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Conceito
"Epidemiologia é o estudo da freqüência, da distribuição
e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em
específicas populações e a aplicação desses estudos no controle
dos problemas de saúde." (J. Last, 1995)
Como ciência, a epidemiologia fundamenta-se no raciocínio causal;
já como disciplina da saúde pública, preocupa-se com o
desenvolvimento de estratégias para as ações voltadas para a
proteção e promoção da saúde da comunidade.
A epidemiologia constitui também instrumento para o
desenvolvimento de políticas no setor da saúde. Sua aplicação
neste caso deve levar em conta o conhecimento disponível,
adequando-o às realidades locais.
Histórico
A trajetória histórica da epidemiologia tem seus primeiros
registros já na Grécia antiga (ano 400 a.C.), quando Hipócrates,
num trabalho clássico denominado “Dos Ares, Águas e Lugares”,
buscou apresentar explicações, com fundamento no racional e não
no sobrenatural, a respeito da ocorrência de doenças na população.
Já na era moderna, uma personalidade que merece destaque é o inglês
John Graunt, que, no século XVII, foi o primeiro a quantificar os
padrões da natalidade, mortalidade e ocorrência de doenças,
identificando algumas características importantes nesses eventos,
entre elas:
·existência de diferenças entre os sexos e na distribuição
urbano-rural;
·elevada mortalidade infantil;
·variações sazonais.
São também atribuídas a ele as primeiras estimativas de população
e a elaboração de uma tábua de mortalidade. Tais trabalhos
conferem-lhe o mérito de ter sido o fundador da bioestatística e
um dos precursores da epidemiologia.
Posteriormente, em meados do século XIX, Willian Farr iniciou a
coleta e análise sistemática das estatísticas de mortalidade na
Inglaterra e País de Gales. Graças a essa iniciativa, Farr é
considerado o pai da estatística vital e da vigilância.
Quem, no entanto, mais se destacou entre os pioneiros da
epidemiologia foi o anestesiologista inglês John Snow, contemporâneo
de William Farr. Sua contribuição está sintetizada no ensaio
“Sobre a Maneira de Transmissão da Cólera”, publicado em 1855,
em que apresenta memorável estudo a respeito de duas epidemias de cólera
ocorridas em Londres em 1849 e 1854.
A principal contribuição de Snow foi a sistematização da
metodologia epidemiológica, que permaneceu, com pequenas modificações,
até meados do século XX.
Ele descreve o comportamento da cólera por meio de dados de
mortalidade, estudando, numa seqüência lógica, a freqüência e
distribuição dos óbitos segundo a cronologia dos fatos (aspectos
relativos ao tempo) e os locais de ocorrência (aspectos relativos
ao espaço), além de efetuar levantamento de outros fatores
relacionados aos casos (aspectos relativos às pessoas), com o
objetivo de elaborar hipóteses causais.
Sua descrição do desenvolvimento da epidemia e das características
de sua propagação é tão rica em detalhes e seu raciocínio, tão
genial, que consegue demonstrar o caráter transmissível da cólera
(teoria do contágio), décadas antes do início das descobertas no
campo da microbiologia e, portanto, do isolamento e identificação
do Vibrio cholerae como agente etiológico da cólera, contrariando,
portanto, a teoria dos miasmas, então vigente.
Apresentamos a seguir alguns trechos do trabalho “Sobre a Maneira
de Transmissão da Cólera”, em que seu autor destaca o caráter
transmissível da doença:
"O fato da doença caminhar ao longo das grandes trilhas de
convivência humana, nunca mais rápido que o caminhar do povo, via
de regra mais lentamente..." "Ao se propagar em uma ilha
ou continente
ainda não atingido, surge primeiro num porto..." "Jamais
ataca tripulações que se deslocam de uma área livre da doença
para outra atingida até que elas tenham entrado no porto..."
Ainda fortalecendo a teoria do contágio, Snow comentava:
"... doenças transmitidas de pessoa a pessoa são causadas
por alguma coisa que passa dos enfermos para os sãos e que possui a
propriedade de aumentar e se multiplicar nos organismos dos que por
ela são atacados..."
