OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

SERVIÇO PÚBLICO

            Wellington Medeiros*

 

Encerrado mais um “feriadão” nas repartições públicas estaduais e municipais, graças a decretos da governadora Wilma de Faria e do prefeito Carlos Eduardo. Ambos decretaram ponto facultativo, uma vez que a sexta-feira - Dia de São Pedro - não era feriado. É comum que muitos façam a comparação com atividades privadas e até critiquem a liberalidade dos governantes. Outros aproveitam para desfazer do serviço público que apontam como ineficiente e, exagerando, afirmam até mesmo que se continuassem nas férias ninguém iria sentir falta. É fácil criticar, embora muitas vezes pode-se estar cometendo injustiça em nome de uma excelência difícil de ser alcançada até mesmo nas atividades privadas, mas que há alguns anos é obtida no serviço público do Rio Grande do Norte, através de um programa chamado Central do Cidadão.

“É missão da Central do Cidadão atender bem o usuário, respeitando-o nos seus direitos de pessoa humana e de cidadão, prestando-lhe serviços de qualidade, com a convicção de estar cumprindo um dever ético da organização que, assim, contribui para a melhoria efetiva do Serviço Público e realização da cidadania plena”. Assim mesmo, com Serviço Público grafado de forma maiúscula que placas ou banners recepcionam o cidadão em cinco locais na capital e mais de uma dezena de municípios. A Central do Cidadão oferece um conjunto de serviços públicos essenciais, centralizados em um único espaço. Foi concebida como uma forma alternativa para descentralizar serviços da estrutura administrativa tradicional dos diversos órgãos – em torno de 40 - conseguindo integrá-los de forma eficiente.

Compreendo que o leitor queira até parar por aqui imaginando que se trata de propaganda de governo. Não precisa mais duvidar, pois a intenção é essa mesmo: fazer justiça a um programa que há algum tempo vem restabelecendo a credibilidade do serviço público junto à comunidade. Dirão, mas é obrigação do estado prestar um bom serviço ao contribuinte, o patrão. Ninguém discute, mas quem conhece o serviço público sabe que existe “n” formas – para lembrar um economista amigo – de se realizar a mesma tarefa. O ideal é que este programa se expandisse a todos os setores da administração, mas por enquanto trata-se de um sonho que já é de muitos, mas que precisa ser pelo menos da maioria. Aí chegaria a setores vitais como saúde, educação e segurança pública.

Somente depois de recorrer nesses últimos anos a pelo menos meia dúzia dos serviços prestados pela Central do Cidadão que em Natal estão nas Avenidas Rio Branco, centro; Coronel Estevam, Alecrim; João Medeiros Filho (Zona Norte); Senador Salgado Filho (Via Direta); Engenheiro Roberto Freire (Praia Shopping - Ponta Negra) - é que pude observar a regularidade com que a qualidade desse programa é mantida. Foi assim, ao renovar a carteira de habilitação junto à representação do Detran ou fazer um registro de clonagem de um cartão de crédito na Delegacia do Cidadão, ambos no Via Direta; ao recorrer ao Procon estadual no Praia Shopping e até mesmo para obter informações junto à AGN – Agência de Fomento do Rio Grande do Norte que ali mantém um setor de atendimento. Em nenhuma das vezes percebi um cidadão ou cidadã sequer manifestando insatisfação.

Aqui tomo emprestada uma frase do artigo “Atendimento aos cidadãos”, inserida na página 49 do livro “Onde está o atendimento?”, de autoria do jornalista Walter Medeiros (www.rnsites.com.br): “Os servidores precisam entender que os usuários dos órgãos públicos ficam satisfeitos também quando esclarecem as dúvidas, mesmo ao saberem que não têm o direito que imaginavam possuir”. Lá o cidadão percebe a garantia de um direito primordial, o da orientação e informação. Quem ainda não conhece o funcionamento dessas centrais, pode ter a certeza de que ao fazê-lo, encontrará atendimento digno, atenção e, sobretudo respeito.

Em tempo: A Central do Cidadão é um programa vinculado à Secretaria da Justiça e da Cidadania -Sejuc - que, pelo visto, está precisando entrar no mesmo clima de eficiência. Fácil explicar. Para este artigo, busquei subsídios junto ao site do Governo do Estado. A Sejuc é das poucas secretarias que não tem sequer link para o próprio site – www.sejuc.rn.gov.br. Tive que recorrer a um site de busca. E entrando na página os números e estatísticas pelo menos da Central do Cidadão estão totalmente desatualizados. São números de 2003, informações de janeiro de 2006. Assim, fica difícil elogiar.

 

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado inicialmente no Jornal de Hoje, edição de 02.07.2007

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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