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Depois do motociclista em 2006 e do jovem em 2007, este ano a Semana
Nacional de Trânsito que começa nesta quinta-feira, 18, em nível
nacional, será voltada para a criança. “A criança no trânsito”
é o tema escolhido com o objetivo de sensibilizar os pais e
educadores para a adoção de medidas que promovam a redução
nas estatísticas nada confortáveis do Departamento Nacional
de Trânsito: 21.199 crianças de 0 a 12 anos foram vítimas
de acidentes de trânsito ocorridos no país em 2006. Desse
total, 818 foram vítimas fatais.
Os números e as seqüelas deixadas por estes acidentes tanto de ordem física,
emocional, social e financeira justificam a importância desta
semana. Já em 2006, a criança estava presente, através da
orientação aos motociclistas, uma vez que o Código de Trânsito
(CTB) penaliza com multa gravíssima quem transportar menores
de 7 anos (Art. 244). E em 2007, ao focar os jovens,
principais vítimas de acidentes de trânsito, mais um passo
para a concretização da adoção da chamada “Lei Seca”,
cujos resultados positivos já são sentidos, registrados e
comemorados.
Para o especialista em trânsito, Carlos Alberto Ferreira dos Santos,
membro do Conselho Nacional de Trânsito, bons exemplos dados
na infância firmarão valores morais e éticos e favorecerão
em todas as circunstâncias da vida no trânsito. Cita como
exemplos, o andar sem pressa; na paciência com os outros; no
atravessar na faixa de pedestre; no respeito à sinalização
de trânsito; no uso do cinto de segurança, entre outros que
segundo ele a criança nota e imita em casa, na escola e nas
ruas.
Fossem esses ensinamentos aplicados e não se veria pais entregando
volantes de carros a crianças, atropelamentos injustificados
em garagens ou locais de presumível presença delas, como
ocorrem com caminhões estacionados em frente a residências.
A criança é, por natureza, impulsiva e irrequieta. Nas ruas,
garagens, estacionamentos, quando não em bicicletas, patins,
skates e patinetes. Do lado psicológico, consideram o lugar
onde mora refúgio seguro para brincar, pois se sentem
confiantes por divisarem o portão de casa. Onde às vezes está
o perigo, segundo fato recente em Natal.
A educação para o trânsito vem recebendo uma atenção especial do
Detran-RN, pelo que mostram os informativos do órgão. Entre
as iniciativas estão Escola Mirim de Trânsito, Programa de
Educação para o Trânsito, através da capacitação de
professores nas escolas, sinalizando que o tema da campanha não
foi à toa. Agora, através de Resolução, o Conselho
Nacional de Trânsito – Contran – regulamentou o trânsito
como atividade extracurricular em instituições de ensino médio
e prepara as diretrizes nacionais da educação no trânsito
para os níveis infantil e do ensino fundamental.
O Departamento Nacional de Trânsito, através de especialistas no tema,
orienta de forma bem direta sobre os cuidados que o adulto
deve sempre ter em mente: as crianças não são anjos que
diante do perigo batem asas e alçam vôo. Chama a atenção
para a atenção redobrada ao dirigir principalmente nas áreas
residenciais, agindo sempre com a possibilidade de uma criança
surgir de repente ou até mesmo estar brincando na rua.
Acender os faróis no interior de garagens e estacionamentos
cobertos, respeitando os sinais de faixas de pedestres e tendo
cuidado redobrado quando uma criança se aproximar para
atravessar.
E as crianças que não estão em casa ou nas
escolas, mas nas ruas, sinais, estacionamentos e até
conduzindo carroças em pleno trânsito? Para estas, em risco
ainda maior, uma discussão paralela deveria ser realizada
dentro da Semana prestes a começar. Que fique em nível técnico,
porque a duas semanas da eleição, os políticos só pensam
naquele, o eleitor que em Natal pelo menos se mostra definido
e decidido. De resto, é quem está liderando seja para
prefeito ou vereador manter o ritmo e evitar grandes tropeços.
Quem está em desvantagem, procurar estrebuchar, mas, no
desespero, deve evitar cortar o sinal. Os juízes – guardas
da Lei - estão de olho. E é bom colocar as barbas de molho.
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