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Em plena Semana do Meio Ambiente,
cujo Dia Mundial será comemorado nesta quinta-feira, 5
de junho, uma epidemia de dengue que se alastra por todo
o Rio Grande do Norte - ora em estado emergência - é o
maior atestado da falta de respeito para com a natureza
que atormenta a todos e transforma em vítimas grande
parte dos seus habitantes. Subproduto da urbanização
desordenada e exagerada, a dengue literalmente já está
incorporada ao rol das mazelas de difícil - mas não
impossível - controle, como a criminalidade, tráfico de
drogas, corrupção, poluição, trânsito engarrafado e até
a bandidagem na Internet.
No caso da dengue e o meio ambiente é
fato que a doença é transmitida por uma espécie de
mosquito já bastante famoso e que, como ocorre com
qualquer forma de vida, também sofistica as suas defesas
para garantir a sobrevivência à custa dos humanos. A
despeito do progresso científico – células-tronco, o da
ordem-do-dia – o primordial é se trabalhar a necessidade
de uma relação harmônica com o ambiente, única resposta
eficaz contra a dengue e outros males que rondam a
natureza que luta para se equilibrar. Localizar os
agressores ao longo do tempo, basta olhar agora ao seu
redor.
A cobertura voluntária da imprensa a
todas as ações que se voltam para a defesa do meio
ambiente e combate a dengue é facilmente vista, ouvida e
medida. Seja nas páginas diárias deste O Jornal de
Hoje, no JH Primeira edição, nos
demais jornais impressos bem como nas emissoras de rádio
e televisão. A imprensa é um espelho que reflete a
imagem do meio onde está inserida. Pode até tentar
retocar, como na colaboração voluntária na “guerra”
contra o aedes aegypti, mas o “general” que tem que
estar na linha de frente e desta missão não pode abdicar
- é o governo.
Desde o mês passado, a Rede
Tropical veicula uma campanha ostensiva de
orientação à população sobre os perigos da doença e a
necessidade de prevenção, combatendo - caçando o
mosquito aedes aegypti. “Eu Sou Caça - Dengue” é
o tema da campanha voluntária realizada em parceria com
a agência ART&C Comunicação Integrada, com o
envolvimento voluntário de todos os profissionais da
empresa de comunicação. A campanha educativa complementa
a cobertura jornalística de rotina. Outros veículos de
comunicação agem na mesma direção, pois todos observam
uma seqüência preocupante de derrotas até agora nas
batalhas de combate ao mosquito da dengue.
Foi nesta cobertura que durante meses
e anos se assistiu ao bate-cabeça daqueles que deveriam
ter evitado que se chegasse a esse número assustador –
mais de 25 mil casos desde o início do ano. Além da
discussão se o mosquito é federal, estadual ou
municipal, prédios fechados, greve dos agentes de saúde,
chegada do inverno é agravada pela crônica falta de
estrutura na rede pública para atender aos pacientes.
Traduzindo o quadro, concluíram do operário ao doutor –
do agente mais humilde ao ministro José Gomes Temporão,
que a guerra foi perdida. Mesmo depois de incontáveis
entrevistas com especialistas que buscavam orientar as
pessoas sobre os cuidados para barrar a proliferação dos
mosquitos e reduzir os casos da doença. Qualquer criança
sabe, hoje, onde está o mosquito da dengue. E isso se
deve, é claro, aos meios de comunicação.
Neste fim-de-semana ocorreu o Dia D
de Combate à Dengue, convocado pelo Governo do Estado,
depois que o Ministério Público estadual acenava com
outras medidas, diante dos números sempre crescentes de
casos da doença. Em 7 maio eram 19.157 casos oficiais,
chegando a 23.424 no meio do mês e terminando dia 28 com
25.512. Trabalho que serviu para, afinal, mobilizar
todos os municípios atingidos e produzir a recomendação
da governadora Wilma de Faria de que “o mosquito tem que
ser combatido antes de aprender a voar”.
“Estou aqui hoje porque
o problema é mais grave do que pensamos e todos temos
que nos mobilizar”. Disse ainda a governadora Wilma de
Faria, chamando a atenção da população para que “todos
fiquem atentos, principalmente em suas casas”. É
justamente em casa onde a população ao ligar o rádio ou
assistir televisão ouve a toda hora mensagens educativas
transmitidas, na sua maioria voluntariamente. Diferente,
data vênia, da Governadora que, até mesmo por falta de
tempo – o que é compreensível – não ouve rádio ou vê
televisão com freqüência e poderia – caso informada -
ter se poupado de ocupar audiência com o Presidente
Lula, conforme revelou, para se queixar de falta de
campanhas contra a dengue no rádio e televisão.
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