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Daqui a um mês - vencida a primeira
quinzena de junho - os partidos políticos já terão
escolhido os seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e
vereador, aprovado em convenções as coligações e
começarão a afinar os discursos visando às eleições do
dia 5 de outubro.. As próximas semanas serão decisivas
para os que pretendem se candidatar a um desses cargos,
mas as atenções vão mesmo ficar concentradas nos nomes
que encabeçarão as chapas majoritárias nos 167
municípios do Rio Grande do Norte e em Natal de forma
especial.
A capital, que reúne hoje em torno de
500 mil eleitores - um quarto do eleitorado – é onde a
disputa pelo cargo ganha maior repercussão, até por
concentrar os veículos de comunicação de maior
penetração, seja jornal, rádio ou televisão, embora
esses últimos bastante contidos pela legislação
eleitoral que a cada eleição aperta ainda mais a
fiscalização à mídia eletrônica. Na verdade, fatos
produzidos na capital irradiam por todo o Estado e hoje
contando também com a comunicação via internet onde
estão os “chats”. O neologismo que significa conversação
traduz toda a chatice que envolve a atual discussão
sobre candidaturas.
Até agora, o balaio de gato que está
formado, deixa na opinião pública a impressão de que
definida mesmo – sem risco maior de mudança ou “casca
de banana” até as convenções – é a da
ex-vice-prefeita de Natal, deputada estadual e
jornalista Micarla de Souza (PV). Embora parlamentar até
agora da chamada base aliada do governo do Estado,
Micarla teve duas sinalizações de que não obteria mesmo
o apoio explícito da governadora Wilma de Faria. Foi
quando viu o anúncio de que o candidato preferencial era
o deputado federal Rogério Marinho (PSB) e depois quando
a preferência passou para a deputada Fátima Bezerra
(PT).
Os próximos 138 dias prometem. Voando
ainda em céu de brigadeiro, Micarla de Souza busca,
obstinada - o que faz lembrar o pai, senador Carlos
Alberto - formar novas alianças, conquistar novos
apoios, robustecer a pré-candidatura para garantir um
tempo razoável no Guia Eleitoral, instrumento poderoso,
se bem utilizado, durante a disputa. Rogério Marinho,
remando contra a maré, mas até agora agindo com a
coragem herdada do avô também deputado federal Djalma
Marinho – “ao rei tudo, menos a honra” - mostrou para
uns que tem prestígio no PSB nacional ou foi ajudado
pelo tempo – o deadline como dizemos na
televisão.
Foi o único político do Rio Grande do
Norte a aparecer na última quinta-feira, em rede
nacional, no programa do PSB, com chavões em torno do
planejamento na administração pública. Tudo indica que o
programa foi gravado quando ele era o “preferencial”. E
a deputada Fátima Bezerra, faz a viagem Nova Palmeira
(PB)-Natal (RN) enfrentando obstáculos: tentar reverter
a imagem de mala sem alça, derrotada em três disputas
para a Prefeitura, em cujas campanhas prometia, caso o
PT chegasse ao governo, sepultar o que chama de
oligarquias do atraso existente, segundo ela, no Rio
Grande do Norte.
A depender dos números, Rogério
Marinho está na frente, pelo menos na disputa mais
recente, em 2006. Ele foi o quarto mais votado para
deputado federal -130.063 votos - enquanto Fátima
Bezerra ficou em sexto, com 116.243. Para a Prefeitura,
o deputado contabiliza vitórias apoiando a atual
governadora em 1996 e 2000 contra a adversária petista,
o mesmo ocorrendo em 2004 quando apoiou o atual prefeito
Carlos Eduardo Alves e a deputada obteve apenas 27.331
votos, bem atrás de Miguel Mossoró – 67.065. Sempre
apoiando a atual governadora, o deputado chega a dizer
após 23 anos de convivência – e agora na resistência –
“Estou fazendo o que aprendi com Wilma”.
Essa viagem pré-eleitoral, a vôo de
pássaro como diria o jornalista e escritor Nilson
Patriota, é para falar de numa eleição já realizada e
que reconduziu na última terça-feira, 13 o médico
veterinário Francisco Ferreira Lima à presidência do
Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande
do Norte por mais três anos. Venceu com 54,8% dos votos
dos 385 veterinários e zootecnistas. Não deu zebra. Mas,
por falar nesses profissionais que cuidam dos animais e
meio ambiente, resta lembrar uma fábula de Esopo que
narra a seguinte história:
Um caranguejo corria na praia
com sua mãe.
A mãe corrigiu o filho:
- Não corra de lado! Andar pra
frente é muito mais adequado.
O jovem caranguejo respondeu:
- Claro mamãe, quero aprender.
Mostre como se anda pra frente e eu ando atrás da
senhora.
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