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DIREITOS
HUMANOS DE QUEM?
Jean Charles. Ele era um daqueles brasileiros em busca
de “lugar ao sol”, na luta pela vida. Faltou-lhe
oportunidade de trabalho em seu país. Numa manhã de
sexta – dia 22 de julho de 2005 – sai de casa e, ao
entrar em uma estação de “metrô”, em Londres, é
covardemente fuzilado pela polícia inglesa, com oito
tiros. Ao contrário dos livros de Agatha Christie,
mesmo com o assassinato, a Polícia não sabe quem matou
e alega razões de segurança nacional.
O mais grave é o silêncio
complacente do nosso governo. Limita-se a apelos vazios
e aceita as versões mirabolantes, divulgadas até
agora. Inacreditável a alquimia da Promotoria Pública
britânica. Nega-se a indiciar os policiais que
dispararam os tiros, sob o argumento de que, se Jean
Charles caso fosse realmente terrorista - o que não era
– ele explodiria o metrô e mataria várias pessoas.
Trocando em miúdos, o país dos “direitos humanos”
legaliza o crime, desde que lhe convenha. Na apuração
da responsabilidade, o promotor inglês exige a absurda
prova de que os policiais assassinos não acreditavam
que o brasileiro fosse um extremista suicida. Enigma
igual ao atormentado túnel de Franz Kafka. Nenhum
policial responderá por este frio assassinato.
Onde ficam os direitos
humanos de Jean Charles e da sua família, justamente na
terra do Príncipe Charles, que deseja ser exemplo para
o mundo no respeito à dignidade humana? Ou tudo isto é
uma “mentirinha”?
PERIPÉCIAS
DE CHARLES
Recordo algumas peripécias do britânico Príncipe
Charles, em nosso país. Inclusive, interferindo em
assuntos internos. Em abril de 1991, ele visitou o
Brasil. Antes, veio o seu escalão precursor,
patrocinado pela empresa “Imperial Chemical
Industries”, e ofereceu ajuda médica às comunidades
indígenas ianomâmis. Comportamento semelhante ao dos
portugueses, quando aqui desembarcaram em 1500 e
distribuíram espelhinhos com os índios, para enganá-los.
O Príncipe Charles,
com a sua propagada linhagem sanguínea do rei Davi,
ancorou na Amazônia o seu iate “Real Britania”.
Deitou falação sobre preservação do meio ambiente e
defesa dos direitos humanos. Na época, o Presidente da
República – Collor de Melo – visitou-o, no Seminário
que realizou na própria embarcação.
O resultado foram as
ONG’s ligadas aos interesses britânicos – Gaia
Foundation, Royal Botanic Garden, World Wildlife e até
o Greenpeace - invadirem as terras ianomâmi e
conseguirem do nosso governo a demarcação total da área.
Logo após, o herdeiro inglês lançou o programa dos
chamados “corredores ambientais”. A finalidade é
preservar a medicina tradicional e tornar intocáveis as
riquezas naturais, para uso em pesquisas da nossa
biodiversidade.
Aí está o retrato do
Brasil. Em terras inglesas morreu Jean Charles e nada se
apura. No ano de 1991, hospedado em um iate privado, o
Príncipe Charles passou a influir, até hoje, em nossa
política ambiental.
Na prática, rua de mão
única. O nosso país não tem sequer o direito de
exigir punição, quando um brasileiro é brutalmente
assassinado por aqueles que se auto-intitulam defensores
dos direitos humanos. Aliás, direitos humanos de quem?
“IN
MEMORIAM”
Faleceu o Sr. Sinval
Poti. Comerciante, durante muitos anos, no bairro do
Alecrim. Católico fervoroso, ele teve grande atividade
na Paróquia de São Pedro, na Congregação Mariana.
Depois, dirigiu a Junta Comercial do Rio Grande do
Norte, onde se comportou com dignidade e devotado espírito
público. Pai de família exemplar, deixa um perfil
humano altamente positivo para os familiares e amigos.
Fomos vizinhos, durante
anos, na avenida um, no bairro do Alecrim. Aprendi a
admirá-lo e a respeitá-lo como cidadão honrado, cristão
e solidário.
ACONTECE
Uma
saída para o Nordeste
A Comissão de
Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados
aprovou, por unanimidade, o projeto de lei complementar
de minha autoria, criando o complexo geoeconômico e
social do Nordeste. Foi relatora a dep. Ann Pontes
(PMDB-PA). A proposta assegura, com base no artigo 43 da
Constituição, juros favorecidos para atividades
prioritárias; isenções, reduções ou diferimento de
tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas;
prioridade no aproveitamento dos rios e massas dágua
represadas, nas regiões sujeitas à seca e incentivo à
recuperação de terras no semi-árido.
Sugestão
a Alckimin
Conversei, por
telefone, com o ex-governador de SP, Geraldo Alkimin,
que designou o seu assessor, João Carlos Meirelles,
para analisar a minha proposta. Pelo entusiasmo
demonstrado com a idéia, é provável que ela seja
incorporada ao programa de governo do candidato
Alckimin, como “saída” econômica e social para o
Nordeste, Norte e Centro Oeste do país. Trata-se do
“ovo de Colombo”. Tudo já está na Constituição.
Falta o Legislativo regulamentar (o que faço); o
Executivo implantar e o Nordeste beneficiar-se.
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