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NATAL |
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09/07/2008 Museu de gente grande --- Walter Medeiros Natal está em vias de ganhar uma obra que pode transformar-se na sua maior referência para o mundo, caso seja executada com a competência que o empreendimento exige. Trata-se do Museu da Rampa, um resgate histórico, na opinião do arquiteto Carlos Ribeiro Dantas; e a mostra de que nenhuma cidade das Américas viveu a experiência que Natal viveu, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Digo que pode transformar-se em referência, pois sua dimensão mundial ou paroquial dependerá do cuidado com a gestão, para que o novo espaço histórico-cultural tenha credibilidade e sustentabilidade. Todos esses aspectos, e outros mais, foram tratados em audiência pública realizada na segunda-feira passada (07.07.2008) no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, da Fundação José Augusto. Presidida pelo Secretário de Turismo do Estado, Fernando Fernandes de Oliveira, a audiência serviu para apresentação do projeto do museu, seguida de oferta de propostas a serem executadas até o ano que vem, considerando o sonho dos presentes de verem o novo espaço aberto ao público no ano de 2010. Muitos argumentos dão força à idéia de fazer do Museu da Rampa um grande museu, a partir do próprio local, que serviu de aporte para aviões durante a guerra. O secretário assegura que nos meios empresariais é considerado que a industrialização do Brasil começou em Natal, por conta do encontro dos Presidentes Vargas e Roosevelt, que resultou na construção da Companhia Siderúrgica Nacional. Além disso, vários temas devem compor o acervo, indo além da guerra, para mostra que devido a sua posição geográfica Natal foi a porta de entrada dos vôos transatlânticos, o que estimula a criação de um Memorial do Aviador, uma espécie de espaço encantador e primeiro ambiente do museu. O prédio da rampa é tombado pelo Patrimônio Histórico desde 1990 e a construção do museu fará com que a cidade deixe de dar as costas para o Rio Potengi, na opinião do arquiteto Carlos Ribeiro Dantas. Ele apresentou o projeto, que terá um espaço inicial de 500 metros para o acervo e comportará espaços para um Jazz Café, Venda de souvenir e um calçadão que permita a circulação desde o Canto do Mangue até o Forte dos Reis Magos. Acrescente-se a idéia da museóloga Sônia Othon - que representou o Reitor da UFRN na audiência – de cobrar parte da dívida que os Estados Unidos têm para com Natal, sugerindo que seja doado um navio de guerra utilizado nas operações para ser agregado ao acervo do museu. Unindo o útil ao agravável, além da visitação normal dos natalenses e dos turistas que chegarem por via terrestre, será preparado um pier para embarque e desembarque de visitantes a serem levados pelo barco Chama-Maré, do Ibama, que promove passeios educativos com estudantes e grupos especiais, bem como dos visitantes que forem levados pelos barcos de empresas privadas que realizam passeios náuticos. Durante a audiência, uma colocação de um dos técnicos me chamou atenção. Ele fazia referência ao espaço – 500 metros – como conveniente, pois talvez não chegassem aviões para o museu, por ser algo muito caro. Tive de fazer uma intervenção, para defender a opinião de que este museu tem de ser um museu de gente grande, com tudo que for possível reunir de acervo, de aviões e navios a caminhões, viaturas menores, armas, munições, vestimentas e documentos. Tudo o que compôs aquele cenário de Natal, para tornar inesquecível aquela época tão efervescente, que encantava muito além do olhar de Othoniel Meneses. |
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