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NÓS
E A CHINA
Em
São Paulo, no Parlamento Latino Americano,
reencontrei-me com o Sr. Wu Banghoo - o segundo homem na
hierarquia político-administrativa da China (Presidente
da Assembléia Nacional e do Partido Comunista chinês).
Presenteei-o com trabalhos de arte em cerâmica e
pintura dos artistas potiguares Marlene Galvão e Djalma
Paixão, além da cachaça Samanaú, de Caicó. Na ocasião,
informei-lhe sobre o potencial econômico e geográfico
do Rio Grande do Norte como o local ideal para a instalação
da primeira área de livre comércio (ALC) do Brasil, ao
lado do futuro aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
O quadro de Djalma Paixão retratou as riquezas
do nosso Estado. Na recepção que lhe ofereci, quando
troquei o tradicional champagne pela cachaça de Caicó,
em um brinde de honra à delegação chinesa, convidei o
Sr. Wu Banghoo para visitar Natal e consolidar os laços
de cooperação entre nós e a China.
Como homem público e engenheiro, o visitante
percebeu que a nossa posição geográfica e recursos
naturais justificam a instalação de uma área de
exportação, nos moldes daquelas que construíram a
riqueza chinesa, gerando empregos e oportunidades.
A
EMPRESA LOCAL
Idéia
inovadora, como a zona econômica especial, traz consigo
reações. Uma delas seriam possíveis prejuízos para a
empresa nacional. Nada disto é verdadeiro.
As áreas de livre comércio não ameaçarão as
empresas do RN. As
empresas locais, eficientes e competitivas, terão mais
vantagens e atrativos para se instalarem dentro da área
livre comércio, do que as de fora. Não haverá competição
desleal com as empresas nacionais. A experiência mostra
que o mecanismo das áreas de livre comércio é
inteiramente neutro, em relação às condições de
concorrência entre empresas dentro e fora das zonas
econômicas especiais.
VANTAGENS
PARA O RN
Serão
muitas as vantagens para as empresas estaduais. Por
exemplo: elas poderão ser fornecedoras das indústrias
localizadas na área de livre comércio/RN, aumentando o
seu volume de negócios e oferta de empregos; poderão
expandir-se, implantando atividades direcionadas para as
exportações – e ganhando mais competitividade nos
mercados externos; terão a oportunidade de iniciar-se,
ou ampliar experiência na atividade exportadora, sem
ter que enfrentar as dificuldades de “garimpar”
clientes no exterior, gastando dinheiro e negociando em
contextos (e idiomas) estrangeiros. Na ALC, o empresário
negociará em português.
VANTAGENS
PARA O COMÉRCIO
O
comércio local terá grandes benefícios com a instalação
de dezenas de empresas, gerando, em seu conjunto,
milhares de empregos com remuneração superior à média
atual. Fora da zona econômica especial, serão
instaladas muitas unidades industriais, comerciais e de
serviços. A experiência internacional indica que estes
empregos indiretos são, pelo menos, três vezes os
diretos. Todo esse contingente estará consumindo e
movimentando o comércio local. Os investidores preferem
o fornecedor vis a vis (o comércio local) para gerar
parcerias e segurança nas relações de negócios.
O
SONHO POSSÍVEL
Este sonho só
se tornará possível se não for colocado o “trem na
frente dos bois”. Injustificável concluir o
aeroporto, com PPP ou sem PPP, sem antes ter a lei
federal, que crie e assegure os incentivos para a nossa
área de livre comércio. Com a visão de começar
implantando simples estação de passageiros e galpões,
sob a forma de aeroporto “indústria”, “cidade”
ou “porto seco”, iremos competir com mais de 40
cidades brasileiras, onde a Infraero já concedeu tal
benefício. Seria a vitória da “mesmice” e mais uma
derrota para o nosso Estado.
A vocação da
zona metropolitana de Natal é a implantação da
primeira área livre de comércio do Brasil. Produzir
aqui no RN, empregar desempregados, criar oportunidades
e aumentar as divisas brasileiras. O governo federal já
nos tirou a refinaria, dando-a a Pernambuco. O Ceará
implanta pólo siderúrgico. Fomos excluídos da
ferrovia Transnordestina. Ao RN, resta apenas,
transformar-se em um pólo exportador.
E a semelhança da campanha– compre o que é
daqui – vale também dizer sobre a destinação dos
galpões, no futuro aeroporto de São Gonçalo do
Amarante: armazenem o que é daqui... e não o que vem
de fora...
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TALENTO
POTIGUAR
René
Descartes, em seu livro “O discurso do Método”,
advertiu: “não basta ter uma boa mente. O mais
importante é saber usá-la bem”.
João Batista
Machado, escritor, jornalista, açuense da gema, é um
dos talentos mais expressivos da nossa terra. E ele sabe
usar bem a sua mente para preservar os fatos locais e
nacionais. O seu último livro – “Resgate da memória
política” – é uma síntese de perfis biográficos,
de quem militou na política estadual. Obra densa, bem
escrita e imprescindível à memória potiguar.
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