
partidária, o eleitor poderá fazê-la, através do
voto livre. Queira Deus que isto aconteça. Somente
assim existirão esperanças de que ganhem os
melhores....
ACONTECE
Talento
potiguar
Valéria
Oliveira cantora potiguar consagrada no Japão.
Ela acaba de lançar naquele país, com recorde
de vendas, o CD “Imbalança”. A produção é do
japonês Kasuo Yoshida. Valéria, com voz doce e segura,
canta MPB e faz incursões na música nordestina. O
Brasil e, sobretudo, a sua terra precisam prestigiar
essa voz potiguar, que o Japão há anos já aplaude.
Dívida
rural
Justifica-se
verdadeira “cruzada parlamentar” no Congresso
Nacional para derrubar o anunciado veto presidencial, ao
projeto de lei já aprovado na Câmara e no Senado, que
repactua dívidas oriundas de operações de crédito
rural, contratadas até dezembro de 2000, na área de
atuação da Agência de Desenvolvimento do Nordeste
(Adene).
A
proposta
A proposta é
justa, considerando as condições atípicas do
Nordeste, onde o índice de inadimplência é de 40% dos
financiamentos rurais e o produto bruto interno da região
vem caindo desde 1990. Pelo projeto aprovado, haverá um
prazo de 25 anos para amortização, incluídos quatro
anos de carência. O pagamento em dia terá o incentivo
do desconto de 3% sobre o saldo devedor.
Inclusão
social
A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, desde 1964, realiza a
Campanha da Fraternidade, durante a quaresma, que começou
na última quarta feira de cinzas. Neste ano, o assunto
em pauta será “A Fraternidade e os portadores de
necessidades especiais” e o lema, “Levanta-te e vem
para o meio”. Além da inclusão social, dando emprego
aos milhões de indivíduos que possuem uma deficiência
física, as cidades têm que providenciar a
acessibilidade dos mesmos em Bancos, áreas de lazer,
formação profissional, projetos culturais, escolas,
aparelhos ortopédicos, etc.
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