|
Fala-se que o
governador Geraldo Alkimin poderá ser o novo
na eleição presidencial, Deus queira que tenha ao
seu lado como Vice o senador José Agripino Maia.
Em política é mera ficção publicitária essa
“tática” de novo
e velho. Muitos
novos são velhos e muitos velhos são novos, no plano
das idéias. Uma campanha política não pode ser “tática”,
mas sim “estratégica”. Lembro Sun Tzu, o chinês:
“estratégia sem tática é o caminho mais curto para a vitória. Tática
sem estratégia é som antes da derrota”.
Abraham Lincoln dizia
“que nunca se
conseguirá convencer um rato de que um gato traz boa
sorte”. Da mesma forma, o eleitor por mais inculto
que seja, não se impressiona com a “tática” de que
o nome novo será
sempre o melhor. Se isto fosse verdadeiro, a experiência
acumulada de nada valeria. Parodiando Pavarotti fazer
política com tais abstrações é o mesmo que fazer
amor por correspondência.
O candidato tido como novo,
principalmente
nas eleições majoritárias, necessita ser
acompanhado de “algo mais”. Sobretudo, no atual
momento de descrença do país.
Haveriam candidatos
que representassem mais o novo
do que Collor e o próprio Lula? Em 1994, no Rio
Grande do Norte, a atual Governadora Vilma de Faria
candidatou-se ao governo do Estado, como o novo da eleição. Foi a última colocada. Fernando Bezerra em 2002
encarnou o empresário
novo, líder nacional da indústria e amargou a
mesma experiência. Indaga-se:
por que ele perdeu e Vilma
ganhou.
Aí está o xis
dessa história de novo
e do velho. Em 2002, Vilma era a última colocada nas pesquisas.
Tornou-se o novo durante
a campanha, com o diferencial da farta experiência
administrativa como prefeita de Natal. Mostrara bons
resultados. Na hora h
do voto há um grande medo de sufragar o novo,
sem experiência comprovada para o cargo, salvo líderes
tradicionais e carismáticos. E se isto já era verdade
antes de 2002, torna-se mais verdadeiro no Brasil de
hoje.
INDEPENDENCIA DO ELEITOR
Estou
convencido de que a eleição de 2006 terá o maior avanço
na independência de escolha popular da nossa história
republicana. O eleitor refletirá muito, antes de votar.
Os novos serão aqueles mais
experientes e habilitados para os cargos. Ninguém
duvide. Aliás, isto já aconteceu nas últimas eleições
brasileiras. Efraim Morais (PFL-PB) elegeu-se senador,
quando as pesquisas o colocavam em último lugar. Da
mesma forma, Germano Rigotto foi eleito governador do
RGS. Vilma, no RN, é outro exemplo. E tantos outros.
A
segurança demonstrada pelo governador Geraldo Alkimin,
durante a entrevista que fiz com ele e publicada no POTI/DN,
convenceu-me das suas chances reais de vitória na eleição
presidencial. Trata-se
de homem obstinado. A comparação será entre a experiência
administrativa dele em São Paulo e o Presidente Lula no
Brasil. Nas conversas que tivemos nos últimos anos (a
administração do Parlatino em SP obrigou-me a procurá-lo
muito), lembro-me quando me disse, num café da manhã
no Palácio Bandeirante: “institui em SP a licitação
pela Internet. Conseguimos mais de 50 veículos para a
Polícia, praticamente gratuitos, se comparado o preço
de mercado e o preço da licitação virtual”. Ele
criou uma rede de “restaurantes populares”, com cardápio
balanceado e entregou a sociedades civis idôneas para
administrar. Sucesso total. Na segurança pública,
informatizou Delegacias e obteve redução significativa
da violência em SP.
Geraldo Alkimin não
lidera as fragilizadas pesquisas, mas tem espaço para
crescer. Menos por ser novo
e mais pela sua bagagem pessoal de experiência política
e administrativa. O PSDB agiu certo. A escolha não foi
do novo, mas
sim do competente para o mandato.
Será um erro
injustificável subestimar o Presidente Lula. Todavia,
erro maior será apostar na fragilidade eleitoral de
Alkimin. Tudo mudará, quando o país conhecer o que ele
realizou como legislador e administrador. Até porque, a
comparação com os concorrentes ficará muito mais fácil
de fazer....
ACONTECE
A minha posição
Muitos indagam, diante
de notícias recentes da política local e nacional,
qual a minha posição em 2006. Respondo que é de
confiança e tranqüilidade. Tenho o compromisso partidário,
ao ser convidado de última hora para candidatar-me a
prefeito de Natal em 2004, de que teria a oportunidade
de disputar o Senado em 2006. Não vejo motivos para
desacreditar. Continuo aspirando ser o candidato do PFL
ao Senado. Em todo o Estado, em visitas, através de
correspondências e outras formas de contato, a convocação
é uma só para que dispute o Senado este ano. Tenho em
mãos pesquisas que apontam tal viabilidade. Irei até o
fim, sabendo que a decisão independe de mim.
Pesquisas
Acredito na pesquisa
verdadeiramente científica e idônea. Porém, não
posso acreditar em pesquisa divulgada recentemente, em
que fui publicamente humilhado com o meu nome excluído
da pergunta principal e colocado em pergunta
alternativa, como “candidato
de segunda categoria”, depois do pesquisado ter se
definido para o Senado na pergunta inicial.
Humilhações de sempre
Aliás, sempre enfrentei tais humilhações.
Elegi-me seis vezes deputado federal com as pesquisas
apontando-me como suplente. Em 2002, as pesquisas divulgavam que os eleitos no nosso
sistema seriam Iberê, Múcio Sá, Lavoisier Maia e
Betinho. Fui o primeiro colocado do PFL, com mais de 98
mil votos. E assim será se conseguir a legenda
prometida do meu Partido para disputar o Senado este
ano. Tenho ao meu lado, Deus, o povo, um trabalho político-legislativo
reconhecido e absoluta lealdade à liderança que sigo e
ao sistema. Todos sabem disto.
Candidato nato
Na hipótese de não
ser cumprido o compromisso partidário assumido comigo
em 2004 disputarei a reeleição de deputado federal
como candidato “nato”, assegurado por lei, no
Partido que ajudei a fundar e jamais fui desleal.
Prefiro excluir e não
comentar essa hipótese, por enquanto. Entretanto, é
bom divulgar que continuarei na vida pública, por vocação,
tentando ajudar o meu povo e o meu sofrido Estado.
Jamais me omitirei.
|