Opinião

Ney Lopes de Souza (10.12.2006)

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A CARTA DE MARIO ROSA

            Agradeço as várias manifestações de apoio e incentivo, durante a semana, em razão da entrevista que concedi ao DN/POTI, no último domingo, colocando-me ao dispor do Rio Grande do Norte, mesmo sem ter qualquer projeto político. Muito obrigado. Em horas como estas se conhecem os verdadeiros amigos, realmente solidários.

            A propósito, recebi gratificante carta do jornalista e escritor Mario Rosa. Ele foi repórter especial de Veja no Congresso Nacional. Trabalhou em órgãos da grande imprensa nacional. Hoje se revela profundo conhecedor da teoria da comunicação de massas, com vários livros publicados. No último dia 26 escrevi artigo sobre o seu último livro “A reputação na velocidade do pensamento”, prefaciado por Paulo Coelho. Recebi dele a carta a seguir transcrita:

“Meu caro amigo Ney Lopes,
            Tenho um grande respeito e uma admiração sincera por sua competência e seriedade. Sei de perto (pois pude testemunhar) o quanto, como homem público, você se destacou pelas virtudes mais positivas de coerência, correção e probidade, num território muitas vezes tão abalado por contradições das mais terríveis.
            Quero transmitir o meu abraço, dizer-lhe que estarei sempre à sua disposição, principalmente agora que inicia uma etapa nova em sua vida, que vai lhe reservar tempo para maior reflexão e leitura, o que certamente o tornará ainda mais denso para futuras contribuições para a vida pública brasileira.
            Seu nome está marcado na História do Parlamento brasileiro, e latino-americano, como um pensador e um artíficie que se destacou na condução ética de alguns dos mais espinhosos temas de nossa realidade. Somos todos muito gratos à sua exemplar trajetória e ao muito que fez pela Democracia brasileira. Tenho certeza de que essa sua pausa será apenas temporária, pois o Brasil e o Rio Grande do Norte não podem prescindir do talento e da inteligência e preparo de um dos mais honrados homens públicos que conheci.
            Sinta-se à vontade, caso queira, para publicar ou postar onde quiser essas minhas palavras de respeito e admiração. Em tempos em que é tão fácil apontar os vícios e esgrimir as críticas, mais necessário ainda é louvar as virtudes raras daqueles que a possuem, como é o seu caso.
Mário Rosa
PS.
Li sua generosa resenha. Demonstra muito menos a qualidade do livro do que sua incorrigível generosidade!

 

                                                ACONTECE

Aeroporto de São Gonçalo (I)

            Realiza-se terça próxima, em São Gonçalo do Amarante, o “fórum de debates sobre o tema: São Gonçalo do amanhã”. O evento é coordenado pelo Sr. Paulo Lopes e recebe o apoio da Prefeitura municipal, Diário de Natal, TV Universitária, Governo do RN e sociedade civil organizada. Falará o Dr. Miguel Choueri, autoridade em comércio exportador.

Aeroporto (II)

            Fui honrado com o convite para expor sobre “A melhoria da qualidade de vida e geração de trabalho e renda com o surgimento de uma área de livre comércio”. Em razão de compromissos inadiáveis em Brasília serei substituído pelo meu filho, advogado Ney Lopes Júnior, que abordará o tema e estará à disposição para amplo debate, inclusive no programa “Grandes Temas” da TV-U. Ele conhece a tese que defendo, por ter me ajudado na coleta de dados e informações, no período em que estagiou no BID e fez Mestrado de direito econômico nos Estados Unidos nessa área (2000/2002).

Aeroporto (II)

            Ninguém nega que a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante será um benefício. Isto, isoladamente, representará apenas cerca de 20% do potencial de geração de mais de 50 mil empregos e oportunidades, caso deixe de ser instalada, ao seu lado – o único da América Latina e do Caribe -, uma zona econômica especial (ou o nome que venha a ter), com produção industrial local e não simples estocagem, em galpões, de mercadorias que virão de fora. Caso o Governo se limite a construir um simples “aeroporto cidade, porto seco ou indústria”, sem criar por lei federal a zona econômica especial, significará negar ao Estado a última oportunidade de desenvolvimento com o uso de recursos naturais próprios, no caso a nossa privilegiada posição geográfica, a mais próxima dos continentes da Europa e da África. Testemunhei, recentemente em Bruxelas, o interesse da Assembléia Parlamentar euro-latino americana, da qual fui fundador (como Presidente do Parlatino) com o Presidente do Parlamento Europeu, em debater a criação na América Latina de uma zona de livre comércio euro-latino-americana, a curto prazo.

Aeroporto (III)

            Aeroporto cidade, industria ou porto seco já existem dezenas autorizados pela Infraero. Fortaleza constrói um desse tipo. Ao contrário, zona econômica especial não existe nenhuma no Brasil, ainda. A região metropolitana de Natal é vocacionada para isto. Criado o pólo exportador potiguar, por lei federal, não faltarão recursos para construir o aeroporto, treinar pessoal, promover pesquisa em parceria com Universidades, incremento do turismo, geração de emprego e renda, crescimento vertiginoso do comércio local, oportunidades para as nossas indústrias que seriam protegidas e incentivadas, aumento da renda tributária dos municípios e do Estado... Trata-se de um “ovo de Colombo”. Esse mecanismo deu certo no mundo todo e não iria dá errado apenas em nosso Estado!

 

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