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A X Semana Nacional Antidrogas, realizada em nível
nacional de
19 a
26 deste mês - em Natal se prolongou até esta
sexta-feira, 27 com o Seminário sobre “Droga e
Drogadição: que Realidade temos, que Serviços Prestamos”
- foi marcada este ano pela sanção de uma Lei federal
que de imediato começou a apresentar resultados. O seu
número é 11.705, datada de 19 de junho de 2008, assinada
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e proíbe
motorista de beber e dirigir. A partir de agora dirigir
sob a influência de qualquer quantidade de álcool será
considerada infração gravíssima, punida com multa de R$
955,00 e suspensão do direito de conduzir por doze
meses. Álcool e direção - tolerância zero.
É uma vitória para uma legião de pessoas que lutam
há anos para humanizar o trânsito e preservar a vida.
O fato de ter sido sancionada pelo Presidente Lula tem
também outro significado. Para ele próprio, há quatro
anos – maio de 2004 – alvo de uma reportagem do
jornalista Larry Rohter, publicada no jornal “The New
York Times”, relacionando as gafes cometidas por Lula a
supostos exageros no consumo de bebida. O jornalista
ganhou notoriedade, depois que o governo ameaçou
expulsá-lo do Brasil. O Presidente, ainda em recuperação
dos estragos deixados pela reportagem e da reação ainda
pior, tem evitado se deixar fotografar com um copo na
mão ou fazer apologia da bebida. Ao contrário, neste
fim-de-semana ao receber os jogadores da seleção de
1958, confessou que o “último grande porre” foi na
derrota do Brasil para a Holanda, na Copa de 1974.
Quem acompanha o noticiário pela televisão, deve ter
percebido nos últimos dias reportagens realizadas sobre
esse assunto por todos os canais mostrando pessoas
bêbadas detidas em diversos estados. Lembro a de uma
jovem que se recusava a sair da direção, alegando que o
carro não podia ir para casa sozinho. Outro, saindo
literalmente pela porta fechada de uma caminhoneta para
discutir com os policiais. Ainda um rapaz que não
acertava sequer o canudo do bafômetro e o mais violento:
uma jovem que desceu do carro arrancou a placa e passou
a danificar o próprio veículo. E ainda reportagens de
pessoas opinando sobre a nova Lei, a maioria favorável.
Ao inserir a proibição de pessoas dirigirem no Brasil
após a ingestão de qualquer quantidade de álcool na
Semana Nacional Antidrogas, o governo Lula vai ao
encontro de um anseio da sociedade. Todos estão cansados
de a cada semana assistir impotentes a essa realidade
provocada pela associação álcool-direção, isto é o
aumento do número de mortos e feridos no trânsito,
grande parte envolvendo motoristas bêbados. Os acidentes
vão continuar ocorrendo, mas provocados por outros
fatores, inclusive a má conservação das estradas e
rodovias brasileiras e até mesmo a imprudência de
motoristas irresponsáveis que insistirem em dirigir
bêbados ou às vezes usando outro tipo de droga, mais
difícil de ser detectada. Mas, já é um bom começo.
Dados em poder da Polícia Rodoviária Federal indicam que
de janeiro a maio deste ano, foram flagrados nas
rodovias brasileiras 4.199 motoristas dirigindo
embriagados. Por sua vez, a Frente Parlamentar em Defesa
do Trânsito Seguro tem levantamento que indica 35 mil
pessoas mortas por ano em acidentes de trânsito no
Brasil. Bastam esses números para atestar que alguma
coisa deveria ser feita em nível de legislação. Agora,
resta ao executivo intensificar as campanhas e blitzens
para identificar transgressões e punir os infratores.
Para tanto, deve dispor de mais pessoal qualificado,
estrutura e salário digno, o que está sendo cobrado,
através de greve, pelos policiais rodoviários federais.
Volto à Semana Antidrogas, que se desenvolveu no
auditório da UnP da rua Floriano Peixoto de quarta até
sexta-feira, para registrar a mesa formada no último dia
à tarde, sobre “O papel social dos meios de comunicação
em face da questão da droga e drogadição”. Coordenada
pelo jornalista Walter Medeiros, diretor e editor do
www.rnsites.com.br
e tendo como relator o jornalista Erick Dias, Assessor
de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Defesa
Social, contou com a participação dos jornalistas Marcos
Aurélio de Sá, Diretor-Editor deste JH e deste que vos
escreve, representando a Rede Tropical de Comunicação –
aí incluída a rádio CBN (1.190 AM) - veículos que
tratam o tema com preocupação e responsabilidade. O
exemplo deste JH era instantâneo: no momento em que se
encerrava o debate na sexta-feira, 27, começava a
circular com metade desta página de Opinião tratando
sobre o problema da droga.
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