Apresenta evidências da disseminação da cólera de pessoa a
pessoa ou por fonte comum. Vejamos os seguintes trechos:
Transmissão pessoa a pessoa: "... Os casos subseqüentes
ocorreram sobretudo entre parentes daquelas (pessoas) que haviam
sido inicialmente atacadas, e a sua ordem de propagação é a
seguinte: ... o primeiro caso foi o de um pai de família; o
segundo, sua esposa; o terceiro, uma filha que morava com os pais; o
quarto, uma filha que era casada e morava em outra casa; o quinto, o
marido da anterior, e o sexto, a mãe dele..."
Transmissão por veículo comum: "... Estar presente no mesmo
quarto com o paciente e dele cuidando não faz com que a pessoa seja
exposta obrigatoriamente ao veneno mórbido... Ora, em Surrey
Buildings a cólera causou terrível devastação, ao passo que no
beco vizinho só se verificou um caso fatal... No primeiro beco a água
suja despejada... ganhava acesso ao poço do qual obtinham água.
Essa foi de fato a única diferença..."
Snow levanta ainda a possibilidade da transmissão indireta por fômites,
ao relatar um caso fatal de cólera de um indivíduo que havia
manipulado roupas de uso diário de outra pessoa que morrera poucos
dias antes pela mesma causa.
Estudando aspectos relacionados à patogenia da doença, Snow deduz
a via de penetração e de eliminação do agente, atribuindo ao
aparelho digestivo a porta de entrada e de eliminação do
"veneno mórbido" (maneira pela qual Snow se referia ao
agente da cólera). Vejamos o seguinte trecho:
"... Todavia, tudo o que eu aprendi a respeito da cólera ...
leva-me a concluir que a cólera invariavelmente começa com a afecção
do canal alimentar".
Um outro aspecto muito interessante do trabalho de Snow é a sua
introdução do conceito de risco. Identifica como fator de risco
para a transmissão direta a falta de higiene pessoal, seja por hábito
ou por escassez de água. Exemplifica demonstrando o menor número
de casos secundários em casas ricas, se comparadas com as pobres.
Aponta como fator de risco para a transmissão indireta a contaminação,
por esgotos, dos rios e dos poços de água usada para beber ou no
preparo de alimentos. Nessa forma de transmissão não se verifica
diferença na ocorrência da doença por classe social e condições
habitacionais.
Vejamos então o seguinte trecho:
"... Se a cólera não tivesse outras maneiras de transmissão
além das já citadas, seria obrigada a se restringir às habitações
aglomeradas das pessoas de poucos recursos e estaria continuamente
sujeita à extinção num dado local, devido à ausência de
oportunidades para alcançar vítimas ainda não atingidas.
Entretanto, freqüentemente existe uma maneira que lhe permite não
só se propagar por uma maior extensão, mas também alcançar as
classes mais favorecidas da comunidade. Refiro-me à mistura de
evacuações de pacientes atingidos pela cólera com a água usada
para beber e fins culinários, seja infiltrando-se pelo solo e alcançando
poços, seja sendo despejada, por canais e esgotos, em rios que,
algumas vezes, abastecem de água cidades inteiras."
Na primeira das duas epidemias estudadas por Snow, ele verificou
que os distritos de Londres que apresentaram maiores taxas de
mortalidade pela cólera eram abastecidos de água por duas
companhias: a Lambeth Company e a Southwark & Vauxhall Company.
Naquela época, ambas utilizavam água captada no rio Tâmisa num
ponto abaixo da cidade. No entanto, na segunda epidemia por ele
estudada, a Lambeth Company já havia mudado o ponto de captação
de água do rio Tâmisa para um local livre dos efluentes dos
esgotos da cidade. Tal mudança deu-lhe oportunidade para comparar a
mortalidade por cólera em distritos servidos de água por ambas as
companhias e captadas em pontos distintos do rio Tâmisa.
Os dados apresentados na tabela 1 sugerem que o risco de morrer por
cólera era mais de cinco vezes maior nos distritos servidos somente
pela Southwark & Vauxhall Company do que as servidas,
exclusivamente, pela Lambeth Company. Chama a atenção o fato de os
distritos servidos por ambas as companhias apresentarem taxas de
mortalidade intermediárias. Esses resultados são consistentes com
a hipótese de que a água de abastecimento captada abaixo da cidade
de Londres era a origem da cólera.
