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Eu
não esperava que meu artigo da semana anterior, sob título
“Internéticas”, no qual abordei a inversão de
valores e outras anomalias que estão ocorrendo no
mal-fadado programa de tv “Big Brother Brasil”,
tivesse tanta repercussão. E para vocês não pensarem
que estou exagerando, vou transcrever aqui, na medida e
na quantidade possíveis, o teor das inúmeras mensagens
que recebi em razão do artigo. De Natal, Alexandre
Feitas metralha: “O BBB é um incentivo à ignorância!
Não assisto, pois vejo que ele faz florescer nas
pessoas um instinto muito primitivo da fofoca. A televisão
brasileira pode oferecer coisa muito melhor, que
propicie o desenvolvimento da sociedade”.
Outro que também se reportou ao assunto foi o
natalense Noel Alves Constantino. Ele também ressalta a
força do dinheiro na concepção do programa, bem como
no posicionamento de Pedro Bial.
Noel
não se faz de rogado e vai atirando: “Olá, Públio
José, o Pedro Bial em seu altar de profissional global
e que ganha, portanto, muito dinheiro, talvez não se
importe com nada que você escreveu, meu amigo. Mas a
sua escrita chega ao público munida de argumentos para
reflexão do que pode ser considerado útil e do que
serve para nada, tal é o caso do BBB. É claro que o
Pedro Bial sabe disso! Abs. Noel Alves Constantino”.
De Recife (bela Recife, comemorando agora em março seus
470 anos de fundação, com muita arte, frevo e
alegria), e reclamando que essa onda de protesto não
chegue a Pedro Bial, vem o comentário de Nádia Maia
Coelho: “Parabéns pela excelente matéria. Pena que não
chegue aos ouvidos do Pedro Bial. Também acho que não
adiantaria muita coisa, há pessoas que só se
interessam pelo valor do dinheiro e não pelo valor das
pessoas. Deus te abençoe”.
De
São Luiz do Maranhão, terra do sabichão José Sarney
(que manda e desmanda no estado há mais de 40 anos e
que, apesar de todo o poderio que detém nas mãos,
conseguiu a façanha de manter o Maranhão na condição
de estado mais pobre do país), chega o comentário de Sérgio
Maia, forte como a saga dos povos do Norte: “Concordo
com você em gênero, número e grau. E vou mais além.
Não assisto a este programa nem que seja pra ganhar
dinheiro. Grande abraço, Sérgio Maia”. Sem informar
a cidade onde mora, mas demonstrando sua preocupação
com o conteúdo da programação que as tv’s jogam na
casa dos brasileiros, transcrevo também o comentário
de Lúcia Lima: “Muito pertinente seu artigo. Lamentável
o destaque que se dá a este besteirol chamado BBB, em
detrimento de programas que realmente acrescentem algo
mais de útil a todos nós. Parabéns – Lúcia
Lima”.
De
Portugal também chegou essa pérola de comentário de
Juarez Chagas, natalense que enfrenta um estágio
profissional em terras lusitanas: “Prezado Públio, li
seu artigo sobre as asneiras do Bial e TV Globo no
lamentável BBB, como chamam. Na verdade, na minha opinião,
na qualidade de repórter que você é e pela liberdade
de imprensa (em prol de justa causa), não acho que você,
mesmo primando pela ética e coleguismo, deva se
preocupar sobre comentários oportunos em relação ao
reality show que a Globo, lamentavelmente, realiza.
Estou em Lisboa, no momento, mas li seu artigo e
concordo com tudo ao que reportou, assim como seus
leitores que lhe enviaram e-mails. Eu também não
consegui evitar de escrever dois artigos sobre o fatídico
e lamentável programa que, infelizmente, grande parte
da população brasileira aceita. Grande abraço, Juarez
Chagas”.
E,
para mostrar que não estou só nessa liça, transcrevo
comentário publicado neste Jornal de Hoje, edição de
13 de março, coluna “Canal 1”, de Flávio Ricco.
Diz ele: “Inúmeros leitores enviaram e-mails a esta
coluna indignados com o flagrante desrespeito à saúde
dos participantes do “Big Brother”. A última prova,
para escolha do líder, fez com que dois finalistas
ficassem mais de 21 horas trancados num cercado. Uma
barbárie! O atual “Big Brother” já ultrapassou
todos os limites do razoável. Tudo é feito pela busca
de maior audiência, pouco se importando os meios ou a
saúde dos trancafiados. As “festinhas” promovidas são
feitas exclusivamente para embriagar os que delas
participam e as provas buscam o sacrifício pleno dos
participantes. O “Big Brother” é a coisa mais
nociva, e agora perigosa, entre tantas na televisão
brasileira”. Fecha cortina. Pobre Brasil. E o Bial?
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