Opinião

Ney Lopes de Souza (19.03.2006)

E-MAIL 

 

NOVO E VELHO NA POLÍTICA

 

            Fala-se que o governador Geraldo Alkimin poderá ser o novo na eleição presidencial, Deus queira que tenha ao seu lado como Vice o senador José Agripino Maia. 

            Em política é mera ficção publicitária essa “tática” de novo e velho.  Muitos novos são velhos e muitos velhos são novos, no plano das idéias. Uma campanha política não pode ser “tática”, mas sim “estratégica”. Lembro Sun Tzu, o chinês: “estratégia sem tática é o caminho mais curto para a vitória. Tática sem estratégia é som antes da derrota”.

            Abraham Lincoln dizia “que nunca se conseguirá convencer um rato de que um gato traz boa sorte”. Da mesma forma, o eleitor por mais inculto que seja, não se impressiona com a “tática” de que o nome novo será sempre o melhor. Se isto fosse verdadeiro, a experiência acumulada de nada valeria. Parodiando Pavarotti fazer política com tais abstrações é o mesmo que fazer amor por correspondência.

            O candidato tido como novo, principalmente nas eleições majoritárias, necessita ser acompanhado de “algo mais”. Sobretudo, no atual momento de descrença do país.

            Haveriam candidatos que representassem mais o novo do que Collor e o próprio Lula? Em 1994, no Rio Grande do Norte, a atual Governadora Vilma de Faria candidatou-se ao governo do Estado, como o novo da eleição. Foi a última colocada. Fernando Bezerra em 2002 encarnou o empresário novo, líder nacional da indústria e amargou a mesma experiência. Indaga-se: por que ele perdeu e  Vilma ganhou.

            Aí está o xis dessa história de novo e do velho. Em 2002, Vilma era a última colocada nas pesquisas. Tornou-se o novo durante a campanha, com o diferencial da farta experiência administrativa como prefeita de Natal. Mostrara bons resultados. Na hora h do voto há um grande medo de sufragar o novo, sem experiência comprovada para o cargo, salvo líderes tradicionais e carismáticos. E se isto já era verdade antes de 2002, torna-se mais verdadeiro no Brasil de hoje.

INDEPENDENCIA DO ELEITOR     

 Estou convencido de que a eleição de 2006 terá o maior avanço na independência de escolha popular da nossa história republicana. O eleitor refletirá muito, antes de votar. Os novos serão aqueles mais experientes e habilitados para os cargos. Ninguém duvide. Aliás, isto já aconteceu nas últimas eleições brasileiras. Efraim Morais (PFL-PB) elegeu-se senador, quando as pesquisas o colocavam em último lugar. Da mesma forma, Germano Rigotto foi eleito governador do RGS. Vilma, no RN, é outro exemplo. E tantos outros.

             A segurança demonstrada pelo governador Geraldo Alkimin, durante a entrevista que fiz com ele e publicada no POTI/DN, convenceu-me das suas chances reais de vitória na eleição presidencial.  Trata-se de homem obstinado. A comparação será entre a experiência administrativa dele em São Paulo e o Presidente Lula no Brasil. Nas conversas que tivemos nos últimos anos (a administração do Parlatino em SP obrigou-me a procurá-lo muito), lembro-me quando me disse, num café da manhã no Palácio Bandeirante: “institui em SP a licitação pela Internet. Conseguimos mais de 50 veículos para a Polícia, praticamente gratuitos, se comparado o preço de mercado e o preço da licitação virtual”. Ele criou uma rede de “restaurantes populares”, com cardápio balanceado e entregou a sociedades civis idôneas para administrar. Sucesso total. Na segurança pública, informatizou Delegacias e obteve redução significativa da violência em SP.

            Geraldo Alkimin não lidera as fragilizadas pesquisas, mas tem espaço para crescer. Menos por ser novo e mais pela sua bagagem pessoal de experiência política e administrativa. O PSDB agiu certo. A escolha não foi do novo, mas sim do competente para o mandato.

            Será um erro injustificável subestimar o Presidente Lula. Todavia, erro maior será apostar na fragilidade eleitoral de Alkimin. Tudo mudará, quando o país conhecer o que ele realizou como legislador e administrador. Até porque, a comparação com os concorrentes ficará muito mais fácil de fazer....

                                                            ACONTECE

A minha posição

            Muitos indagam, diante de notícias recentes da política local e nacional, qual a minha posição em 2006. Respondo que é de confiança e tranqüilidade. Tenho o compromisso partidário, ao ser convidado de última hora para candidatar-me a prefeito de Natal em 2004, de que teria a oportunidade de disputar o Senado em 2006. Não vejo motivos para desacreditar. Continuo aspirando ser o candidato do PFL ao Senado. Em todo o Estado, em visitas, através de correspondências e outras formas de contato, a convocação é uma só para que dispute o Senado este ano. Tenho em mãos pesquisas que apontam tal viabilidade. Irei até o fim, sabendo que a decisão independe de mim.

Pesquisas

            Acredito na pesquisa verdadeiramente científica e idônea. Porém, não posso acreditar em pesquisa divulgada recentemente, em que fui publicamente humilhado com o meu nome excluído da pergunta principal e colocado em pergunta alternativa, como “candidato de segunda categoria”, depois do pesquisado ter se definido para o Senado na pergunta inicial.

Humilhações de sempre

            Aliás, sempre enfrentei tais humilhações. Elegi-me seis vezes deputado federal com as pesquisas apontando-me como suplente.  Em 2002, as pesquisas divulgavam que os eleitos no nosso sistema seriam Iberê, Múcio Sá, Lavoisier Maia e Betinho. Fui o primeiro colocado do PFL, com mais de 98 mil votos. E assim será se conseguir a legenda prometida do meu Partido para disputar o Senado este ano. Tenho ao meu lado, Deus, o povo, um trabalho político-legislativo reconhecido e absoluta lealdade à liderança que sigo e ao sistema. Todos sabem disto.

Candidato nato

            Na hipótese de não ser cumprido o compromisso partidário assumido comigo em 2004 disputarei a reeleição de deputado federal como candidato “nato”, assegurado por lei, no Partido que ajudei a fundar e jamais fui desleal. Prefiro excluir e  não comentar essa hipótese, por enquanto. Entretanto, é bom divulgar que continuarei na vida pública, por vocação, tentando ajudar o meu povo e o meu sofrido Estado. Jamais me omitirei.

 

 

COLUNAS ANTERIORES:

A GALINHA E OS ÓVOS (12.03.2006)

A GANGORRA DE 2006 (05.03.2006)

EMPREGADO DOMÉSTICO (26.02.2006)

COLIGAÇÃO: GANHAR O QUÊ? (19.02.2006)

PFL E PSDB (12.02.2006)

ERRO SEM PERDÃO  (05.02.2006)

 

 

Busca no GigaBusca

Marketing - Marketing na Internet, eBook Marketing, Email Marketing, Marketing Sites de Busca, Marketing Viral.

TOPO

MENU

INDIQUE SITES

CIDADES DO RN

FALE CONOSCO