Para testar a hipótese de que a água de abastecimento estava
associada à ocorrência da doença, Snow concentrou seus estudos
nos distritos abastecidos por ambas as companhias, uma vez que as
características dos domicílios desses distritos eram geralmente
comparáveis, exceto pela origem da água de abastecimento. Nesses
distritos, Snow identificou a companhia de abastecimento de cada
residência onde ocorrera um ou mais óbitos por cólera durante a
segunda epidemia estudada. Os resultados desse levantamento estão
na tabela 2.
Originalmente, a epidemiologia preocupava-se com epidemias de doenças
infecciosas. No entanto, sua abrangência ampliou-se e, atualmente,
sua área de atuação estende-se a todos os agravos à saúde.
Objetivos
O método epidemiológico é, em linhas gerais, o próprio método
científico aplicado aos problemas de saúde das populações
humanas. Para isso, serve-se de modelos próprios aos quais são
aplicados conhecimentos já desenvolvidos pela própria
epidemiologia, mas também de outros campos do conhecimento (clínica,
biologia, matemática, história, sociologia, economia,
antropologia, etc.), num contínuo movimento pendular, ora
valendo-se mais das ciências biológicas, ora das ciências
humanas, mas sempre situando-as como pilares fundamentais da
epidemiologia.
Sendo uma disciplina multidisciplinar por excelência, a
epidemiologia alcança um amplo espectro de aplicações.
As aplicações mais freqüentes da epidemiologia em saúde pública
são (Adaptado de T. C. Timmreck, 1994):
·descrever o espectro clínico das doenças e sua história
natural;
·identificar fatores de risco de uma doença e grupos de indivíduos
que apresentam maior risco de serem atingidos por determinado
agravo;
·prever tendências;
·avaliar o quanto os serviços de saúde respondem aos problemas e
necessidades das populações;
·testar a eficácia, a efetividade e o impacto de estratégias de
intervenção, assim como a qualidade, acesso e disponibilidade dos
serviços de saúde para controlar, prevenir e tratar os agravos de
saúde na comunidade.
A saúde pública tem na epidemiologia o mais útil instrumento
para o cumprimento de sua missão de proteger a saúde das populações.
A compreensão dos usos da epidemiologia nos permite identificar os
seus objetivos, entre os quais podemos destacar os seguintes:
Objetivos da epidemiologia (Adaptado de T. C. Timmreck, 1994):
·identificar o agente causal ou fatores relacionados à causa dos
agravos à saúde;
·entender a causação dos agravos à saúde;
·definir os modos de transmissão;
·definir e determinar os fatores contribuintes aos agravos à saúde;
·identificar e explicar os padrões de distribuição geográfica
das doenças;
·estabelecer os métodos e estratégias de controle dos agravos à
saúde;
·estabelecer medidas preventivas;
·auxiliar o planejamento e desenvolvimento de serviços de saúde;
·prover dados para a administração e avaliação de serviços de
saúde.
Boa parte do desenvolvimento da epidemiologia como ciência teve
por objetivo final a melhoria das condições de saúde da população
humana, o que demonstra o vínculo indissociável da pesquisa
epidemiológica com o aprimoramento da assistência integral à saúde.
Relações de causa e efeito
Causa, em epidemiologia, refere-se ao agente que dá origem à doença;
efeito relaciona-se com a consequência da doença, que pode ocorrer
na pessoa ou extrapolar e atingir o seu grupo, comunidade,
sociedade.
Indices e coeficientes sanitários
Índice
Nível de incidência das doenças em epidemiologia.
Caso índice
Primeiro caso diagnosticado em um surto ou epidemia.
Incidência
Número de casos novos de uma doença ocorridos em uma particular
população durante um período específico.
Coeficiente (sinônimo: taxa)
Em epidemiologia, demografia e estatística vital, coeficiente é
uma expressão da freqüência em que um evento ocorre em uma dada
população. Os coeficientes são essenciais para a comparação de
experiências entre populações durante diferentes períodos,
diferentes lugares, ou entre diferentes variáveis sociais e econômicas
da população.
