OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 

 

SEMPRE VERÃO 

 

Em vigor desde ontem, o horário de verão tem os seus efeitos observados com maior intensidade a partir de hoje. Até o dia 25 de fevereiro, dez estados das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e o Distrito Federal estão com os relógios adiantados em uma hora, estabelecendo-se uma diferença - esta por decreto - entre as regiões Norte e Nordeste que permanecem uma hora atrás. Embora fora da mudança, porque a queda de consumo de energia seria praticamente neutra – e este é o principal objetivo da medida – o Rio Grande do Norte já sente os efeitos do horário diferenciado.

São os ajustes necessários nos horários de chegada ou saída de vôos no aeroporto Augusto Severo e viagens terrestres interestaduais na estação rodoviária da Cidade da Esperança, programações de televisão geradas no Centro Sul, funcionamento dos bancos e emissoras de rádio que operam em rede nacional. A CBN é uma prova disso. Hoje, para acompanharmos o Jornal da CBN – das 6 às 9 horas – tivemos que nos antecipar em uma hora, isto é, das 5 às 8 horas. E sempre alertar o ouvinte que a hora da CBN nacional é a de verão. Embora a diferença horária não altere o produto, o ouvinte – para começar o dia ainda mais bem informado – terá que ligar o rádio uma hora mais cedo. Nas TVs as programações locais também estão ajustadas.

Contudo, é no horário do funcionamento dos bancos que vem se estabelecendo uma discussão, envolvendo a Federação Nacional dos Bancos que, anualmente, orienta os estados em que não vigora o horário de verão para que as agências antecipem em uma hora o atendimento ao público. Em Natal, os bancos – sem qualquer discussão - já funcionam a partir de hoje das 9 às 15 horas. A mesma regra não vale para as agências do Recife, Fortaleza, Salvador, Belém e regiões metropolitanas, não abrangidas pelo horário de verão que mantiveram inalterados os seus horários de atendimento. Nessas capitais – ainda incluindo Manaus – existe o entendimento de que se estão fora do horário de verão a mudança não se justifica e a redução causaria prejuízo em muitos negócios – envolvendo transações bancárias - que podem se desenvolver entre 15 e 16 horas.

Para que se entenda a redução do consumo de energia com o horário de verão a explicação dos técnicos é simples. Com os relógios adiantados em uma hora, os dias passam a ser mais longos e há um natural deslocamento de carga no horário de ponta, diminuindo o pico da demanda. Explicam que nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta das 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna e até mesmo o chuveiro elétrico. Nessa mesma hora é que entra em operação a iluminação pública, placas luminosas comerciais, enquanto as indústrias continuam o trabalho. Com o horário de verão, as cargas de iluminação pública e das residências passam a entrar após as 19 horas, quando o consumo industrial começa a cair. Assim, atinge-se o principal objetivo do horário de verão: o de evitar a concentração do consumo de energia no horário de pico, entre 19 horas e 22 horas.

O horário de verão tem uma longa história. Foi criado por Benjamim Franklin, em 1784, nos Estados Unidos. Ele percebeu que, durante alguns meses, o Sol nascia antes que as pessoas se levantassem. Imaginou, então, que se as pessoas da época adiantassem seus relógios em uma hora, poderiam aproveitar melhor a luz do dia e economizar velas. Naquele tempo, ainda não existia luz elétrica. No Brasil, foi adotado em 1931 pela primeira vez, com o objetivo de economizar energia por causa da guerra. Só que, em vez de velas, a finalidade já era economizar energia elétrica. Desde então, é a 36ª vez que é aplicado.
                      Assim, até o final de fevereiro, estão no horário de verão os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Para que o Norte e Nordeste ficassem de fora, mesmo sentindo os seus efeitos, a justificativa é a de que as regiões estão próximas da linha do Equador e assim os dias e as noites têm quase o mesmo tamanho em todas as épocas do ano. Quase, porque atualmente o Sol vem surgindo em Natal bem mais cedo – segundo o site da Climatempo nesses dias às 4h54min – por conta da mudança de estação. E não precisa de lei, decreto, portaria ou horário para ser sempre Verão.

 

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado inicialmente no Jornal de Hoje, edição de 06.11.2006

 

 

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