OBSERVANDO

Wellington Medeiros (*)

welingtonmedeiros@bol.com.br 


 

CBN 12 ANOS

            Wellington Medeiros*

 

Ouvir a CBN é, hoje, um hábito para muitas pessoas pelos sucessos ou insucessos que toca, ou seja, notícias durante as 24 horas no ar. O que muita gente talvez não saiba é que neste dia 1º de março, sábado próximo, a CBN Natal estará completando 12 anos. Foi nesta data em 1996 que o Rio Grande do Norte passava a ter uma emissora afiliada da Central Brasileira de Notícias – CBN. “A rádio que toca notícia” – a primeira emissora all news do país – começara fazia cinco anos, com um formato considerado audacioso num mercado em que desde o seu início o rádio esteve sempre associado à música, entretenimento, embora muitas emissoras também valorizassem a notícia. Quem se interessava pelo meio rádio já falava da novidade que ganhava audiência em São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

Em Natal, a CBN passava a ocupar o prefixo da rádio Tropical AM, que completava 12 anos - inaugurada no dia 21 de setembro de 1984 – sucedendo a então rádio Trairy e sob a direção do jornalista Jânio Vidal já fazia do jornalismo dinâmico e da prestação de serviços o seu principal carro-chefe. A qualquer momento e de qualquer lugar podia surgir uma informação ou nota de utilidade pública produzida de um Tropicalmóvel – trailers que foram instalados em pontos estratégicos da capital. A Central Brasileira de Notícias chegava e já encontrava uma equipe motivada e estimulada como somente se vira antes, nos anos 60, com os “Ases da Notícia”, da então rádio Cabugi.

Nesses 12 anos, a CBN Natal cumpre a sua parte, sem perder de vista a missão de cada emissora da rede: fazer também a cobertura da própria cidade, conforme diz a diretora executiva da Rede, jornalista Mariza Tavares: “Um dos aspectos mais fascinantes do rádio é justamente a proximidade com o ouvinte, o que torna crucial que ele não se afaste de sua comunidade, do que se convencionou chamar de “quintal” das pessoas”. A CBN atende a essa demanda por meio de inserções de noticiário local ao longo do dia – conhecidas no jargão das emissoras como breaks. No break, cada emissora entra com noticiário e comerciais locais.

Pela manhã, durante o Jornal da CBN, das 6 às 9 horas, os breaks são de cinco minutos. Considerado o horário nobre do rádio – as pessoas acordando, saindo para o trabalho, querendo começar o dia bem informadas – é neste horário que posso dar testemunho da audiência da CBN. Simbolizando milhares de ouvintes, cito o editor desta página, Roberto Canuto que ouve a CBN cedinho, até mesmo durante o horário de verão, encerrado há dez dias, quando fomos obrigados a começar às 5h da manhã. E tantos outros que nos encontram ou aos diretores da casa revelando serem ouvintes, enaltecendo a excelente programação informativa nacional, na qual estamos inseridos em 12 breaks de notícias locais a cada dez minutos e procurando contribuir para também justificar o jargão popular: “Ouvi na CBN”.

Em seguida ao Jornal da CBN é que a Rede abre a maior janela para os assuntos locais, das 09h30min às 12h. Mesmo inserindo a cada meia hora o repórter CBN – a AM 1.190 (prefixo da CBN Natal) encabeça em nível estadual a “Rede Tropical de Notícias”, programa apresentado pelo jornalista Franklin Machado e que conta com rádios em Mossoró, Pau dos Ferros, Currais Novos, Caicó, Nova Cruz e Macau. Durante as duas horas e meia são inseridos comentários dos jornalistas Jânio Vidal, Cassiano Arruda, Laurence Bittencourt, Ronaldo Soares, Aldemar de Almeida, Daniela Freire e Glauber Nascimento. Os breaks locais no Jornal da CBN e o Rede Tropical de Notícias são os ícones da programação local.

Quem acompanha o rádio a partir dos anos 60 percebe o quanto o desenvolvimento tecnológico contribuiu para mudanças e sempre para melhor. Do rádio-escuta - com as notícias gravadas de emissoras do Sul e transmitidas instantes depois - para o tempo real como ocorre atualmente. Do telefone fixo e constantes demoras quando não linhas cruzadas - para o celular. Do teletipo, com as notícias sendo muitas vezes traduzidas do Código Morse - para ferramentas modernas como a Internet e o notebook. Sem falar no chiado das transmissões à distância via linha telefônica para o sinal via satélite. Comparando é que o ouvinte entende porque a CBN é, hoje,  o privilégio de ter uma agência de notícias ao alcance da mão, numa programação de 24 horas.

  

 

(*) Wellington Medeiros é Jornalista. 

. Artigo publicado inicialmente no Jornal de Hoje, edição de 25.02.2008

 

 

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Leia também a coluna Notícias, de Wellington Medeiros, no Site da Rede Tropical

 

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