Coeficiente específico por faixa etária
Taxa relativa a uma determinada faixa etária; o numerador e o
denominador incluem pessoas do mesmo grupo de idade.
Coeficiente de fecundidade total
Estimativa do número total de crianças que uma mulher viria a dar
à luz, se ela continuasse tendo filhos de acordo com os
coeficientes vigentes de fecundidade de cada grupo etário.
Coeficiente de incidência
Taxa em que novos eventos ocorrem em dada população. O numerador
é o número de novos eventos ocorridos em período definido; o
denominador, a população exposta ao risco durante aquele período.
Coeficiente de morbidade
Medida de freqüência de doença em uma população. Existem dois
grupos importantes de taxa de morbidade: as de incidência e as de
prevalência.
Coeficiente de mortalidade
Medida de freqüência de óbitos em uma determinada população
durante um intervalo de tempo específico. Se incluirmos os óbitos
por todas as causas, temos a taxa de mortalidade geral. Caso
venhamos a incluir somente óbitos por determinada causa, teremos a
taxa de mortalidade específica. A taxa também pode ser calculada
para cada sexo e faixa etária, obtendo-se uma taxa de mortalidade
específica para uma doença em determinado sexo e faixa etária.
Coeficiente de mortalidade ajustado pela idade
Coeficiente de mortalidade modificado estatisticamente para
eliminar o efeito de diferentes distribuições de idade em
diferentes populações.
Coeficiente de mortalidade infantil
Medida do grau em que ocorrem mortes no primeiro ano de vida.
Coeficiente de mortalidade neonatal
Número de mortes de crianças menores de 28 dias de vida em um
dado período, normalmente um ano, por 1.000 nascidos vivos no mesmo
período.
Coeficiente de mortalidade perinatal
Número de mortes fetais tardias (28 semanas ou mais de gravidez)
mais as mortes pós-natais na primeira semana de vida, dividido pelo
número de mortes fetais mais o total de nascidos vivos na mesma
população no mesmo período. Em alguns países onde os registros
de estatísticas vitais não são bons, as mortes fetais são excluídas
do denominador. Normalmente é apresentada como uma taxa por 1.000
nascimentos por ano.
Coeficiente de prevalência
Número total de casos, eventos ou problemas em um determinado
ponto no tempo, dividido pela população total sob risco no mesmo
ponto no tempo. As taxas de prevalência são usadas mais freqüentemente
para doenças ou eventos que tenham uma duração média longa.
Evolução natural das doenças e os conceitos de epidemia
Epidemia
É a manifestação, em uma coletividade ou região, de um grupo de
casos de alguma enfermidade que excede claramente a incidência
prevista. O número de casos que indica a existência de uma
epidemia varia com o agente infeccioso, o tamanho e as características
da população exposta, sua experiência prévia ou falta de exposição
à enfermidade e o local e a época do ano em que ocorre. Por decorrência,
a epidemicidade guarda relação com a freqüência comum da
enfermidade na mesma região, na população especificada e na mesma
estação do ano. O aparecimento de um único caso de doença
transmissível que durante um lapso de tempo prolongado não havia
afetado uma população ou que invade pela primeira vez uma região
requer notificação imediata e uma completa investigação de
campo; dois casos dessa doença associados no tempo ou no espaço
podem ser evidência suficiente de uma epidemia.
Epidemia por fonte comum (sinônimos: epidemia maciça ou epidemia
por veículo comum)
Epidemia em que aparecem muitos casos clínicos dentro de um
intervalo de tempo igual ao período de incubação clínica da doença,
o que sugere a exposição simultânea (ou quase simultânea) de
muitas pessoas ao agente etiológico. O exemplo típico é o das
epidemias de origem hídrica.
Epidemia progressiva (sinônimo: epidemia por fonte propagada):
Epidemia na qual as infecções são transmitidas de pessoa a pessoa
ou de animal a animal, de modo que os casos identificados não podem
ser atribuídos a agentes transmitidos a partir de uma única fonte.
