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NOTÍCIA NATAL RN 

19/01/2008

Loja engana cliente na compra de celular

"Senti-me enganado". A afirmação é do jornalista Francisco Duarte Guimarães sobre a loja Laser Eletro Magazine, no Alecrim, que vendeu um dos dois aparelhos celulares que ele iria comprar por um preço e na hora do pagamento cobrou outro, superior.

De acordo com o jornalista, no último sábado, dia 5, ele (com sua esposa e acompanhado de um filho) fez uma pesquisa por algumas lojas da cidade, entre as quais a Laser Eletro Magazine. Queria avaliar os preços de dois celulares que gostaria de adquirir, um para ele, de um modelo, Nokia, e outro para sua esposa, da Samsung.

Depois da pesquisa, voltou à Eletro Magazine, onde encontrara o preço do aparelho Samsung em menor valor. Os preços do mesmo aparelho em outros lugares variavam de R$ 349,00 a R$ 369,00. Em alguns desses outros lugares poderia ser parcelado em até dez vezes. O aparelho Nokia, no entanto, em todas as lojas, era de valor rigorosamente igual, segundo o jornalista.

"Na Laser, porém, o Samsung era R$ 328,00 à vista e poderia ser parcelado em até quatro vezes. Mesmo eu adquirindo o outro aparelho (Nokia) bloqueado na Laser, era vantagem para mim comprar os dois lá mesmo, pois estava com a esposa e um filho, estávamos cansados, e queríamos encerrar a compra e irmos para casa", conta.

A funcionária, de nome Aline, fez as contas, informou o valor total e de cada uma das quatro prestações, solicitou a conferência e os aparelhos de uma outra funcionária, também de nome Aline, fez a introdução da compra no sistema, e entregou um papelote com o código da venda ao consumidor para que ele se dirigisse ao caixa e efetuasse o pagamento.

Mas ao chegar ao caixa o jornalista foi informado que aquele aparelho, ao valor de R$ 328,00, era somente de venda à vista, e que a prazo, em quatro vezes, como ele pretendia, o preço subiria para R$ 349,00.

"Ora, se eu quisesse comprar por R$ 349,00, eu teria comprado logo da primeira vez, na primeira loja que havia entrado, e não teria nem voltado lá", explicou Duarte Guimarães.

O gerente, que se identificou como Teixeira, que estava sentado ao lado, ao ser consultado pela moça do caixa, e percebendo o problema na venda, segundo Duarte Guimarães, sequer se levantou para tentar resolver a questão de forma cordial e respeitosa.

Mandou logo, no entanto, precavidamente, trocar a placa com o preço que estava na vitrine na frente da loja. Em seguida, voltando-se para o cliente, disse que o preço e as condições eram aqueles mesmos, conforme estava informando a moça do caixa, e não como informara a vendedora.

Diante do argumento do jornalista de que o preço informado antes e por ele aceito para a compra, já fechada, era outro, o gerente respondeu que se o cliente quisesse comprar o celular "o preço era aquele mesmo", caso contrário, não levaria o produto. Se insistisse, "alguém teria que pagar a diferença", no caso, a vendedora.

"Então as coisas se inverteram. Parecia que eu era que estava errado e ele certo; parecia que eu era um aproveitador, desonesto, e ele o correto, o honesto. Sem contar que utilizou-se de uma chantagem, já que ameaçou uma funcionária humilde de pagar a diferença", explicou Duarte.

O jornalista disse que o gerente falou com rispidez e desprezo, permaneceu o tempo todo sentado, demonstrando assim descaso e falta de respeito. "Ele foi muito grosso, mal-educado e despreparado para resolver um conflito e fechar uma venda de modo satisfatório para as duas partes", acrescentou.

Duarte Guimarães disse que, diante da situação, resolveu não mais fazer a compra, especialmente quando o gerente Teixeira, depois de chamar a vendedora, a mesma que a ameaçou de pagar a diferença, e pedir dela a nova placa com o novo preço (que mandara trocar) e mostrá-la ao jornalista como se aquele novo preço já estivesse na vitrine há tempos.

"Claro que não me submeti a essa humilhação. Disse-lhe que mesmo que ele quisesse me vender pelo preço inicialmente ofertado, não queria mais, pois não havia naquele momento a menor condição de efetuar uma compra", reclamou o jornalista que também é professor da UFRN e pensa em procurar a justiça.

Na terça-feira, pela manhã, às 8h15, e depois, por volta das 8h40, o Jornal Metropolitano esteve na Laser Eletro Magazine para falar com o gerente, mas o estabelecimento estava sempre fechado. Na fachada da loja, afora o nome de fantasia (ver foto), não havia mais nenhuma outra informação acerca do estabelecimento (telefone, endereço etc.) como é comum aos pontos comerciais.

 

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