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Nas próximas segundas-feiras – uma, a véspera de Natal,
a outra, do Ano Novo, um dos chavões da crônica
esportiva – agora, é correr para o abraço -
estará presente dentro da naturalidade das festas, as
mais esperadas do ano. Se os temas para os dois últimos
artigos de 2007 sugerem - não obrigatoriamente, mas por
uma questão de clima - que sejam voltados para o Natal e
o último dia do ano, hoje cai bem se não uma
retrospectiva, mas o registro de fatos ocorridos nesses
últimos dias e que, por serem históricos certamente
servirão de tema para conversas que marcarão
festivamente encontros e reencontros do início dessas
duas próximas semanas.
A começar pelo esporte, é fácil constatar que os abraços
mais efusivos estão entre os torcedores do ABC Futebol
Clube. Além da conquista do 49º título de campeão
estadual, com presença garantida na Copa do Brasil 2008,
está a ascensão à série B no próximo ano. Com muita
garra, determinação e superação, o ABC justificou o
esforço dos dirigentes e a presença da torcida em todos
os momentos, fazendo do “Frasqueirão” – literalmente –
uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte. O ano
entrou para a história a ser contada numa revista, cujo
lançamento deverá ocorrer em por ocasião da estréia no
estadual, dia 12 de janeiro.
Do esporte passando para a cultura também é de alegria o
ambiente e a troca de informações entre os que defendem
a restauração do prédio da Avenida Rio Branco, 743, onde
funcionou a Escola Industrial de Natal e por último a TV
Universitária. É que no momento em que este jornal
estiver circulando, o Centro Federal de Educação
Tecnológica – Cefet, sucessor da EIN – já deverá ter
aberto as propostas da tomada de preços 04/2007, para a
contratação das obras orçadas em R$ 1,2 milhão e com
duração prevista de seis meses. Ali, obedecendo a um
projeto arquitetônico da arquiteta Dinara Regina Azevedo
Gadelha, será instalado o Centro de Arte, Cultura e
Ofícios – ou o Liceu das Artes – a ser inaugurado dentro
das comemorações do centenário do ensino
técnico-industrial no Brasil, a ocorrer em 2009.
Na economia que caminha pari passu com a
política, os empresários começam a festejar o bom
momento das vendas natalinas, enquanto os empregados já
estão gastando por conta do 13º salário, a ser pago até
o dia 20. E todos, igualmente, festejam o fim do
famigerado imposto do cheque, a CPMF que se transformou
num seqüestro permanente das finanças de ricos e pobres,
como se já não bastasse o Imposto de Renda. Neste, o
governo federal fica com uma parte dos salários. No
outro, taxava qualquer movimentação financeira. Tudo
dentro da “já insuportável carga tributária que é das
mais altas do mundo, aproximando-se dos 40 por cento do
PIB – Produto Interno Bruto do país, sem que a sociedade
chegue nem de perto a receber em troca os serviços que
são de responsabilidade do Estado”.
O trecho entre aspas é de uma nota de agradecimento em
que 12 entidades, encabeçadas pela Federação do Comércio
do Rio Grande do Norte comemoram “a atitude histórica de
patriotismo, coragem e compromisso com a sociedade
brasileira dos 34 admiráveis parlamentares – gesto
elegante se tivessem nomeado os senadores
norte-rio-grandenses José Agripino e Rosalba Ciarlini -
que votaram contra a CPMF”. Nesse dia, entrou para a
história a sessão de sete horas de duração do Senado,
iniciada na quarta-feira com a eleição e posse do
senador Garibaldi Filho (PMDB) para Presidente do Senado
e a atuação do senador José Agripino (DEM) até a
madrugada seguinte na liderança firme e sensata da
oposição, primeiro apoiando o aliado local e em seguida
articulando a queda da CPMF, traduzindo com equilíbrio e
polidez o desejo da maioria da população.
Neste fim de ano os dois senadores recebem cumprimentos
pelo momento excepcional nas suas atuações em Brasília,
que já reflete em prestígio e respeito para o Rio Grande
do Norte. Em nível local, os governantes também
atravessam o período natalino em mar de Almirante. A
governadora Wilma de Faria, com a entrega da ponte Forte
Redinha construída no exato local do abraço entre o mar
e o rio Potengi e o prefeito Carlos Eduardo pela
programação natalina, cujo referencial maior é a árvore
do Mirassol à entrada da cidade. É de se esperar que
este seja o clima nas últimas segundas-feiras do ano,
que por uma questão de espaço, até as folhinhas, este
ano, já as colocaram abraçadas e é fácil conferir – dias
24/31.
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