Endemia
É a presença contínua de uma enfermidade ou de um agente
infeccioso dentro de uma zona geográfica determinada; pode também
expressar a prevalência usual de uma doença particular numa zona
geográfica. O termo hiperendemia significa a transmissão intensa e
persistente e holoendemia, um nível elevado de infecção que começa
a partir de uma idade precoce e afeta a maior parte da população,
como, por exemplo, a malária em algumas regiões do globo.
Pandemia
Epidemia de uma doença que afeta pessoas em muitos países e
continentes.
Prosodemia
Epidemia em que o contágio se faz de indivíduo para indivíduo,
em vez de atacar grande número de pessoas.
Epidemias
e endemias atuais
As doenças transmissíveis endêmico-epidêmicas ainda são
relevante problema de saúde pública no Brasil. Novas tecnologias
na detecção precoce e identificação de cepas de microorganismos
explicam melhor os caminhos da transmissão. Integração da
sociedade civil na co-responsabilidade de detecção de epidemias.
Melhor formação técnica do pessoal que atua em saúde. Dengue,
febre amarela, hanseníase, influenza, aids, tuberculose, doença
meningocócica, hepatites virais e malária. Maior exigência da
sociedade civil.
Doenças comunicáveis
Portaria
n o 1.943, DE 18 DE OUTUBRO DE 2001 - Define a relação de doenças
de notificação compulsória para todo território nacional.
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1.
Botulismo
2.
Carbúnculo ou “antraz”
3.
Cólera
4.
Coqueluche
5.
Dengue
6.
Difteria
7.
Doença de Chagas (casos agudos)
8.
Doença Meningocócica e outras Meningites
9.
Esquistossomose (em área não endêmica)
10. Febre Amarela
11. Febre Maculosa
12. Febre Tifóide
13. Hanseníase
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14.
Hantaviroses
15.
Hepatite B
16.
Hepatite C
17.
Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em
gestantes e crianças expostas ao meio de transmissão
vertical
18.
Leishmaniose Tegumentar Americana
19.
Leishmaniose Visceral
20.
Leptospirose
21.
Malária (em área não endêmica)
22.
Meningite por Haemophilus influenzae
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23.
Peste
24.
Poliomielite
25.
Paralisia Flácida Aguda
26.
Raiva Humana
27.
Rubéola
28.
Síndrome da Rubéola Congênita
29.
Sarampo
30.
Sífilis Congênita
31.
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS)
32.
Tétano
33.
Tularemia
34.
Tuberculose
35.
Varíola
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Investigação epidemiológica de campo (classicamente é conhecida
por investigação epidemiológica)
Estudos efetuados a partir de casos clínicos ou de portadores com
o objetivo de identificar as fontes de infecção e os modos de
transmissão do agente. Pode ser realizada em face de casos esporádicos
ou surtos.
Medidas profiláticas
Profilaxia: Conjunto de medidas que têm por finalidade prevenir ou
atenuar as doenças, suas complicações e conseqüências.
Tratamento profilático: Tratamento de um caso clínico ou de um
portador com a finalidade de reduzir o período de
transmissibilidade.
Imunoprofilaxia: Prevenção da doença através da imunidade
conferida pela administração de vacinas ou soros a uma pessoa ou
animal.
Desinfestação: Destruição de metazoários, especialmente artrópodes
e roedores, com finalidades profiláticas.
Doença quarentenárias: Doenças de grande transmissibilidade, em
geral graves, que requerem notificação internacional imediata à
Organização Mundial da Saúde, isolamento rigoroso de casos clínicos
e quarentena dos comunicantes, além de outras medidas de
profilaxia, com o intuito de evitar a sua introdução em regiões
até então indenes. Entre as doenças quarentenárias, temos a cólera,
a febre amarela e o tifo exantemático.
Imonoprofilaxia: Prevenção da doença através da imunidade
conferida pela administração de vacinas ou soros a uma pessoa ou
animal.
Incidência: Número de casos novos de uma doença ocorridos em uma
particular população durante um período específico.
Quimioprofilaxia: Administração de uma droga, inclusive antibióticos,
para prevenir uma infecção ou a progressão de uma infecção com
manifestações da doença.
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