Públio José

19.03.2007

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INTERNÉTICAS II - A REPERCUSSÃO

 

            Públio José 

 

Eu não esperava que meu artigo da semana anterior, sob título “Internéticas”, no qual abordei a inversão de valores e outras anomalias que estão ocorrendo no mal-fadado programa de tv “Big Brother Brasil”, tivesse tanta repercussão. E para vocês não pensarem que estou exagerando, vou transcrever aqui, na medida e na quantidade possíveis, o teor das inúmeras mensagens que recebi em razão do artigo. De Natal, Alexandre Feitas metralha: “O BBB é um incentivo à ignorância! Não assisto, pois vejo que ele faz florescer nas pessoas um instinto muito primitivo da fofoca. A televisão brasileira pode oferecer coisa muito melhor, que propicie o desenvolvimento da sociedade”.  Outro que também se reportou ao assunto foi o natalense Noel Alves Constantino. Ele também ressalta a força do dinheiro na concepção do programa, bem como no posicionamento de Pedro Bial.

Noel não se faz de rogado e vai atirando: “Olá, Públio José, o Pedro Bial em seu altar de profissional global e que ganha, portanto, muito dinheiro, talvez não se importe com nada que você escreveu, meu amigo. Mas a sua escrita chega ao público munida de argumentos para reflexão do que pode ser considerado útil e do que serve para nada, tal é o caso do BBB. É claro que o Pedro Bial sabe disso! Abs. Noel Alves Constantino”. De Recife (bela Recife, comemorando agora em março seus 470 anos de fundação, com muita arte, frevo e alegria), e reclamando que essa onda de protesto não chegue a Pedro Bial, vem o comentário de Nádia Maia Coelho: “Parabéns pela excelente matéria. Pena que não chegue aos ouvidos do Pedro Bial. Também acho que não adiantaria muita coisa, há pessoas que só se interessam pelo valor do dinheiro e não pelo valor das pessoas. Deus te abençoe”.

De São Luiz do Maranhão, terra do sabichão José Sarney (que manda e desmanda no estado há mais de 40 anos e que, apesar de todo o poderio que detém nas mãos, conseguiu a façanha de manter o Maranhão na condição de estado mais pobre do país), chega o comentário de Sérgio Maia, forte como a saga dos povos do Norte: “Concordo com você em gênero, número e grau. E vou mais além. Não assisto a este programa nem que seja pra ganhar dinheiro. Grande abraço, Sérgio Maia”. Sem informar a cidade onde mora, mas demonstrando sua preocupação com o conteúdo da programação que as tv’s jogam na casa dos brasileiros, transcrevo também o comentário de Lúcia Lima: “Muito pertinente seu artigo. Lamentável o destaque que se dá a este besteirol chamado BBB, em detrimento de programas que realmente acrescentem algo mais de útil a todos nós. Parabéns – Lúcia Lima”.

De Portugal também chegou essa pérola de comentário de Juarez Chagas, natalense que enfrenta um estágio profissional em terras lusitanas: “Prezado Públio, li seu artigo sobre as asneiras do Bial e TV Globo no lamentável BBB, como chamam. Na verdade, na minha opinião, na qualidade de repórter que você é e pela liberdade de imprensa (em prol de justa causa), não acho que você, mesmo primando pela ética e coleguismo, deva se preocupar sobre comentários oportunos em relação ao reality show que a Globo, lamentavelmente, realiza. Estou em Lisboa, no momento, mas li seu artigo e concordo com tudo ao que reportou, assim como seus leitores que lhe enviaram e-mails. Eu também não consegui evitar de escrever dois artigos sobre o fatídico e lamentável programa que, infelizmente, grande parte da população brasileira aceita. Grande abraço, Juarez Chagas”.

E, para mostrar que não estou só nessa liça, transcrevo comentário publicado neste Jornal de Hoje, edição de 13 de março, coluna “Canal 1”, de Flávio Ricco. Diz ele: “Inúmeros leitores enviaram e-mails a esta coluna indignados com o flagrante desrespeito à saúde dos participantes do “Big Brother”. A última prova, para escolha do líder, fez com que dois finalistas ficassem mais de 21 horas trancados num cercado. Uma barbárie! O atual “Big Brother” já ultrapassou todos os limites do razoável. Tudo é feito pela busca de maior audiência, pouco se importando os meios ou a saúde dos trancafiados. As “festinhas” promovidas são feitas exclusivamente para embriagar os que delas participam e as provas buscam o sacrifício pleno dos participantes. O “Big Brother” é a coisa mais nociva, e agora perigosa, entre tantas na televisão brasileira”. Fecha cortina. Pobre Brasil. E o Bial?

 

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