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A posse da nova diretoria do Conselho Regional de
Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte, ocorrida
nesta sexta-feira (11) à noite, no auditório do CTGás
serviu para mostrar o crescimento ocorrido nesses
últimos anos dessa atividade profissional que envolve
médicos veterinários e zootecnistas. Cerca de trezentas
pessoas prestigiaram o evento que marcou a recondução do
médico veterinário Francisco Ferreira Lima à presidência
do órgão para o triênio 2008-2011. Além do presidente do
Conselho Federal, médico e advogado Benedito Fortes de
Arruda, representantes de uma dezena de estados
estiveram na solenidade, além de autoridades locais.
Testemunha da dedicação do presidente reempossado –
característica que o acompanha em todas as atividades
profissionais desde a antiga CEPA (hoje Idema) onde
trabalhamos juntos desde 1986 – percebi que a presença
maciça dos colegas e familiares tinha um forte
componente. Além da homenagem, a gratidão. Era o
reconhecimento ao trabalho que ele desenvolveu nesses
últimos anos, especialmente para o soerguimento da
instituição, resumido no discurso do presidente do CFMV,
Benedito Arruda: trabalho, dedicação, lealdade e
honestidade. Na Diretoria Executiva, também tomaram
posse o vice-presidente José Helton Martins de Sousa;
secretário-geral, Eugênio Vieira Régis Filho e
tesoureiro – Luiz Umberto de Sales.
O cargo de conselheiro é honorífico. Sem remuneração, é
para os que doam parte de seu tempo à causa coletiva.
Segundo Lima “é para quem prefere conjugar o verbo ser
ao invés do ter”. Ele também enxerga como compensação de
outra ordem – um verdadeiro aprendizado dada a estreita
convivência com diferentes segmentos da sociedade -
permitindo a valorização e o equilíbrio pessoal enquanto
profissional e cidadão. Destacou como prioridades a
fiscalização do exercício legal das profissões,
enfrentamento ao charlatanismo, educação continuada e
trabalho com Matadouros Públicos Municipais, contando
para tanto com o apoio decisivo do Ministério Público.
Nos últimos anos, o médico veterinário viu bastante
ampliado o seu campo de trabalho, a princípio restrito à
promoção da saúde dos animais. Assim, limitava-se à
prevenção das doenças endêmicas – raiva, leishmaniose,
leptospirose, entre outras – e depois passou a atuar
fortemente na inspeção e controle dos locais de abate e
comercialização de produtos de origem animal e já tem
importante papel em diferentes áreas da Saúde Pública,
em especial junto às equipes de Vigilância Sanitária e
meio ambiente. Nos últimos anos, tem aumentado o número
de médicos veterinários que após a graduação buscam
cursos de especialização em saúde pública.
O presidente do Conselho Federal aproveitou o momento
eleitoral para sugerir a presença de médicos
veterinários e zootecnistas na disputa de cargos
públicos. Para o médico e advogado Benedito Arruda –
considerado amigo do Rio Grande do Norte - faz-se
necessária a presença de profissionais tanto nas casas
legislativas como no executivo a fim de ocupar novos
espaços e projetar mais as profissões. Citou a questão
dos baixos salários como decorrência da falta de debate,
o que poderia estar ocorrendo também pela via política.
A sugestão surge em boa hora, uma vez que nas campanhas
eleitorais aparecem sempre candidatos com apelidos de
animais, muitos deles – dizemos nós - em claro
desrespeito aos irracionais.
A posse da nova diretoria do Conselho Regional de
Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte ensejou no
fim-de-semana algumas reportagens de televisão
envolvendo a profissão. Uma delas, que chamou mais
atenção, pelo inusitado. Foi feita num Pet Shop,
onde o médico veterinário alertava para a existência de
pessoas que levam pequenos animais – gatos e cachorros –
para consulta, banho e tosa e em seguida desaparecem.
Deixam telefones, nomes e endereços errados. Não
retornam e os estabelecimentos ficam ainda com a
responsabilidade de encaminhar os animais para ongs ou
pessoas interessadas.
Num caso como esse, pode muito bem ser adaptada a música
“O Homem e o Cão” de Ataulfo Alves/Arthur
Vargas Jr. e que termina com essa verdade: “Quanto
mais conheço o homem, mais eu gosto do meu cão”.
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