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Bregenz,
Áustria – O senador José Agripino (PFL-RN) já
chamou a atenção pela imprensa para a possibilidade de
implantação, em curto prazo no Rio Grande do Norte, de
uma “zona euro-latina-americana de livre comércio”. A proposta de uma
zona especial de livre comércio, localizada na América
Latina e Caribe, é
defendida pelos parlamentares e autoridades da União
Européia no “Encontro de Parlamentares da América
Latina e da Europa”, promovido em Bregenz pelo
Parlamento Europeu e Parlamento Latino-Americano, que se
prolongará até terça.
Em
toda América Latina e Caribe, o melhor local para a
Europa implantar esta “zona livre
euro-latino-americana” será ao lado do futuro
aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Justifica-se
pela posição geográfica privilegiada - em frente aos
continentes europeu e africano.
As
lideranças aqui reunidas - ministros da União Européia,
parlamentares latino-americanos e europeus – discutem
idéias para serem levadas à “IV Conferência da União
Européia com a América Latina”, a realizar-se no próximo
dia 13 de maio, em Viena, reunindo todos os Chefes de
Estado e de Parlamentos dos dois continentes. Lá haverá
a decisão final.
Estou
absolutamente convencido de que o Senador José Agripino
parte na frente. Venho repetindo, enfaticamente, há
tempo, que o aeroporto de São Gonçalo do Amarante só
terá sentido, se ao seu lado for instalada uma área de
livre comércio. Nessa hipótese, os galpões a serem
construídos servirão para armazenar o que for
produzido aqui, com mão de obra local e não para
estocar o que venha de fora, “pegando carona” no
frete aéreo barato dos superaviões. Consuma-se crime
hediondo contra a nossa gente, se for construído o novo
aeroporto, sem antes definir legalmente a zona livre de
comércio.
TUDO
OU NADA
O
RN está diante do “tudo
ou nada”. Tem que apressar o passo e andar
depressa. Podemos perder, mais uma vez, a “parada”
para outros Estados. Os europeus colocam à
nossa frente a grande oportunidade para transformarmos o
nosso Estado. O Banco Europeu de Investimentos –
segundo foi declarado neste Encontro – financiará a
infra-estrutura e a implantação da “zona
euro-latina-americana de livre comércio”.
Eliminaremos o “risco” dos aventureiros, que desejem
construir o nosso Aeroporto, apelidando-o de “cidade”,
“porto seco” ou “industria”,
apenas para usufruir vantagens e privilégios em curto
prazo, além de reduzir o potencial econômico e social
em benefício dos norte-rio-grandenses, sobretudo na
criação de cerca de 50 mil novos empregos, no interstício
de cinco anos.
É sempre bom recordar o
provérbio chinês, que diz existirem “três coisas
que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra
pronunciada e a oportunidade
perdida”. Temo que, como sempre, outros Estados
com imaginação e criatividade passem, de novo, à
nossa frente e fiquemos “chorando
o leite derramado”, como ocorreu na refinaria de
petróleo, no terminal de pesca, na ferrovia
transnordestina e tantos outros exemplos.
O
MEU DISCURSO
Como Presidente do Parlamento Latino-Americano
(PARLATINO) fui um dos três únicos oradores da cerimônia
de instalação do Encontro de Bregenz. Não esqueci o
Rio Grande do Norte e “puxei
a brasa para a nossa sardinha”. Disse no meu
pronunciamento (veja íntegra no site www.parlatino.org
): “Será necessário visualizar, desde agora, estratégias biregionais nos
campos econômico, social, comercial e político, que
fortaleçam o futuro. É o caso da projetada construção
do grande aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no
Brasil, para receber os superaviões A-A380. Estão
projetados 11 aeroportos a nível mundial, dos quais o
único da América Latina e Caribe é este, o que trará
enorme redução de frete aéreo (até 20%), numa época
de globalização e de alta concorrência... econômica...São
Gonçalo do Amarante é o ponto geográfico mais próximo
da Europa e da África, localizado no Estado do Rio
Grande do Norte, em meu país – o Brasil. Vale a pena
os parlamentares, chefes de Estado e o Banco Europeu de
Investimentos estudarem esta iniciativa, que apresento
agora”.
UNIÃO DE CANDIDATOS
O Senador José Agripino propõe a união
imediata de todos os candidatos ao Governo do Estado,
classe política, líderes de trabalhadores e
empresariais. Chegou a nossa hora! Cabe ao Governo do
Estado elaborar documento consistente em defesa da
implantação desta zona de livre comércio, em nosso
território e apresentá-lo aos Chefes de Estado
europeus, com a ajuda do Ministério das Relações
Exteriores, durante a “IV Conferência da União Européia
com a América Latina”, que reunirá mais de 60 chefes
de Estado.
Coloco-me a disposição para ajudar, em razão
do conhecimento pessoal que tenho com autoridades da União
Européia e do Parlamento Europeu.
Por maior potencial de riqueza que tenhamos nada
será alcançado, se não for através de uma visão
pragmática da realidade mundial e projetos
economicamente viáveis. Não há outro meio, até
porque a roda não se inventa duas vezes...
O alerta está dado. Não sei se será ouvido!
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