|
A
CARTA DE MARIO ROSA
Agradeço as
várias manifestações de apoio e incentivo, durante a
semana, em razão da entrevista que concedi ao DN/POTI, no último domingo, colocando-me ao dispor do Rio Grande do
Norte, mesmo sem ter qualquer projeto político. Muito
obrigado. Em horas como estas se conhecem os verdadeiros
amigos, realmente solidários.
A propósito, recebi gratificante carta do
jornalista e escritor Mario Rosa. Ele foi repórter
especial de Veja no
Congresso Nacional. Trabalhou em órgãos da grande
imprensa nacional. Hoje se revela profundo conhecedor da
teoria da comunicação de massas, com vários livros
publicados. No último dia 26 escrevi artigo sobre o seu
último livro “A
reputação na velocidade do pensamento”, prefaciado
por Paulo Coelho. Recebi
dele a carta a seguir transcrita:
“Meu
caro amigo Ney Lopes,
Tenho um grande respeito e uma admiração
sincera por sua competência e seriedade. Sei de perto
(pois pude testemunhar) o quanto, como homem público,
você se destacou pelas virtudes mais positivas de coerência,
correção e probidade, num território muitas vezes tão
abalado por contradições das mais terríveis.
Quero transmitir o meu abraço, dizer-lhe que
estarei sempre à sua disposição, principalmente agora
que inicia uma etapa nova em sua vida, que vai lhe
reservar tempo para maior reflexão e leitura, o que
certamente o tornará ainda mais denso para futuras
contribuições para a vida pública brasileira.
Seu nome está marcado na História do Parlamento
brasileiro, e latino-americano, como um pensador e um
artíficie que se destacou na condução ética de
alguns dos mais espinhosos temas de nossa realidade.
Somos todos muito gratos à sua exemplar trajetória e
ao muito que fez pela Democracia brasileira. Tenho
certeza de que essa sua pausa será apenas temporária,
pois o Brasil e o Rio Grande do Norte não podem
prescindir do talento e da inteligência e preparo de um
dos mais honrados homens públicos que conheci.
Sinta-se à vontade, caso queira, para publicar
ou postar onde quiser essas minhas palavras de respeito
e admiração. Em tempos em que é tão fácil apontar
os vícios e esgrimir as críticas, mais necessário
ainda é louvar as virtudes raras daqueles que a
possuem, como é o seu caso.
Mário Rosa
PS. Li
sua generosa resenha. Demonstra muito menos a qualidade
do livro do que sua incorrigível generosidade!
ACONTECE
Aeroporto de São Gonçalo (I)
Realiza-se terça próxima, em São Gonçalo do
Amarante, o “fórum de debates sobre o tema: São Gonçalo do amanhã”.
O evento é coordenado pelo Sr. Paulo Lopes e recebe o
apoio da Prefeitura municipal, Diário de Natal, TV
Universitária, Governo do RN e sociedade civil
organizada. Falará o Dr. Miguel Choueri, autoridade em
comércio exportador.
Aeroporto (II)
Fui honrado com o convite para expor sobre “A
melhoria da qualidade de vida e geração de trabalho e
renda com o surgimento de uma área de livre comércio”.
Em razão de compromissos inadiáveis em Brasília serei
substituído pelo meu filho, advogado Ney Lopes Júnior,
que abordará o tema e estará à disposição para
amplo debate, inclusive no programa “Grandes Temas”
da TV-U. Ele conhece a tese que defendo, por ter me
ajudado na coleta de dados e informações, no período
em que estagiou no BID e fez Mestrado de direito econômico
nos Estados Unidos nessa área (2000/2002).
Aeroporto (II)
Ninguém nega que a construção do Aeroporto de
São Gonçalo do Amarante será um benefício. Isto,
isoladamente, representará apenas cerca de 20% do
potencial de geração de mais de 50 mil empregos e
oportunidades, caso deixe de ser instalada, ao seu lado
– o único da América Latina e do Caribe -, uma zona
econômica especial (ou o nome que venha a ter), com
produção industrial local e não simples estocagem, em
galpões, de mercadorias que virão de fora. Caso o
Governo se limite a construir um simples “aeroporto
cidade, porto seco ou indústria”, sem criar por
lei federal a zona econômica especial, significará
negar ao Estado a última oportunidade de
desenvolvimento com o uso de recursos naturais próprios,
no caso a nossa privilegiada posição geográfica, a
mais próxima dos continentes da Europa e da África.
Testemunhei, recentemente em Bruxelas, o interesse da
Assembléia Parlamentar euro-latino americana, da qual
fui fundador (como Presidente do Parlatino) com o
Presidente do Parlamento Europeu, em debater a criação
na América Latina de uma zona de livre comércio
euro-latino-americana, a curto prazo.
Aeroporto (III)
Aeroporto
cidade, industria ou porto seco já existem dezenas
autorizados pela Infraero. Fortaleza constrói um desse
tipo. Ao contrário, zona econômica especial não
existe nenhuma no Brasil, ainda. A região metropolitana
de Natal é vocacionada para isto. Criado o pólo
exportador potiguar, por lei federal, não
faltarão recursos para construir o aeroporto, treinar
pessoal, promover pesquisa em parceria com
Universidades, incremento do turismo, geração de
emprego e renda, crescimento vertiginoso do comércio
local, oportunidades para as nossas indústrias que
seriam protegidas e incentivadas, aumento da renda
tributária dos municípios e do Estado... Trata-se de
um “ovo de
Colombo”. Esse mecanismo deu certo no mundo todo e
não iria dá errado apenas em nosso Estado!
|